Rumbo Reverso “EP I” (2014)

Publicado: 30 de junho de 2014 em Experimental, Free Jazz, Post-rock
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capa

01.Palinkas
02.Artérias
03.O Outro
04.Elefantes e Ruminates
05.Captain Ahab
06.Efeito Marino
07.Urso73

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Por Al Schenkel

Criado por Cacá Amaral (Firefriend, Naxxtro), Rumbo Reverso é um projeto de música experimental e instrumental que transita livremente entre o free jazz, o post rock  e o psychedelic rock tendo como base os improvisos extraídos através do uso de bateria, guitarra e loops diversos orquestrados por Cacá, resultando em uma trilha sonora hipnótica e flutuante cheia de camadas e texturas, onde o clima harmonioso das estruturas musicais de cada peça é homogeneamente fundido com dissonâncias e ruídos.

Nos shows, Rumbo Reverso se apresenta solo com Cacá Amaral ou com o tecladista Leandro Archela e o baixista Iládio Davanse. Em seu primeiro disco, o EP de sete faixas intitulado “I”, além de Archela, o projeto conta com as participações de Maurício Takara – trompete, bateria e metalofone; Daniel Gralha – trompete; Cuca Ferreira – sax barítono; Paulo Moraes – Sax Alto; Diogo Valentino – baixo e produção musical, Mancha Leonel – Baixo e produção e Fabiane Trindade – Violino.

A cópia física do disco, tanto em CD quanto em vinil pode ser adquirido através do site oficial da banda, aqui.

 

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01 Stow-A-Way 7:14
02 Tokyo Express 2:57
03 Truck Love 3:51
04 The Victory 3:43
05 Pleasure Is The Boss 3:50
06 Dumb Europe 6:30
07 This Flame Will Never Die 1:18

Torrent

Por Al Schenkel

Burnin’ The Ice, lançado em 1983 via Paradoxx Records foi o primeiro disco cheio da banda de post-punk/rock-experimental Die Haut (A Pele). Formada inicialmente como um quarteto e mantida em grande parte como instrumental, a banda traria algumas participações vocais ilustríssimas em alguns de seus registros, como Lydia Lunch, Anita Lane, Debbie Harry, Mick Harvey, Jeffrey Lee Pierce, Blixa Bargeld, Alexander Hacke, Arto Lindsay, Kim Gordon, Cristina Martinez, Laurie Tomin e Alan Vega entre outros.

Em Burnin’ The Ice, quem assina a autoria de quatro das sete faixas e empresta a voz para as mesmas é Nick Cave, personalidade esta que dispensa maiores formalidades e apresentações. Gravado seis meses antes da ruptura do The Birthday Party, Cave também foi responsável pela mixagem do álbum. E como de praxe, a intensidade habitual de Cave acentua e dá maior vazão a verve experimental e angular ao lado de Christoph Dreher (único membro constante) e seus asseclas nesta obra magnífica, obscura e injustamente esquecida no tempo. 9/10

 

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01 Excursions “A Tribe Called Quest”
02 I’m A Swing It “House of Pain”
03 Me Comprendes Mendes “Control Machete”
04 The Truth (ft. roisin & j-live) “Handome Boy Modeling School”
05 Here We Go “Das EFX”
06 Raspberry Fields “Cannibal Ox”
07 Prostituta “Nega Gizza”
08 Tamale “Tyler, The Creator”
09 Real Eyes (feat. melvin van peebles) “Quasimoto”
10 e=mc2 (feat. common) “J. Dilla”
11 So What’cha Want “Beastie Boys”
12 Pussy Galore “The Roots”
13 Oh Shit “The Pharcyde”
14 Work “Gang Starr”
15 Never in This World “The Mexakinz”
16 Black Skinhead “Kanye West”
17 Bring Da Ruckus “Wu-Tang Clan”
18 Insane In The Brain “Cypress Hill”
19 A Day at the Races (feat. big daddy kane & percee p) “Jurassic 5″
20 Family Business “The Fugees”
21 A Beast Caged “Dalek”
22 Mind Your Business “La Coka Nostra”
23 Doors Intro Confessions Of A Drug Addict “The Psycho Realm”
24 I’m Addicted “Delinquent Habits”

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Por Al Schenkel
Colaboração: Jana Wadenphul

Surgido como subcultura nas  áreas centrais de comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas da cidade de Nova Iorque na década de 70 para o mundo, o Ride Into The Sound pela primeira vez traz aos leitores do blog um apanhado com 24 artistas/canções em uma mixtape sobre um dos gêneros mais brilhantes e com o maior embasamento e mobilização social de todos os tempos: o rap.

Seja através de discursos politizados e em temas construídos com base estabelecida sobre questões como pobreza, violência, racismo e tráfico de drogas, até nas linhas mais livres e em variantes musicais mais experimentais e reconstruções de identidade focadas por artistas mais novos, o rap assim como a cultura hip-hop em geral sempre manteve um papel fundamental na construção cultural e preocupação com o cidadão marginalizado, ao retratar a sobrevivência de quem vive às margens da sociedade e a conscientização do indivíduo como ser social.

Dos trompetes às batidas eletrônicas e samples, elementos associados ao rock, funk, soul e jazz, nesta primeira edição fazemos um passeio por diversas fases do gênero, desde nomes essenciais responsáveis primordialmente por sua ascensão nos anos 80 e começo dos 90 como A Tribe Called Quest, The RootsGang StarrBeastie Boys, The Fugges, House of PainWu-Tang Clan Cypress Hill; passando por nomes mais undergrounds como The Mexakinz, Control Machete The Psycho Realm, até artistas mais recentes e experimentais como Tyler, The Creator, Dalek e Kanye West, contando também com a participação de Nega Gizza − representando o gênero em terras brasileiras na mixtape da vez.

Abra a cabeça, procure mais informações e diga não à segregação de gêneros culturais/artísticos, pois a música deve ser utilizada e encarada como um poderoso instrumento de libertação das amarras, e não empunhada como arma para retroceder e individualizar suas ideias e seus ideais.

FANGE “Poisse” 2014)

Publicado: 23 de abril de 2014 em Noise Rock, Sludge
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fange

1.Grêle Molle 04:06
2.Cloches Fendues 04:52
3.Ammoniac 04:46
4.Suaire 08:07
5…. 02:15
6.Lucifour 05:46

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Por Al Schenkel

Poisse é o primeiro rebento do trio de sludge metal/noise rock francês, FANGE. Lançado em 14 de abril deste ano via Cold Dark Matter Records, o EP de estréia conta com seis faixas e destila influências entre outros de nomes como Melvins, Eyehategod, Crowbar e NIHILIST/ENTOMBED.

O trio surgiu no final de 2013, em Rennes, capital administrativa da região da Bretanha e conta em sua formação com Baptiste Gautier-Lorenzo (bateria), Benjamin Moreau (guitarra) e Jean-Baptiste Lévêque (barulhos e vocal). Fange, em francês significa lama, e como descrito no bandcamp oficial da banda, sua sonoridade é uma experiência suja, massiva e ruidosa, e nada poderia simplificar e ser tão certeiro quanto à proposta sugerida em sua música: este reduto de distorções, feedbacks e crueza em uma estréia completamente corrosiva e desnorteante. 

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01.Harm 2:05
02.No Eyes 2:40
03.Chain Mask 3:24
04.God Hole 1:54
05.Lords Prayer Underwater 1:15
06.Sewer Birth 3:17
07.Abduction (Lost Underground) 1:52
08.No Cross 1:34
09.Infinite Flesh 2:55
10.House of Suffering 3:01

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Por Al Schenkel

Sewer Birth é o álbum de estréia do Burnt Skull, duo de noise-rock formado em Austin por Dustin Pilkington (programação, vocais, guitarra) e Anthony Davis (programação, bateria).

Com letras bizarras e sonoridade caótica, o duo entrega em seu primeiro registro − lançado em 19 de janeiro deste ano − 10 faixas que exalam extrema brutalidade e dissonância, trazendo referências também a gêneros como hardcore, sludge e industrial a esta máquina texana de fazer ruídos.

 

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01.”Angel” – 6:18
02.”Risingson” – 4:58
03.”Teardrop” – 5:29
04.”Inertia Creeps” – 5:56
05.”Exchange” – 4:11
06.”Dissolved Girl” – 6:07
07.”Man Next Door” – 5:55
08.”Black Milk” – 6:20
09.”Mezzanine” – 5:54
10.”Group Four” – 8:13
11.”(Exchange)” – 4:08

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Por Al Schenkel

Lançado em 20 de abril de 1998 através da Virgin Records, Mezzanine foi o terceiro álbum de estúdio da banda de trip-hop inglesa Massive Attack, quarteto este formado inicialmente por 3D, Daddy G, Mushroon e Tricky, em Bristol, no ano de 1987.

Apesar do gênero ter sido nomeado apenas em 1995 pela revista Mixmag para definir o álbum Maxinquaye — disco de estréia de Tricky — o trip-hop já vinha sendo moldado no meio dos anos 80 pelo The Wild Bunch, banda que viria a originar o Massive Attack após encerrar suas atividades.

Em Mezzanine, a presença de guitarras é mais constante que nos antecessores “Blue Lines“, de 1991 e “Protection“, de 1994, estreitando as pontes entre o downtempo, o hip-hop, o soul, o dub e todos os elementos característicos do gênero ao rock, ampliando ainda mais a proposta experimental e dando novos horizontes à sonoridade da banda.

Com utilizações de samples que vão de Isaac Hayes ao Led Zeppelin, Mezzanine foi o ápice do sucesso comercial para a banda, brindando-nos com seu maior hit, a faixa “Teardrop”, com vocais angelicais de Elizabeth Fraser, dos Cocteau Twins.

Lar de 11 canções sublimes, dentre elas “Angel“, “Risingson“, a já citada “Teardrop“, “Inertia Creeps” e “Dissolved Girl“, a obra como um todo exala uma lascividade descomunal através de suas batidas desaceleradas e loops hipnóticos, propondo um catarse de sensibilidades como poucos trabalhos já foram capazes de entregarem aos ouvidos humanos. Uma masterpiece em todos os seus aspectos!

kiergard

01.Enten-Eller 3:54

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Por Al Schenkel

Como um feixe de luz esperançoso lançado sob a raquítica e anêmica cena autoral de Criciúma / SC, a Kiergard — adaptação livre sob o nome do filósofo e teólogo dinamarquês, Søren Kierkegaard — pariu em 15 de fevereiro deste ano seu primeiro rebento, o single Enten – Eller — nome também ligado ao autor, em referência à obra homônima e publicada em 1843.

Com a utilização de um sampler de Stalin em referência a um discurso proferido pelo mesmo ao final da 2ª Guerra Mundial mas sem tomar partido político algum, Enten – Eller surge numa soundscape crescente de urgência e melancolia, desfilando vocais em segundo plano, guitarras e baixo com fortes dosagens de delay e reverb e uma bateria sempre certeira e bem estruturada. A sonoridade alude aos gêneros shoegaze, post-punk, post-rock e rock alternativo dos anos 90 e de bandas contemporâneas.

Com produção, gravação, mixagem e masterização da própria banda, a Kierkard traz em sua formação Ticão Canella (guitarra), Beatriz Toledo (guitarra/voz), Mauro Fabian (baixo) e Ramon Macedo (Bateria). A arte da capa traz assinatura de Mauro.

Enten – Eller pode ser baixada gratuitamente ou no esquema “name your price” através do bandcamp oficial da Kiergard. E logo abaixo você poderá conferir uma pequena entrevista feita com Mauro Fabian, membro fundador, baixista e um dos compositores da banda. 

01.Conte-nos um pouco sobre o início da banda. Quais os propósitos, influências e sobre como a ideia de montar a Kiergard surgiu.
Não me recordo muito bem de ‘quais carnavais’ conheço a Beatriz, porém desde que nos conhecemos houve uma grande vontade de criar um projeto juntos, geralmente impossibilitado pelos compromissos com outras bandas naquela época. Há um ano atrás (ou quase um, não sei dizer ao certo), conseguimos um baterista e foram acontecendo alguns ensaios despretensiosos. Entre um cover e outro, conseguíamos tirar algumas jams bem interessantes e foram essas jams que incentivaram a nossa vontade de nos expressar com a nossa própria arte. Aos poucos fomos “abolindo” os covers dos nossos ensaios e focando cada vez mais nas jams, até eliminar completamente os covers do nosso repertório.
Passamos por algumas formações até chegar na atual mas posso afirmar que esta é a formação que é mais madura e consistente naquilo que entendemos como música.
Nossas influências passeiam por caminhos bem diferentes. Vamos do shoegaze, post-rock e rock progressivo ao HC e até mesmo ao doom metal. O mais interessante é que, na minha opinião, todas essas influências agem de uma forma meio simbiótica, aonde tu não consegue definir exatamente o que a Kiergard é mas tu sabe que há um pouco de tudo isso nela.

02.O nome da banda é uma adaptação livre sob o nome de Søren Kierkegaard e o primeiro single é homônimo a um dos livros do mesmo, certo? Qual a ligação da banda e sua sonoridade com a obra do autor?
Não há muito misticismo no nosso nome. Beatriz estava numa aula de filosofia e, justamente, Kierkegaard era a pauta naquele dia. Ela nos abordou depois de um ensaio e apresentou a ideia de nomear a banda como “Kiergard”, não houve objeções.
Compartilhamos de algum ou outro pensamento mas não somos totalmente adeptos à sua filosofia.

03.Como vocês veem a cena autoral de Criciúma e do Brasil e quais bandas nacionais vocês acham que valem serem ouvidas?
Particularmente, acredito que a cena autoral de Criciúma ainda é fraca. Parece haver uma filosofia instalada nos residentes da cidade que não deixa o individuo se dispor a ouvir uma música autoral sem ‘cruzar os braços’, ainda mais se for um som que saia dos padrões do rock clássico ou do HC. Vejo poucas pessoas com pouco conhecimento que envolva a cultura musical em si, pouco se consome daquilo que sai do nicho do roqueiro estereotipado. É triste como algumas pessoas não se permitem descobrir o mundo vasto e rico que há nas mais variadas vertentes musicais.
Nesses dez anos que estou no Brasil passei por algumas cidades e posso dizer que Criciúma tem muito a melhorar, mas para alívio de todos, ou pelo menos meu, as coisas parecem estar melhorando. Vejo que de alguns ano para cá tem havido um certa abertura ou uma leve sede de absorver coisas diferentes. Acredito que em alguns anos a cidade vá se tornar mais rica musicalmente.
Acredito que todas as bandas valem ser ouvidas, independentemente de gêneros.

04.Como tem sido a recepção das pessoas sob o trabalho da banda? Vale a pena manter uma banda independente onde o mercado raramente abre as portas pra novos artistas?
O nosso primeiro show foi no 12 Horas Rock e a recepção do público foi incrível, nenhum de nós esperava por isso. De lá pra cá temos feitos poucos shows, tem bastantes fatores mas acredito que há uma barreira com bandas de rock alternativo. Metade dos shows que participamos foram organizado ou tiveram alguma conexão com o Coletivo Murro.
Financeiramente ter uma banda autoral e independente não tem rendido nada além de bebida. Em compensação, área emocional, vem sendo uma experiência totalmente aditiva. Tem seus altos e baixos mas não consigo me ver vivendo sem isto. A banda e o ambiente musical se tornaram essenciais para minha existência.

05.Quais os planos pro futuro? Há material novo pra ser lançado e vocês podem adiantar alguma novidade ou detalhe?
Estamos na produção/gravação do nosso primeiro EP que será intitulado ‘1/4’. Não temos data prevista para o lançamento, até porque está sendo todo produzido por nós mesmo, o que torna o processo ainda mais demorado. Por enquanto é isso que posso adiantar.

06. Algumas palavras complementares para os leitores do Ride Into The sound e fãs da banda?
Primeiramente agradecer pelo espaço e a todos aqueles que tem acreditado no nosso trabalho. Em segundo lugar, mas não menos importante, gostaria de fazer um apelo para quem estiver lendo esta matéria: se permita, a vida é muito curta para seguir rótulos!
Certa vez me perguntaram se eu era roqueiro… respondi “Não, eu gosto de música.”

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01. Exit! Part One 19:29
02. Exit! Part Two 24:54

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Por Al Schenkel

Gravado ao vivo em janeiro de 2012 na sede da Fylkingen – o lendário centro de música vanguardista de Stockholm – Exit! traz uma performance visceral de Mats Gustafsson (The Thing), Johan Berthling (Tape) e Andreas Werliin (Wildbirds & Peacedrums) ao lado de 28 músicos suecos de jazz, improv. e avant-garde rock.

Com vocais de Mariam WallentinSofia Jernberg sob letras de Arnold de Boer of Dutch (da holandesa, The Ex),  o álbum, dividido duas metades, “Exit! Part One” e “Exit! Part Two”, o festim experimental gerido pela orquestra transcende a sobriedade da música contemporânea e em sua angular simbiose de free-jazz, free-improvisation e Krautrock entrega à arte o seu mais louvável enlevo: a ruptura ao lugar comum, dando-lhe em troca fluxos caóticos de poesia sonora, caos e atemporalidades.

 

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01.Driva’ Man 5:10
02.Freedom Day 6:02
03.Triptych: Prayer, Protest, Peace 7:58
04.All Africa 7:57
05.Tears For Johannesburg 9:36

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Por Al Schenkel

Com forte embasamento contra a repressão, o racismo, defendendo o direito de igualdade dos negros nos Estados Unidos e apoiando movimentos como o Civil Rights Movement — exaltado na capa — além de abordar em suas cinco peças referências à Proclamação de Emancipação e os crescentes movimentos de independência africanos da década de 50, “We Insist! Max Roach’s Freedom Now Suite”, uma suite sobre as palavras de Oscar Brown Jr. é um álbum lançado em 1960, via Candid Records pelo baterista e percussionista norte-americano, Max Roach.

Nascido em New Land, Carolina do Norte, em 10 de janeiro de 1924, Roach começou muito cedo a tocar clarim e aos dez anos de idade já tocava bateria em algumas bandas gospel. Aos dezesseis anos substituiu Sonny Greer numa performance com a Duke Ellington Orchestra, o que viria a se tornar sua primeira grande apresentação. O músico mais tarde viria também fazer parte de bandas lideradas pelos gênios Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Thelonious Monk, Coleman Hawkins, Bud Powell e Miles Davis. Roach também foi um dos maiores contribuidores para o estilo Hard Bop, com um quinteto composto por Clifford Brown no trompete, Harold Land no saxofone tenor (substituído no ano seguinte por Sonny Rollins), Richie Powell no piano e George Morrow no contrabaixo no ano de 1954.

Misto de críticas positivas devido à ambição da obra e alegações de ser controverso diante de outras, “We Insist! Max Roach’s Freedom Now Suite” flerta diretamente com as raízes da música africana, o free jazz e o Hard Bop, trazendo participações de Abbey Lincoln (esposa de Roach) – vocais; Booker Little – trompete; Julian Priester – trombone; Walter Benton – saxofone tenor; Coleman Hawkins – saxofone tenor; James Schenk – baixo; Michael Olatunji – congas e vocal; Raymond Mantilla – percussão e Tomas du Vall – percussão, em uma das mais sublimes e atemporais obras artísticas/políticas de todos os tempos.

OS 30 MELHORES DISCOS NACIONAIS DE 2013

Publicado: 30 de dezembro de 2013 em Melhores do ano
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discos nacionais de 2013

Por Al Schenkel

Mais um ano que vem chegando ao fim e também mais um excelente ano para a produção musical independente brasileira, e como de praxe o Ride Into The Sound põe na roda alguns dos lançamentos nacionais mais interessantes deste 2013.

Sem critérios ortodoxos e baseado apenas no gosto pessoal deste que vos escreve, logo abaixo vocês poderão conferir os 30 melhores discos nacionais em uma variante de estilos executados por artistas de vários cantos do país.

Inúmeras boas obras ficaram de fora, mas como nenhuma lista tem o papel de servir como verdade absoluta e sim carregar o propósito de levar até o ouvinte um apanhado dos destaques que se fizeram dentro destes últimos 12 meses, o blog estará sempre aberto a discussões, reclamações e sugestões, tentando sempre trazer o melhor do underground e instigar o ouvinte a abandonar a zona de conforto, criando um espaço não óbvio para esta que é uma das coisas mais prazerosas deste mundo: a música.

Um grandioso e barulhento 2014 para todos vocês!

Obs.: Quem assina arte acima é o amigo Mauro Fabian, o uruguaio mas boa praça de Criciúma.

#30. Clube Las Vegas “Clube Las Vegas”
Gravadora: Independente
Gênero: Post-Rock / Shoegaze / Instrumental
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#29. Top Surprise “Klouds”
Gravadora: Transfusão Noise Records
Gênero: Noise-Pop / Lo-Fi / Alt-Rock
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#28. Churrus “Transcontinental”
Gravadora: Midsummer Madness
Gênero: Lo-Fi / Alt-Rock
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churrus

#27. Barulhista “Café Branco”
Gravadora: 0.cm
Gênero: Ambient / Electronic
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barulhista

#26. Seamus “Red”
Gravadora: Independente
Gênero: Alternative Rock
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seamus

#25. Robsongs “Chuva de Tijolos”
Gravadora: The Blog That Celebrates Itself Records
Gênero: Shoegaze / Psychedelic-Rock
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robsongs

#24. Wallace Costa “Erosion”
Gravadora: Independente
Gênero: Alternative Folk
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#23. Nvblado “Afogado”
Gravadora: Independente
Gênero: Post-Rock / Drone / Screamo
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nvblado

#22. Lupe de Lupe “Distância”
Gravadora: Popfuzz Records
Gênero: Noise-Pop /Shoegaze / Experimental
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lupe de lupe

#21. Hangovers “Hanga In The Sky With Breads”
Gravadora: Independente
Gênero: Grunge / Alt-Rock / Instrumental
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hangovers

#20. Bela Infanta “Apenas Cinco”
Gravadora: The Blog That Celebrates Itself Records
Gênero: Post-Punk / Dream-Pop
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bela infanta

#19. Scafandro “Scafandro” 
Gravadora: Independente
Gênero: Drone / Ambient  
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scafandro

#18. Satanique Samba Trio “Bad Trip Simulator #3″ 
Gravadora: Independente
Gênero: Samba / Forró / Frevo / Experimental
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satanique

#17. Bemônio “Opscurum” 
Gravadora: Dissenso Records
Gênero: Drone / Dark-Ambient  
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bemônio

#16. Apanhador Só “Antes Que Tu Conte Outra” 
Gravadora: Independente
Gênero: Alt-Rock / Pop / Experimental
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#15. Honorável Harakiri “Honorável Harakiri” 
Gravadora: Mansarda Records 
Gênero: Free-Jazz / Free-Improvisation 
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#14. Inky “Parallels”
Gravadora: Independente
Gênero: Post-Punk / Electronic 
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inky

#13. Jesus & The Groupies “Hot Chicks And Bad Djs”
Gravadora: Independente
Gênero: Garage-Rock / Psychobilly
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#12. Chinese Cookie Poets + Nicolau Lafetá “Danza Cava”
Gravadora: Mansarda Records
Gênero: Noise-Rock / Free-Jazz / Experimental
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#11. Yeti “Terminal”
Gravadora: Sinewave
Gênero: Math-Rock / Post-Rock
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yeti

#10. The Sorry Shop “Mnemonic Syncretism”
Gravadora: Independente
Gênero: Shoegaze / Alt-Rock
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sorry shop

#9. Tape Rec “Death Friends”
Gravadora: Transfusão Noise Records
Gênero: Alt-Rock / Lo-Fi
Baixe

tape rec

#8. Gustavo Jobim “Manifesto”
Gravadora: Independente
Gênero: Drone / Electronic / Ambient

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gustavo jobim

#7. Victim! “Lacuna”
Gravadora: Sinewave
Gênero: Industrial / Dark Ambient / Noise
 Baixe

victim

#6. Loomer “You Wouldn’t Anyway”
Gravadora: Midsummer Records / Transfusão Noise Records / Sinewave
Gênero: Shoegaze / Alt-Rock
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loomer

#5. Ceticências “Lua”
Gravadora: Independente
Gênero: Industrial / Electronic
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lua

#4. Porto “Odradek”
Gravadora: Independente
Gênero: Experimental / Krautrock / Instrumental
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#3. FireFriend “Witch Tales”
Gravadora: Independente
Gênero: Psychedelic-rock/ Shoegaze
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#2. Herod “Umbra”
Gravadora: Sinewave
Gênero: Post-Rock / Shoegaze / Experimental
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#1. Labirinto / thisquietarmy Split
Gravadora: Dissenso Records
Gênero: Post-Rock / Instrumental / Experimental
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lab