Ride Into The Sound “Mixtapes & Noisemates # 2” (2012)

Publicado: 17 de agosto de 2012 em Mixtapes & Noisemates
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01 “Stick Figures in Love” by Stephen Malkmus And The Jicks
02 “Chew” by Yuck
03 “Endless Shore” by Melody’s Echo Chamber 
04  “What You Wanted” by Seapony
05  “It’s Too Close” by Katty Winne
06  “We Don’t Belong” by Screen Vinyl Image
07 “Thousand at a Glance” by Suffering Astrid
08 “Into The Shade” by Shiny Darkly
09 “And I’m Up” by A Place To Bury Strangers
10 “Rip” by Ringo Deathstarr
11 “Soft Focus” by Asalto Al Parque Zoologico
12 “Fountain of Youth” by I Have No Mouth and I Must Scream

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A ideia da Mixtapes & Noisemates é agregar através de uma seleção de 12 canções + texto pessoas ligadas a música que são admiradas pelo Ride Into The Sound. Cada mixtape parte da escolha pessoal do convidado da vez e traz até o leitor do blog algumas das canções com maior rotatividade em seus music players, deixando a mostra algumas de suas referências e inspirações mais recentes no meio musical mundial. Esta ideia também serve para incentivar a busca e conhecimento por bandas que as vezes passam despercebidas ou mesmo nem chegam a nossos ouvidos por algum motivo ou outro.

Fique com a segunda edição feita por Régis Garcia, multi-instrumentista gaúcho e membro fundador da excelente The Sorry Shop. A arte ficou por conta do amigo Neri Rosa, do essencial Mofonovo.

Texto por Régis Garcia

“Com a correria de sempre, raramente tenho parado pra procurar música nova e, no fim das contas, acabo escutando muita coisa da zona de conforto auricular, aquilo que a gente já conhece. Esses tempos percebi que os discos que tenho no carro, em mp3, já estão ali pra mais de um ano, quem sabe. Contudo, em casa, enquanto estou na frente do computador, escuto qualquer coisa (decente) que me convidam pra escutar.

Um reflexo disso é essa playlist aqui, que tem um pouco do que tenho gostado e escutado ultimamente, principalmente por indicação de amigos e conhecidos. Tem bandas como o Yuck e o Malkmus que são de fé. O Yuck é uma predileção absoluta e a “Chew” é uma música gostosa e fácil (os baixos da Mariko são sempre interessantes e certeiros). “A Stick Figures in Love”, do Malkmus, tá nos ouvidos desde que o disco saiu e eu não consigo parar de escutar. Na mesma onda de “fácil e gostoso” tem a Melody’s Echo Chamber, a Seapony e a Katty Winne. Das três, que sempre me parecem ter certas afinidades, a Seapony é a que conheço faz mais tempo. Mesmo assim, as outras duas são páreo duro. Gosto muito de escutar essas três bandas/artistas quando preciso relaxar um pouco. Acho charmoso, sabe? A Katty eu conheci esse ano e já uma das favoritas do Brasil.

Esse ano eu também conheci a Screen Vinyl Image, numa onda um bocado diferente, mas muito grudenta. A “We Don’t Belong” é daquelas músicas em elipse, que te agarram pelo cérebro e ficam martelando até dar nojo, mas nunca dá. Aliás, junto com a Vinyl, eu fui apresentado ao Suffering Astrid, pela Meire Todão, uma fotografa que manja bastante de música boa. De todas as bandas daqui, acho que a Suffering Astrid é a banda que tem mais me inspirado, principalmente por conta de umas guitarras muito marcantes. Por falar em indicações, a “Into the Shade”, da Shiny Darkly, com todo aquele ar pesado, foi uma ótima dica de um cara chamado Al Schenkel. Me pegou de primeira por fazer lembrar A Place To Bury Strangers, que por sinal tá aqui na lista. A Place To Bury Strangers é uma banda que não teria gostado tanto se não tivesse visto os caras de perto. A “And I’m Up”, que tá nesse ultimo disco, é animadinha na medida. Não fica chata, nem banal e, dentro do contexto do “Worship” funciona tão bem quanto fora dele. A Ringo Deathstarr já é uma (nem tão) velha conhecida, mas a “Rip”, que é dos últimos releases deles, é sensacional e fresca. Apesar das guitarras brilhantes e barulhentas, o que mais me chama atenção são os vocais na medida.

Ok, a “Soft Focus”, da Asalto Al Parque Zoologico é um pouco mais antiguinha, mas me permiti colocar ela por aqui pelo simples fato de que eu só fui ouvir falar deles esse ano, por conta de ótimas indicações por aí do Jairo Manzur. É uma banda que tem coração e, mesmo no meio de tanta coisa com intenções semelhantes, não deixa de soar original. Pra finalizar tem a “Fountain of Youth”, da I Have No Mouth and I Must Scream, que merece muito mérito pela atmosfera densa, mas gentil e pela preocupação com detalhes de guitarra. É uma banda que não tem tudo bom, mas em alguns momentos é fantástica.

comentários
  1. neri da rosa disse:

    Seapony
    eh de phoder de bom!

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