Arquivo de setembro, 2012

1. Staying For A While 03:14

2. Tallest Trees 06:47

3. Death Rattle 03:42

4. Ghost of Scandinavia 03:42

Bandcamp / Facebook

Há dias em que revirar o mundo virtual atrás de boa música torna-se uma tarefa extremamente cansativa, pra não dizer uma verdadeira tortura. Basta dar uma sacada na quantidade descomunal de bosta radiofônica hypada e espalhada blogs e sites a fora. Mas apesar do longo exercício de paciência que estas empreitadas sugerem e como nem tudo é tempo perdido sempre há uma recompensa grandiosa depois de muito trabalho. E o Get Your Gun é uma dessas recompensas, uma surpresa classuda que vale cada minuto perdido em meio a tantas barbáries sonoras modernas.

Vindos de Northern Jutland, na Dinamarca o trio é formado pelos irmãos Simon e Westmark Andreas e Nørgaard Søren e apesar de estraem na ativa desde 2008, vieram a lançar apenas neste ano seu trabalho de estréia, um EP auto intitulado com 4 faixas e pouco mais de 15 minutos.

Com uma sonoridade que exala referências diretas a Nick Cave intercaladas a dosagens parciais de blue e post-punk o Get Your Gun constrói sua música entre drones e muita melancolia, sempre em rotação lenta com alterações explosivas e afinações graves, o que torna sua música ainda mais carregada de desespero. Excelente estréia e uma bela aposta para oa próximos anos.

01. Jubilee 2:12
02. Glory To The World 2:52
03. You Can’t Steal A Gift 2:34
04. How Did We Forget? 3:12
05. Inside The Golden Egg 1:46
06. To Give Love 2:28
07. Inner Island 4:40
08. Do Not Despair 3:20
09. Somebody’s Baby 2:29
10. The Sun Is An Old Friend 1:02
11. Happiness Won Me Over 3:44
12. From The Valley To The Stars 2:24
13. You Belong To The Sky Now 1:38
14. Into The Sunshine 2:58
15. Someday I’ll Understand (Love Will Be My Mirror) 3:44
16. Your Name Is Neverending 2:09

Download: http://thepiratebay.se/torrent/4011851

Por Gontijo Mendes

El Perro Del Mar nada mais é que o alter ego da belíssima Sarah Assbring, cantora/compositora e multi-instrumentista que desde 2004 vem lançando ao mundo seus trabalhos. Neste segundo álbum, Assbring conta com membros da Gothenburg Symphony Orchestra e da Gothenburg Symphonic Choir. From The Valley To The Stars, terceiro disco de estúdio é composto de um som minimalista com pitadas de “church organ” e agradáveis flautas totalizando 16 lindas faixas desse coletivo Sueco, (sim eles são Suecos). How Did We Forget, é a faixa favorita do disco.

Kilslug “Answer The Call” (1996)

Publicado: 18 de setembro de 2012 em Noise Rock, Sludge
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1. INTO A HOLE 3.23
2. HENDERSON RAG 0.56
3. DEATH SQUAD 4.22
4. OF CORPSE 1.48
5. DEMON BLUE 2.04
6. TART CART 3.31
7. RED DEVIL 3.20
8. MAKE IT RAIN 3.11
9. EASTER TIME 3.39
10. BRING BACK THE DEAD 4.40
11. BAD KARMA 1.50

Download:http://www.mediafire.com/?9b4xu43c8e8j6ib

Junte os riffs pesados de guitarra do ínício de carreira do Black Sabbath e adicione muita bebida + a causticidade noisy de bandas como Flipper e teremos o Kilslug, banda de sludge metal/noise rock lendária e obscura formada em Boston, no início da década de 80. Answer The Call até o dia de ontem era o único disco de estúdio da banda ao qual eu tinha notícias, fora “Bringing Back The Dead : 20 Year Reunion“, disco ao vivo e mais um punhado de EPs e singles.

Mas a boa notícia é o lançamento de “Sins, Tricks and Lies“, disponibilizado desde o dia 15 de junho deste ano através da Limited Appeal Records, porém em edição limitada de 275 unidades. E enquanto o disco novo não vaza fique como o debut clássico da banda lançado em 1986 e sua aula de paudurecência barulhenta e gratuita.

01.+∞ 7:13
02. Zeszły Piątek / Last Friday 3:20
03. Stąd Do Wieczności / From Here To Eternity 7:24
04. Midnite Express 6:04
05. Ogień / Fire 2:13
06. Zmartwychwstanie / Resurrection 5:44
07. 1692 3:20
08. Elektrownia Atomowa / Nuclear Powerplant 4:08
09. Ziemia / Earth 6:46
10. -∞ 2:43
11. III Rzesza-Pospolita / III Common Reich 3:19
12. Jak Inne Dzieci / Like The Other Kids Do 2:38
13. Idioci / The Idiots 3:51
14. Właściwy Powód / Good Reason 2:32
15. Dwaj Ojcowie / The Two Fathers 2:08
16. Kamienny Krzyż / Stone Cross 11:23

Download: http://www.mediafire.com/?mnjwih5qdmh

Realease adaptado do site oficial da banda

Ewa Braun foi uma banda polonesa de noise e post-rock formada em 1990. Sua primeira fita demo foi gravada após um breve período de ensaio, sendo intitulada Pierwsza kobieta (a primeira mulher), uma frase que foi tirada de uma revista de esportes.

Durante os próximos dois anos, a banda fez cinco shows e conseguiu compor pelo menos 2,5 horas de música, 30 minutos do que foi registrado na forma da segunda demo tape, intitulada “W tysiacu miejsc naraz” (“Em Mil lugares ao mesmo tempo “) (92) e também produzida com meios próprios da banda.

Em 1993, após uma série de tentativas e esforços inconcebíveis e um monte de tempo gasto em espera nos corredores da
fase independente, a banda conseguiu gravar um disco no estúdio Goldrock sob a supervisão de Robert Brylewski. O registro foi chamado “Love Peace Love”  e foi lançado através do selo independente “Nikt Nic Nie Wie” (94).

Em 1996 a banda gravou “Esion”, um registro que tomou todos de surpresa (mesmo a própria banda). Eles começaram a tocar com muita frequência na Polónia e na Europa: Alemanha, Holanda, Suíça, Croácia e Áustria. Em seguida, um guitarrista, Peter, juntou-se a banda.

Em 1998 o quarteto gravou “Sea Sea” no Blubox Studio (BluNoise – Alemanha). O álbum recebeu grande aclamação na Polônia e no exterior, sendo distribuído através do também independente “Antena Krzyku Unc.” com uma boa distribuição também de artistas vindos do ocidente.

Em 2000, após uma série de incidentes, um registro ao vivo foi disponibilizado. O álbum foi chamado de “Electromovement” e foi gravado em um CDR durante um concerto. O que é mais interessante, apenas dois microfones de condensador foram usados ​​para registar a música.

O último álbum gravado por Ewa Braun foi “Stereo”, no ano de 2002.

 

1. CHUGA 05:11
2. 2Spyrow 04:14
3. A Big Win For Boredom 03:45
4. Speit Gazolin 05:07
5. Outfit 06:48
6. Kshshsh 07:00

Download: http://onelegmary.bandcamp.com/

Yes Exactly, Maybe Not é o EP de estréia da banda grega One Leg Mary, lançado em 7 de julho deste com suporte da Spinalonga Records, coletivo DIY de Athenas, Grécia.  Na ativa desde 2007, o quarteto que conta com Marios, Spyros, Kostas e Adonis traz influências diretas de bandas das décadas de 80/90 das cenas math-rock, post-rock e post-hardcore norte americanas como Slint, Fugazi, Hella, Bastro, Codeine, The For Carnation e Don Caballero, nomes estes que refletem aproximações sonoras na estrutura de suas composições dando bons rumos a sua fusão entre melodia, melancolia e a métricas incomuns de ritmos.  Uma ótima estréia.

1. anatomia 02:39
2. mordaça 00:55
3. discurso técnico do ódio 01:31
4. chicote 02:06
5. barricada 04:39
6. por dinheiro 01:19
7. punho de ferro 04:46
8. imposto 01:38
9. diplopia 05:44
10. patrão 02:48
11. funcionário 01:27

Download / Site

Com pouco mais de uma década de vida e um punhado de discos e EPs lançados e distribuídos virtualmente, a Ordinaria Hit chega a meus ouvidos pela primeira vez através de “Funcionário“, sétimo trabalho de sua discografia e lançado em versão LP no início deste ano no dia 1º de janeiro (A versão em CD saiu no ano passado).

Tendo em seu discurso influências literárias de Bakunin, Thoureau and Kropotkin e deixando a parte de inspirações musicais por conta de Fugazi, Sonic Youth, The Ex, Gang Of Four, Zu, Minutemen, Shellac e Wire, a banda formada em São Paulo por João Riveros, Rodrigo Rosa, Flávio Bá e João Branco é responsável por uma fusão estarrecedora entre post-punk, noise-rock, math-rock e experimentalismo, sempre utilizando a fórmula guitarra, baixo, bateria e violoncelo da forma menos convencional possível.

Em sua discografia além do disco em pauta “Funcionários”, o quarteto também conta com”Ordenado em Duas Vias” (2002), “Nota” (2003), “Pseudo-Segurança Compensatoria” (split com a banda paulista Labirinto, 2005), “Bricoleur” (2006), “Ordinaria Hit / Falso Branco” (split com a banda Falso Branco de Curitiba) e “Sem Título – Técnica Mista” (uma compilação de faixas ao vivo, colagens, outtakes e sobras de estúdio, 2009).

Para deixar Steve Albini com o sorriso de orelha a orelha.

1. Smog by Automatic People
2. Dancing Shiva + Teste by Yokofive
3. She Said by Quick White Fox
4. Real Painkiller by Audac
5. Jumper Boy by Sonora Coisa
6. Laura’s Coming by This Lonely Crowd
7. Planícies by Bela Infanta
8. Jim’s Collapse by I Kill Kane
9. Pop by Ruído/mm
10 Listen To The One by The Blank Tapes
11 Soutrern Home by Rosie And Me
12 Tonight I’m High by Mistinguett Live
13 A Cidade by Cabes MC
14 Free Conection by Mordida
15 Através da Dor by Te Estrãno
16 Brinquedinhos Encardidos by Uh La La!
17 Centro Cívico by Repossíveis

Download: http://www.mediafire.com/?eanx54n9lwk2w3e

Há 15 anos de prestações e serviços em prol da cena independente paranaense e brasileira, os mestres Neri Rosa, Marco Stecz e Luiz Orta comemoram os 15 de  seu programa de rádio, o Último Volume com o lançamento de uma coletânea com dezessete canções registradas por diversos artistas e captadas poe eles em diferentes estúdios e gravações ao vivo.

O especial UV Móbile Vol. 1 faz uma abordagem de diferentes gêneros da cena rocker do Paraná, viabilizando registros de algumas das bandas mais bacanas já surgidas no país. Dentre alguns dos nomes estão a This Lonely Crowd, I Kill Kane, Bela Infanta (Santa Catarina), Yokofive, Ruído/mm e Sonora Coisa, entre outros nomes conhecidos pelo pessoal que acompanha sites e blogs especializados em bandas underground de qualidade.

O Último Volume vem sido transmitido pela Lumen FM 99,5 desde 2004 e este especial é uma produção total independente e se fins lucrativos, feita por quem acredita e apoia de verdade o cenário independente do país.

Um grande brinde a estes três heróis da cultura alternativa: Neri, Marco e Luiz !!!

BAIXE, OUÇA, COMPARTILHE E APOIE A CENA DE SUA REGIÃO!

1. Emp. Man’s Blues 8:16
2. A Tribute To 6:08
3. Being Held 5:35
4. Snoother 6:30
5. Tales (Live From The Crypt) 7:53
6. Moonbeams 9:32

Download: http://www.mediafire.com/?y4hwrodzdii2adt

Por Gustavo Gontijo Mendes

Depois de dois EPs lançados, Marshmallows e Fight Songs (95/96) Brian e Michael McMahan, colocaram esse diamante na bela história da Touch & Go Record’s, com participações da Rachel Haden (That Dog), Kim Deal, Britt Walford (Slint), e John McEntire (Tortoise, Sea and Cake, etc.). Um Belo disco com 6 faixas/43 minutos, utilizando “slow times’, um som calmo e minimalista, e muito sutilmente ecos mistos e base eletrônica. Este álbum cria uma atmosfera pura tendo como alma do disco a canção Moonbeams, peça indicada para iniciar a audição da obra. Gold stuff!

A cada década sabe-se lá por qual maldita razão, infinidades de bandas somem sobre a sombra de outras bandas. Azar, mau-olhado, intervenções divinas, pactos demoníacos? Creio que não! Mas talvez isto ocorra por uma parcela de culpa da indústria fonográfica, outra dos consumidores e em algumas situações até mesmo por culpa das próprias bandas que poderiam ter se esforçado um pouquinho mais para conseguir o devido reconhecimento mas não, preferiram esperar o sucesso bater a porta de sua garagem. É claro que estes três fatores não são regra e para cada caso há diferentes rumos, muitas vezes partindo da própria banda a não flexibilidade para com a gravadora, evitando o grande estrondo comercial e deixando seu ideais artísticos sempre em primeiro plano. Mas isto vem a ser um ato admirável, não???

Independente de qualquer injustiça acometida ou falta de esforço das partes envolvidas, os anos 90 foram uma das décadas mais barulhentas e lindas pra história do rock mundial e como muita gente acabou entrando pra fila dos esquecidos ou permanecendo apenas em nichos fechados aqui tentarei fazer um pouco de justiça e trazê-los para uma rápida apresentação aos mais desavisados.

Segue abaixo uma breve nota e 10 canções respectivas de 10 bandas que povoaram a década de 90 e que, com ou até mais talento que seus contemporâneos por um motivo ou outro permanecem na limbo dos clássicos perdidos e das bandas com pouca receptividade de público.

1. A primeira banda que abre os trabalhos é a Daisy Chainsaw, formada em Londres por KatieJane Garside, Crispin Grey, Richard Adams e  Vince Johnson e esteve na ativa entre 1989 e 1995. Lançaram dois full-lenghts e alguns EPs e singles. A faixa escolhida para apresentação é I Feel Insane, abertura de Eleventeen, debut da banda lançado em 1992.

2. Formada por ex-membros das bandas Hoover, Rodan, Longfish e Hex em Kentucky, USA no ano de 1994  a June of 44 foi um dos principais representante do math-rock e post-hardcore norte americano e teve o final de suas atividades em 1999. A faixa escolhida é June Miller, segunda do disco de estréia Engine Takes to the Water, lançado em 1995.

3. Red Red Meat  foi uma banda de Chicago que manteve suas atividades entre 1990 e 1997. A banda  era formada por Tim Rutili (vocais, guitarra), Glynis Johnson (baixo, vocais), Deck Brian (bateria) e Glenn Girard (guitarra) e Gauze é a quinta faixa de Bunny Gets Paid, terceiro disco de estúdio lançado em 1995.

4. Formada no ano de 1992 em Nova York, a Poem Rocket é composta por Michael Peters (vocal, guitarra), Sandra Gardner (vocal, baixo), e Peter Gordon (bateria). A discografia da banda é composta por três álbuns, uma compilação, três EPs e três singles. Box Tallow, Felt and Ice é a faixa #2 do disco Infinite Retry on Parallel Time-out de 1998.

5. O A.C. Acoustics foi uma banda escocesa de Glasgow formada em 1990 e que seguiu em atividade até 2003. Formada por Paul Campion, Caz (Brian) Riley, Dave Gormley, Mark Raine e Paul Murray a banda lançou diversos singles e EPs e quatro álbuns de estúdio, estando King Dick, a faixa escolhida para a compilação no seu disco de estréia.

6. Banda americana de Ohio formada em 1992 e dissolvida após a morte repentina do vocalista Tim Taylor, em 1997. O Brainiac lançou seus três discos e diversos singles e EPs pela Touch And Go, estando a faixa 70 Kg Man no terceiro e último disco da banda, Hissing Prigs in Static Couture, de 1996.

7. Eugenius foi uma banda de Glasgow , Escócia, que existiu de 1990-1995, centrada em torno de ex- Vaselines cantor / guitarrista Eugene Kelly e membros das bandas BMX Bandits e Teenage Fanclub. Easter Bunny é a faixa homônima do EP lançado em 1993.

8. Polvo foi uma banda de math-rock americana de Chapel Hill, Carolina do Norte . A banda, formada em 1990, era liderada pelos guitarristas/vocalistas Ash Bowie e Dave Brylawski juntos com o baixista Steve Popson e o baterista Eddie Watkins. Sua discografia consiste em cinco discos, três EPs, três compilações e seis singles. Fractured (Like Chandeliers) aparece no EP Celebrate the New Dark Age, de 1994.

9. Vindos de Dunedin, Nova Zelândia e juntos de 1988 a 1997 a banda The 3Ds contava inicialmente com Domic Stones, Denise Roughan e David Saunders em sua formação. Hey Seuss se encontra em seu terceiro disco de estúdio lançado em 1993, The Venus Trail.

10. E a décima e última faixa fica ao encargo da banda Seam, formada inicialmente como um trio em  Chapel Hill, Carolina do Norte, com Sooyoung Park (guitarra/vocal), Lexi Mitchell (baixo) da banda Bitch Magnet e Mac McCaughan (bateria) da banda Superchunk. A banda manteve suas atividades de 1991 até 1999 e sua discografia consiste em quatro discos de estúdio e uma série de singles. Witch Way To Go faz parte do single de 1991, Days Of Thunder.

Ouça, baixe e compartilhe.

01. OM – State of Non-Return
02. SWANS – Lunacy
03. CRIPPLED BLACK PHOENIX – The Brain / Poznan
04. DISAPPEARS – Replicate
05. GRAHAM COXON – What’ll It Take
06. BEAK> – Yatton
07. THE TWILIGHT SAD – Dead City
08. FUTURE OF THE LEFT – Sheena Is A T-Shirt Salesman
09. EARTH – Sigil of Brass
10. UFOMAMMUT – Luxon
11. WHITE HILLS – Pads of Light
12. SECRET CHIEFS 3 – The Western Exile

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Dando sequência as edições da Mixtapes & Noisemates do blog, a terceira edição fica ao encargo de Elson Barbosa, baixista da Herod Layne e patrono da netlabel paulista Sinewave.

Pra quem não faz a mínima ideia do que estou falando, basta dar uma descentralizada do seu mundinho e dar uma conferida em uma das bandas mais bacanas do ainda recente e emergente cenário post-rock brasileiro. A Herod Layne já vem trilhando desde 2006 pelo underground nacional e se prepara para o lançamento do seu segundo full lenght. Sendo seu mais recente trabalho o ótimo Absentia de 2010, que você pode baixar e ouvir gratuitamente aqui.

Já a Sinewave vem desde 2008 acumulando alguns dos lançamentos independentes brasileiros mais bacanas, focando na distribuição dos discos através de downloads gratuitos e apostando em gêneros experimentais como o shoegaze e o post-rock como diretriz de seu trabalho. Além de alguns festivais espalhados por diferentes capitais do país com bandas do casting e algumas outras convidadas.

Fique com a seleção de doze canções lançadas em 2012 escolhidas pelo Elson + texto, apresentando um pouco do seu gosto pessoal e mostrando que além de um grande motivador da cena independente e grande músico o cara também é um ótimo ouvinte e pesquisador musical de primeira.

A arte da capa fica novamente nas mãos do parceiro Neri Rosa.

Texto por Elson Barbosa

Tenho uma espécie de “Síndrome de Rob Fleming” cada vez que preciso fazer uma seleção de melhores do ano. Baixo tanta coisa, e tanta coisa legal, que passo horas decidindo qual faixa entrar, quais dezenas saírem, e algo tão importante quanto – a ordem. Deveria ser mais simples, mas para os neuróticos por listas como eu, não é.

Mas saiu. E é melhor eu me livrar logo dessa lista, antes que ela mude completamente – o que deve acontecer daqui a uns dez minutos. Nessa seleção, entrou mais ou menos o seguinte:

Começando pelo Om fazendo o disco do ano, o espetacular Advaitic Songs, e o Swans, fazendo o quase disco do ano – o colossal The Seer. Pensei em incluir a faixa-título, mas os seus 30 minutos de duração dificultam um pouco. Depois o Crippled Black Phoenix, com uma faixa do sensacional (Mankind) The Crafty Ape, lançado no começo do ano. “The Brain / Poznan” é a minha favorita – percebam como parece umas cinco músicas diferentes numa só.

Daí vem uma sequência com uma linha em comum, mais ou menos inspiradas no krautrock dos anos 70: Uma do Disappears, do álbum Pre Language, agora oficializando o Steve Shelley (Sonic Youth) na bateria; Uma do Graham Coxon (Blur), do A+E, quase um álbum de “krautpop” (separei o hit, “What’ll It Take”, mas outras do disco parecem uma cruza de Neu! com Kinks); E uma do BEAK>, projeto do Geoff Barrow (Portishead), tirada do álbum BEAK>> – “komische musik” diretamente do interior da Inglaterra.

Depois vem o The Twilight Sad, do álbum No One Can Ever Know, com o volume das guitarras um pouco mais baixos mas ainda assim brilhantes. E pra dar uma animada, o Future Of The Left, projeto dos caras que tocavam no McLusky, com uma barulheira do The Plot Against Common Sense pra treinar o air guitar pulando em cima do sofá. Aí vem uma sequência meio sombria – O “metal acústico” do Earth, tirada do Angels of Darkness, Demons of Light II; O sludge instrumental dos italianos do Ufomammut, do álbum ORO: Opus Alter; E a acidez psicodélica do White Hills, do álbum Frying On This Rock. Pra fechar, uma das momentos mais sublimes do ano: Os malucos do Secret Chiefs 3 incorporando Ennio Morricone no EP The Western Exile / La Chanson de Jacky – Western spaghetti em sua melhor forma.

Foi difícil fechar a lista, mas saiu. E se o Al Schenkel esperasse mais umas semanas pra me pedir a mixtape, eu teria que achar espaço pra encaixar o novo do Neurosis. Grande ano esse 2012.