Arquivo de novembro, 2012

1 Goat Lips 6:57
2 Call Me Jesus 1:54
3 Nurser 10:58
4 The Man Who Never Was 4:21
5 Dangler 11:55
6 Y Toros 34:25

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Formada no ano de 1996 por membros das bandas  Panicsville, Killmen Dazzling, Mars Volta, Craw e Chalk a Laddio Bolocko foi uma banda de noise/avantgarde/math-rock de New York e que manteve suas atividades até 2001.

Com um curto período de vida, Drew St. Ivany, Ben Armstrong, Blake Fleming e Marcus DeGrazia lançaram três discos de estúdio através da Hungarian RecordsStrange Warmings of Laddio Bolocko, de 1997, In Real Time, de 1998 e o mini-álbum As If by Remote, de 1998. Em 2003 a No Quarter Records compilou estes três discos em um álbum duplo intitulado The Life & Times Of Laddio Bolocko, contendo dezesseis canções + filme em super 8 para As If By Remote. 

Com apenas seis canções em uma espécie de montanha russa sonora, Strange Warmings of Laddio Bolocko passeia por diversos estilos e influências, deixando claro que para chegar ao resultado assombroso deste experimento doses altíssimas de Faust, Can, This Heat, Slint, King Krinson e Albert Ayler foram ingeridas sem qualquer moderação. Obra prima obrigatória para amantes de dissonância, caos e sonoridades tortas em geral.

Bushwalking “First Time” (2012)

Publicado: 24 de novembro de 2012 em Dream-Pop, Folk, Psychedelic
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1. Doona 03:20
2. Seventeen Once 02:44
3. Hair 02:44
4. Bath Sex 03:21
5. Visual Jam Doughnut 04:29
6. Dedication 03:12
7. Natural Vagina 02:00
8. Depression (No Baby) 02:49
9. First Time 04:46
10. Warmth 03:16

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Por Al Schenkel

Lançado em 12 de junho deste ano, First Time é o disco de estréia  da banda australiana de Melbourne, Bushwalking. Formada por Karl Scullin (Kes Band, Mum Smokes), Nisa Venerosa (Fabulous Diamonds) e Ela Stiles (Songs) o trio aposta em fusões entre dream-pop, folk e psicodelia para alcançar a sonoridade leve, hipnótica e inebriante encontrada em First Times, aventurando-se também pelo krautrock como no caso da 5° faixa, Visual Jam Doughnut. Destaques para a psicodelia pop de Seventeen Once, a lisérgica Dedication e a faixa que encerra o disco, Warmth.

Camera “Radiate!” (2012)

Publicado: 24 de novembro de 2012 em Experimental, Krautrock, Minimalist
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1 E – Go 6:55
2 Villon 4:03
3 Ausland 10:58
4 Lynch 5:52
5 Utopia Is 6:09
6 Rfid 4:57
7 Soldat 7:24
8 Morgen 6:07

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Por Al Schenkel

Gravado ao vivo em estúdio utilizando apenas um par de guitarras, um sintetizador e uma bateria, o trio alemão Camera aposta no krautrock como força motriz para conceber Radiate!, seu primeiro disco de estúdio.

Com roupagem nova sobre o legado deixado pelos conterrâneos Neu!, Faust, Can e Harmonia a banda originária de Berlin formada por Franz Bargmann (guitarra), Timm Brockmann (teclado) e Michael Drummer (bateria) mistura rock, minimalismo e experimentalismo de forma eficaz e costuma expressar sua música espontaneamente e sem permissão em lugares públicos como estações de metrô por exemplo, em shows cheios de improvisação e já tendo contado com participações dos lendários Michael Rother (NEU!, Harmonia) and Dieter Moebius (Cluster, Harmonia).

Lançado em 3 de agosto deste ano via Bureau B, Radiate! é um dos maiores representantes da nova geração de banda influenciadas pelo krautrock não sendo apenas uma cópia mas sim uma continuação e re-interpretação do gênero surgido há cerca de quarenta anos atrás.

01. The Fugue (ft. Cthulhu Tenório from Sobre a Máquina/VICTIM!)
02. Blind At Early Age
03. Delicacy
04. Palimpsest (ft. Dapplegrim from Bela Infanta/assimnasceumfantasma)
05. Losing Contact (ft. Copa do Ar)
06. Abandon (ft. Hangin Freud)
07. She Who In Art The Tree
08. Golden Sadness
09. Oneironauts (ft. Cthulhu Tenório from Sobre a Máquina/VICTIM!)
10. Colostrum
11. Last Stop Before The Sun
12. Kissoon

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Por Al Schenkel

Com a arte assinada novamente pelo grande Julian Fish e participações especialíssimas de Cadu Tenório, Copa do Ar, Hangin Freud e Israel Rolim, a curitibana This Lonely Crowd traz a luz seu segundo rebento, Pervade. Com lançamento exclusivo via Sinewave, o disco será apresentado na sétima edição da Sinewave Festival que ocorrerá hoje 23/11 em Curitiba no Jokers, a partir das 21 horas.  

Em Pervade, sucessor do ótimo Some Kind Of Pareidolia, lançado em 2011, o quinteto Cyrus the Brewer – guitarra, Bubba the Panda – guitarra, Preceptor Teeth – voz e guitarra, Granamyr – bateria e Honeydew – baixo e voz continua pegando pesado no wall of sound e nas influências literárias, construindo soundscapes ruidosas, entorpecentes e cheias de lirismo para sustentar os poemas adaptados de nomes como William Blake, Lewis Carroll, Emily Dickinson e Colley Cibber.

Além das belíssimas Blind At Early AgeLast Stop Before The Sun Delicacy, canções como The Fugue e Oneironauts, com participação de Cadu Tenório e Abandon, em parceria com o duo Hangin Freud são de uma beleza impressionante, abrindo ainda mais a possibilidade de experimentalismo de uma das bandas mais instigantes do país e tornando Pervade uma obra singular e essencial para o novo rock alternativo brasileiro, de hoje e de sempre.

Laetitia Sadier “Silencio” (2012)

Publicado: 21 de novembro de 2012 em Bossa Nova, Dream-Pop, Indie Pop
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01. The Rule of the Game 5:01
02. Find Me the Pulse of the Universe 2:53
03. Silent Spot 3:00
04. Auscultation to the Nation 4:47
05. There is a Price to Pay for Freedom (and it isn’t Security) 4:22
06. Moi Sans Zach 3:49
07. Between Earth and Heaven 4:08
08. Lightning Thunderbolt 3:16
09. Fragment pour le future de l’homme 4:41
10. Merci de m’avoir donné la vie 4:34
11. Next Time You See Me 2:43
12. Invitation au silence 4:30

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Por Al Schenkel

Após dois anos do lançamento de seu disco de estréia intitulado “The Trip”, a musa francesa de voz aveludada Laetitia Sadier retorna com o belíssimo álbum “Silencio”, segundo disco de sua carreira solo e lançado via Drag City em 24 de julho de 2012.

Pros desinformados, Laetitia é a vocalista do patrimônio franco-britânico Stereolab, banda que permanece em hiato desde abril de 2009 e é responsável pelos clássicos “Peng“, disco de estréia de 1992 e “Emperor Tomato Ketchup“, lançado em 1996.

Com semelhanças ao seu trabalho junto ao Stereolab e mais introspectivo que o antecessor The TripSilencio segue entre alusões políticas e cenários surrealistas, melodias com referências a bossa nova em canções bucólicas e assoviáveis, transbordando lirismo e intimismo e oscilando com perfeição entre o pop e o contemplativo através de cada composição, tendo como plano de fundo o silencio de um vilarejo espanhol onde Sadier concebeu e amadureceu suas ideias. Excelente!

Talk Normal “Sunshine” (2012)

Publicado: 12 de novembro de 2012 em Experimental, Noise Rock
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1. Lone General 05:04
2. XO 03:21
3. Bad Date 04:29
4. Sunshine 05:09
5. Hot Water Burns 04:28
6. Shot This Time 04:45
7. Cover 04:30
8. Baby, Your Heart’s Too Big 05:42
9. Hurricane 05:38

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Por Al Schenkel

Após uma belíssima estréia com o debut Sugarland, de 2009, Sarah Register & Andrya Ambro retomam as atividades através de Sunshine, segundo disco cheio do duo Talk Normal, lançado em 23 de outubro deste ano.

Sarah e Andrya deram início ao Talk Normal no Brooklyn, em New York no ano de 2007 e de lá pra cá vem somando belíssimas, cacofônicas e barulhentas obras, fundindo experimentações entre pop e noise rock com altíssima precisão.

Com algumas influências de Velvet Underground, Cocteau Twins e Laurie Anderson & Creatures, o duo segue com um dos trabalhos mais interessantes do ano, tomado por drones, tambores, microfonias e um senso absurdo de melodia cheio de vigor e tensão. Altamente recomendado.

1.Irrealidades Vãs05:03
2.Querida04:05
3.De todo mal a solução03:35
4.Indispensável03:07
5.Esqueça05:03
6.Orquídeas03:14
7.Apenas rotina05:54
8.O bosque05:12
9.Em casa04:28
10.Cantar só por cantar03:41
11.Agora eu sou o silêncio05:41

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Por Elson Barbosa

Segundo a Wikipedia, “tratak” é um termo em sânscrito, que significa lágrima. Difundido também como técnica de meditação, compreende em fixar o olhar em algum objeto sem piscar, favorecendo a prática.

Já na música, Tratak é um “projeto coletivo de um homem só”. Idealizado em 2010 pelo músico catarinense Matheus Barsotti, Tratak é um projeto sem formação fixa.
Baterista por formação, Matheus passou por bandas como Margot, Alfajor, Labirinto e Stella-Viva, até encontrar no violão e voz novos instrumentos de expressão.
Das dezenas de ideias esparsas gravadas no celular, onze tomaram forma com o envolvimento do arranjador baiano Heitor Dantas (Baby Lixo) e do músico catarinense, radicado em São Paulo, Fernando Rischbieter (Stella-Viva).

Com produção e arranjos do próprio trio Tratak, gravado por Yury Kalil no estúdio Totem (Cidadão Instigado, Siba, Thiago Pethit), mixado por Sergio Soffiatti (estúdio O Grito) e masterizado por Gustavo Lenza (YB Estúdios), Agora Eu Sou O Silêncio tem como melhor definição uma brincadeira do próprio autor – é um disco de “axé fúnebre”.

Com base na MPB mas com cores experimentais, tem referências que vão desde o samba de Cartola e a poesia de Fernando Pessoa até as dissonâncias do Radiohead e o experimentalismo ácido do Mars Volta – referências que muitas vezes aparecem em uma mesma música.

À primeira vista o clima é de festa, mas a mensagem é sombria. A leitura mais atenta entrega – Agora Eu Sou O Silêncio é um trabalho conceitual sobre morte. Da desilusão de “Irrealidades Vãs” e “Querida”, passando pelo ápice fundo-de-poço com pitadas de insanidade de “Orquídeas” e “Apenas Rotina”, até a faixa-título – não por acaso a última do disco –, Agora Eu Sou O Silêncio é uma espiral descendente, finalizando uma sincera despedida. A história parece pesada, mas basta um replay para afastar o tom sombrio. E começar a descida novamente.

Lurch/Butterfly Love (1990)

1 Christina 8:45
2 Lime – Away 5:35
3 Hey You 6:15
4 The River 4:45
5 Paranoid 2:25
Butterfly Love
6 Time To Die 3:39
7 I Am Sam I Am 2:45
8 Welcome Aboard It’s Love 3:09
9 Bee Sting 5:12
10 Hey Bo Diddley 2:55
11 Swerve 3:15
12 Thru The Windshield Of Love 1:58
13 Heaven On Dirt 6:39
14 Tear It Apart 2:49

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Tulip (1991)

1 Soul Cannon 4:38
2 Sister 3:27
3 Quark 3:14
4 One Thick Second 1:45
5 Pirate 5 4:08
6 Mercurochrome 5:11
7 Wonders Of Dust 2:12
8 The Scarlet 5:16
9 Misty Mt. Blowtorch 3:33
10 Myrna Loy 3:14
11 Pause 3:31

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The Miracle Of Sound In Motion (1993)

1. Pseudoephedrine Hydrochloride 5:26
2. Train To Miami 4:46
3. Exhale 4:09
4. Thumbnail 4:48
5. Down All The Days 3:43
6. Carbon 3:59
7. Bozeman 2:57
8. Borstal 4:42
9. 594 4:06
10. Waxl 2:58

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Scars From Falling Down (1995)

1 The 500 Club 4:59
2 Population 2 3:23
3 Home Is A Rope 3:44
4 The Conversation 5:30
5 Twist 5:50
6 Every Thing 3:42
7 3 Of Cups 3:49
8 Four Barrels 1:23
9 Decline 3:49
10 Kansas City 5:03
11 Friday 6:57

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Unlistenable (2002)

1. Spoon House 1:24
2. Action Man Theme 3:59
3. Black Eye Fixer 4:12
4. What I Need 3:38
5. Re-Juvenilated 1:12
6. Teenage Middle Finger 1:24
7. A Kinder Party 5:10
8. Spun 3:12
9. Jack Aloha 2:26
10. Hot Water Into Steam 1:58
11. The Good Times 1:43
12. My Best Friend’s A Girl 1:33
13. Cherry Tomato 3:48
14. Glad Ass 1:35
15. Old Man Bar 1:47
16. Park Night 2:24
17. H2O 2 1:42
18. Untitled 3:23
19. Untitled 26:07

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Steel Pole Bath Tub foi fundada em Bozeman, Montana, em 1986 pelo guitarrista/vocalista Mike Morasky e o baixista/vocalista Dale Flattum. Depois de se mudar para Seattle, eles se juntaram ao baterista Darren Mor-X , integrante da banda do senhor Mark Arm no início dos anos 80, Mr. Epp (que contou com os futuros membros do Green River e Mudhoney ). Com o nome inspirado em uma história relatada em uma revista de crimes reais o trio mudou sua base novamente, desta vez para San Francisco.

Com cinco discos de estúdio, um disco ao vivo e um grande número de singles e EP’s a banda também lançou ao lado de cultuadas bandas do underground como Melvins, Unwound e Jawbreaker belíssimos splits como Sweet Young Thing Ain’t Sweet No More/I Dreamed I Dream, lançado em 1989 onde o Melvins faz cover de Mudhoney e o Steel Pole Bath Tub ataca de Sonic Youth em ambas versões ruidosas e espetaculares.

Apesar de ser uma das bandas mais enigmáticas da década de 90, o Steel Pole Bath Tub jamais atingiu o mainsteam, mesmo assinando com a Slash Records, subsidiária da major Warner e por onde lançaram Scars From Falling Down, disco de 1995 que contém as ótimas Twist, The 500 Club e Kansas City. Se você gosta de guitarras altíssimas e dissonantes, riffs sujos, melodias ásperas, microfonias e afins eis cinco álbuns ao melhor estilo noise rock 90’s para você encher os ouvidos com barulho da melhor qualidade. Destaque para o disco  The Miracle Of Sound In Motion e as pérolas Pseudoephedrine Hydrochloride, Train To Miami e Carbon.

Se preferir baixar os discos via Torrent, clique aqui

Gravitar “Edifier” (2001)

Publicado: 1 de novembro de 2012 em Drone, Experimental, Noise Rock, Psychedelic, Space
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1. #1 11/22/97 6:16
2. Diana 6:30
3. Eskimo Angel 11:10
4. #4 11/23/97 5:17
5. #5 11/23/97 5:04
6. Deep and Wide 15:39
7. #2 11/22/97 4:54
8. Rocket to Dearborn 17:13

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Por Al Schenkel

Formada em Michigan no ano de 1992 por Harold Richardson, Erick Cook,  Mike Walker e Geoff Walker a Gravitar teve uma vida breve, encerrando suas atividades em 1999 e retornando em 2002 para uma eventual e breve reunião em prol do lançamento de “Freedom’s Just Another Word For Never Getting Paid”, box comemorativo pelos 10 anos de banda.

Gravado em 1997 e lançado em 2001 via Manifold Records, Edifier é o 7º disco e antepenúltimo na carreira da Gravitar e de longe uma das mais brilhantes obras primas já lançadas pelo quarteto. Abrasivo, dissonante e cheio de referências que vão do noise, space, drone e psicodelia ao free jazz, Edifier passeia livremente pela atmosfera carregada de experimentalismo e improvisação proposta pela banda, incitando ao ouvinte um total estado de contemplação e transgressão através de suas oito estarrecedoras peças.