Arquivo de fevereiro, 2013

Psychedelic-Meltdown

1. Melt 2.50
2. Loveless 13.04
3. Blue 11.02

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Por Carlos André

Oriundo da terra do Sol nascente, The Heavy Friends é uma amostra perfeita do potencial máximo que a fusão entre Noise e Psicodelia é capaz. Lançando material desde 2010, cada trabalho consiste em longas viagens movidas a microfonia incandescente e delírios estelares, tendo como principais fontes seu grandioso conterrâneo, Les Rallizes Dénudés, bem como mestres ocidentais do wall-of-sound do naipe de My Bloody Valentine, Sonic Youth, Spacemen 3, Jesus & Mary Chain, todos eles andando de mãos dadas com gigantes ácidos como Jimi Hendrix, Popol Vuh, Neu! e afins. Por fim, disponibilizo um link para Psychedelic Meltdown, seu trabalho mais recente. Consiste em três peças totalizando 27 minutos submersos em um tanque da melhor e mais pura lisergia cósmica. Imperdível para qualquer ser vivo que aprecie os artistas citados acima, além da boa e velha arte japonesa de demência Noise.

Bandcamp: http://theheavyfriends.bandcamp.com/
Blog: http://heavyfriendstakashi.blogspot.com.br/

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Some_bizzare

1. “Tidal Flow”, por Illustration 3:54
2. “Photographic”, por Depeche Mode 3:12
3. “[Untitled]”, por The The 3:24
4. “Moles”, por B-Movie 3:33
5. “I Dare Say This Will Hurt a Little”, por Jell 5:21
6. “Central Park”, por Blah Blah Blah 3:54
7. “Sad Day”, por Blancmange 3:10
8. “The Girl With the Patient Leather Face”, por Soft Cell 4:56
9. “Lust of Berlin”, por Neu Electrikk 2:46
10. “La Femme”, por Naked Lunch 5:23
11. “King of Rumbling Spires”, por The Fast Set 2:01
12. “Observations”, por Loved One 3:51

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Por Eduardo Verme

Numa época em que o futuro era concebido como um lugar recheado de aparatos eletrônicos, robôs e carros voadores, não é de se estranhar que a música também fluíssem de maneira parecida, com pessoas visionárias que enxergavam o futuro dos instrumentos acústicos condensados em botões e cabos.

Em 1981 uma espécie de visionário chamado Stephen John Pearce (mais conhecido como “Stevo”) fundou um selo chamado Some Bizarre Records, com a intenção de lançar no mercado bandas que se propunham a imaginar como seria o futuro da música através da experimentação eletrônica, algo bem próximo do que é o atual electrorock. Como um teste inicial, foi lançado no mercado uma coletânea de bandas que ainda não haviam assinado com nenhuma gravadora, que se chamou “Some Bizarre Album“.

O interessante nesse álbum é a variedade de sonoridades que encontramos, basicamente experimentações eletrônicas que, pra época, poderiam muito bem serem consideradas como algo bizarro. Entre altos e baixos, escutam-se verdadeiras preciosidades, músicas injustamente esquecidas e, quando buscamos informações sobre cada uma delas, encontramos histórias curiosas sobre como criaram vida e sobre como vieram parar neste disco. Porém o espaço é curto, então vou traçar um panorama geral sobre o disco sem me ater a muitos detalhes.

O disco começa em grande estilo, com os ingleses do Illustration tocando Tidal Flow, uma das músicas mais contemporâneas do álbum, com uma sonoridade incomum à época, unindo instrumentos acústicos com todo um aparato eletrônico que criam uma atmosfera misteriosa e dançante em certos momentos. Infelizmente a banda se desfez logo depois e a única pessoa que permaneceu no meio musical foi a pianista Julia Adamson. O disco segue com os garotos do ainda Depeche Mode e seu primeiro registro sonoro oficial, Photographic, a mesma do “Speak & Spell”, porém numa versão simplesmente arrebatadora, com quilos de sintetizadores e muita energia. Após, outra bela surpresa: a rapaziada do The The (quem não lembra de “Slow Emotion Replay”?) com Untitled, talvez a música com mais características electro do álbum, com uma sequencia reta de bateria eletrônica e uma guitarra distorcida ditando o ritmo pegajoso. Para quem não conhece os primórdios do The The, creio que é um prato cheio. B Movie é a próxima banda, que possui só um álbum lançado em 1985. Aqui, na minha opinião, a coletânea atinge seu ponto máximo. É a melhor música, definitivamente. Difícil catalogar o estilo do B Movie, é uma mistura de som pesado com uma atmosfera eletrônica por trás, sem perder a melodia. Grande som! Jell segue o álbum, uma banda bastante obscura, com uma música mais obscura ainda, uma pequena experimentação instrumental que é bacana, porém não possui o brilhantismo das bandas anteriores. E é a partir daqui que a qualidade do disco começa a ser posta em cheque. Uma maluquice chamada Blah Blah Blah encerra o lado A, com uma faixa experimental e minimalista, que, apesar de ser um pouco irritante, atende à exigência da coletânea ao ser descrita como uma música no mínimo bizarra. Lado A encerrado, viramos o LP.

De saída aparece Blancmange, banda synth com um tema pop e também seguindo uma linha minimalista, porém apresenta certas semelhanças com o que o Low viria fazer uma década depois e de forma mais madura. A banda se desfez após três álbuns, em 1986, mas retornou em 2006 e lançou álbum novo em 2011. Outra surpresa surge agora: Soft Cell, com uma composição esquisitíssima, da mesma fornada de Tainted Love, chamada The Girl With The Patent Leather Face, porém sem o mesmo brilho. Mas vale pela curiosidade. Neu Electrikk é a seguinte, com fortes influências de David Bowie, entrando pro time do “mais uma banda interessante que não vingou”, não vindo nunca a lançar um álbum. Naked Lunch rouba o nome do livro de Burroughs para oferecer o som do disco que possui mais influências da geração eletrônica da década de 70, soando muito próximo do que era realizado por bandas como Kraftwerk e Gary Numan. Também nunca lançou nada. The Fast Set chega na reta final, com uma música rápida e pouco inspirada, sem muita variação e com uma timbragem pobre. Encerra o disco a marcha fúnebre eletrônica – como prenunciando algo – Observations, dos The Loved One, que seguem uma linha industrial, trabalhando com semi-loopings e sequenciadores e com auxílio de instrumentos acústicos como guitarra e baixo.

Neste tom soturno o álbum se encerra, não tendo tido muito reconhecimento por parte do público, mas apresentando uma janela interessante onde foram expostas as bandas que faziam a “música do futuro” e também se tornando uma obscura referência para os futuros fãs da música eletrônica desses idos tempos de experimentalismos e sonhos eletrônicos. Numa visão geral, concluo que se 50% das bandas atuais que trabalham com programação buscassem ultrapassar os limites dos padrões estabelecidos, como estas bandas em sua época, hoje não precisaríamos descartar tantas músicas que no geral não trazem nada de novo, sendo meras cópias de tudo aquilo que já foi feito antes.

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1. Another Coke / The Body 6.32
2. The Force Is Blind 4.21
3. Thief Of Fire (Pop Group Cover) 1.44
4. The Radio Story / Strange Looks 7.04
5. Fire From Heaven 4.14
6. Release The Natives 4.40
7. Fellow Sufferer In Dub 5.19
8. Bugger The Cat 5.08

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The Good Missionaries foi um projeto de vida curta baseado em uma formação experimental e ao vivo da seminal banda inglesa Alternative TV durante a turnê chamada “Animal Instincts”, em conjunto com a clássica, barulhenta e também inglesa Pop Group.

Gravado ao vivo de forma que os instrumentos foram literalmente sorteados entre os músicos, Fire From Heaven é um mosaico onde as experimentações de Mark Perry e cia. vão muito além do ATV, unindo no mesmo processador doses descomunais de free jazz, dub, post-punk, avant garde, noise, psicodelia e muito nonsense.

Além de Fire From Heaven, a curta discografia da banda conta também com o EP “Vibing Up The Senile World…”, lançado em 1980, o single “Deranged In Hastings”, de 1981 e o segundo disco cheio, “Pylons”, de 2009 ao qual nenhuma informação é encontrada.

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Sinopse: Mark Sandman morreu como viveu: surpreendendo. Seja com sua primeira banda Traet Her Right e depois com o Morphine, deixou claro que não é necessário seguir regras para se fazer música de qualidade. Quando apareceu no início dos anos 90 com uma formação sem guitarra, com bateria, saxofone e seu baixo de duas cordas tocado com slide, o músico rompeu todos os esquemas da auto-alimentada cena roqueira e foi apontado como um messias. Ben Harper, Queens of Stone Age, John Medeski estão entre os convidados deste filme a falar de sua genialidade.

Título Original: Cure for Pain – The Mark Sandman Story

Prêmios: Chopin’s Nose 2012, Sound Unseen 2011 Jury Award, Canadian Music Week 2011 Best Film
Estrelando: Membros da família de Sandman, Seth Mnookin, Steve LaBate, Ben Harper, John Medeski, Les Claypool, Mike Watt, Josh Homme, Dana Colley, Billy Conway e Jerome Deupree
Realizado por: Rob Bralver & David Ferino
Produzido por: Jeff Broadway

Duração: 01:25:44
Tamanho: 1,45 GB
Formato: AVI
Legendas: Embutidas PT Brasil

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01. Luminous Skull
02. Dark Report
03. Rpr
04. Natural Systems
05. Negative Reversal
06. Dstl Sgnl

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Msg Rcvd é o 11° disco de estúdio da carreira do Neptune, banda vinda de Boston,  Massachusetts e uma das mais impressionantes e malucas no ramo da experimentação dos nomes que estão em atividade. Formada em 1994 pelo artista/músico Jason Sanford, o quarteto que também conta com Kevin Micka, Farhad Alexander Ebrahimi e Mark Pearson abusa de timbragens extraídas dos instrumentos confeccionados pela própria banda, criando uma sonoridade completamente autoral entre desconstruções e caos em climas sintéticos/orgânicos, assegurando seu nome no topo da mesma escola de experimentalismo a qual o mestre Blixa Bargeld e seu Einstürzende Neubauten são patronos desde o início dos anos 80.

Um dos discos mais impressionantes lançados no ano passado mas que infelizmente passou batido.

 

OBS.: Confira a bela resenha sobre o disco anterior do Neptune, chamado Silent Partner no blog parceiro Pequenos Clássicos Perdidos.

cover

Disc One

01. Teen Center – Kinski 6.25
02. Kuonopäivää – Circle 6.20
03. Maybe Ben Hur – Gravitar 6.00
04. Le Fantôme De La Liberté (Edit) – Overhang Party 5.56
05. Excerpt From Live On KFJC – Tarantula Hawk 5.54
06. Sweet Sister, Vol. 4 – Up-Tight 6.01
07. They Time – ST37 5.57
08. The Somnambulist Speaks – Vocokesh 4.19
09. These Clouds Are Solid – Farflung 3.14
10. I Got Yer Head (Chopped Off) – Speaker\Cranker 5.31
11. Small Hours – DMBQ 5.35

Disc Two

01. S.F. Eagle – SubArachnoid Space 4.44
02. Remember The Avalon – Fuzzhead 6.08
03. Someplace Left Out – Numinous 5.49
04. 4’33 – Escapade 4.35
05. Fire Walk With Us – Acid Mothers Temple & The Melting Paraiso U.F.O. 5.29
06. Our Wayward Fuel – Abunai! 4.02
07. Do The Flood – Bardo Pond 6.25
08. Non Servium (Undermind) – Primordial Undermind 5.59
09. Fall River Mills – Transpacific 6.05
10. Grey Baby – Bubble 5.09
11. Raja Gaj – Yeti 8.48

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Coletânea idealizada em 2005 pelo músico Mason Jones e lançada pelo selo independente texano Emperor Jones Records. Somando um total de vinte e duas canções de bandas diferentes, o projeto intitulado Hall of Mirrors apresenta-nos o que de mais ácido havia sendo feito em parâmetros musicais na década passada, incluindo nomes obscuríssimos do psychedelic e space-rock junto a bandas com certo renome dentro do underground do underground mundial da época, estando algumas ainda em atividade.  Imperdível para  fãs de fuzz, reverb, dirtorções, esquisitices e barulhos em geral.

Home Of The Brave “Single” (1989)

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1. Home of The Brave 3.14
2. Warhead 4.15

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Smokers’ Paradise “EP” (1987)

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01. Smokers’ Paradise 2.44
02. Three Cool Cats 2.55
03. ShockHammer Thirteen 4.17
04. Emperor Calvin 2.05
05. Medicine Lake 4.53
06. Eat Lead 3.09

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The Ice Machine “LP” (1986)

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01. Song Of The South 2.27
02. Ancient Axes 2.27
03. Daylight 3.13
04. Baskets And Clocks 3.41
05. Deadly China Doll 3.37
06. Laid So Low 3.23
07. Took A Hammering 2.54
08. Walter 2.35
09. Silver Blood 1.51
10. Where 2.46
11. Gun Shy 2.34
12. Evil Last Night 3.05

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The Very Long Fuse “EP” (1985)

front

01. Precision 1.38
02. (Knife In The) Marathon 2.59
03. Lady In The Lake 2.29
04. Soul Of Japan 2.19
05. The Imperial Clawmasters’ Theme 1.31
06. Monster’s Sanctuary 2.22
07. Christian Soldiers 3.15
08. Morning 2.16

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Formada por Steve Björklund, veterano da cena punk 80’s de Chicago e ex-membro das bandas Strike Under e Terminal Beach, o Breaking Circus nasceu em 1984 na cidade natal de Björklund, vindo a mudar sua sede algum tempo mais tarde para Minneapolis.

Com a sonoridade baseada em uma fusão direta que aborda tanto o lado mais barulhento quanto algumas levadas mais pop e simples encontradas nos gêneros post-punk, noise-rock e new wave o Breaking Circus rendeu comparações aos conterrâneos da banda Big Black, devido ao uso de um Roland TR-606 apesar de maior acessibilidade em suas composições.

Além do já citado Steve Björklund, a banda também contava com o baixista do Rifle Sport, Peter Conway (aka Flour), Phil Harder e Todd Trainer, que mais tarde viria a se juntar ao Shellac. Sua curta discografia é composta pelos Eps “The Very Long Fuse”, de 1985 e “Smokers’ Paradise”, de 1987, o único full-lenght lançado em 1986 intitulado “The Ice Machine” e pelo single “Home of The Brave, último registro e lançado em 1989. Grandes e raríssimos registros.

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01. Bathroom Laughter 2.38
02. Chain Worker 2.53
03. Romanticize Me 2.13
04. Vain In Costume 2.27
05. You’re Different (In Person) 2.34
06. Cafeteria Food 3.37
07. Something About Mrs. Johnson 1.22
08. Male Gaze 4.08
09. Cathouse 2.35
10. Loubs 4.51
11. Health Plan 2.17
12. Teenage Adult 3.53

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Completando quase uma década de atividades em prol do barulho e selvageria os americanos do Pissed Jeans lançaram oficialmente hoje, 12 de fevereiro pela mítica Sub Pop seu quarto álbum de estúdio, o caótico Honeys.

Formada em Allentown, Pensilvânia no ano de 2004 e tendo mudado sua base definitivamente para Filadélfia há sete anos, o quarteto formado por Bradley Fry, Randy Huth, Matt Korvette e Sean McGuinness mostra em Honeys o real motivo pelo qual vieram ao mundo e entre estilhaços de post-hardcore, noise-rock e punk-rock acertam o alvo em um dos discos mais vigorosos e ensurdecedores dos últimos anos, colocando ao lado dos labelmates da estreante METZ a Sub Pop novamente como uma das grandes referências quando o assunto é música ruidosa e de qualidade.

Para fãs de Black Flag, Melvins, Jesus Lizard e Flipper poguearem como se não houvesse amanhã.

cover

1. Rooks 04:18
2. Collider 04:23
3. The Sea’s A Salt 05:40
4. Endlessly 05:47

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Após quase três anos sem presentearmos com nenhuma novidade, os ingleses do Laboratory Noise finalmente quebram o hiato e colocam na roda o EP de quatro faixas intitulado The Devil Lays The Longest Path, sucessor do ótimo When Sound Generates Light, lançado em junho de 2010.

Formada em Bardford, Inglaterra no ano de 2005 a banda é composta por Paul McNulty (guitarra e vocais), Paul Griffin (guitarra), Ben Cleverley (guitarra), Adam Watson (synths), Andy Ramsden (bateria e vocais), Dom Sheard (baixo) & Kerry Ramsay (vocais e percussão).

Sua sonoridade ao contrário de inúmeras bandas contemporâneas que apenas tentam emular sem grandes êxitos gêneros de décadas atrás, tem como foco a estruturação de suas canções a partir de diferentes correntes musicais, construindo um catarse totalmente autoral baseada em experimentações entre psicodelia, shoegaze, eletrônica e post-rock.

Que The Devil Lays The Longest Path seja apenas um aperitivo para um próximo e grandioso full-lenght da Laboratory Noise!

Mixtapes Noisemates 6 Fabio Bridges

01. Burial – Loner
02. Ummagma – Upsurd
03. The Herbaliser – Deep in The Woods
04. Deerhoof – The Trouble With The Candyhands
05. Indoor Voices – After
06. Dum Dum Girls – Lord Knows
07. Ceremony – Future
08. The UFO Club – Be My Baby
09. The Gaslamp Killer – Critic Feat. Mophono
10. Clinic – You
11. Eternal Summers – Millions
12. The Brian Jonestown Massacre – Panic in Babylon

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Já na quarta edição de vida a frente de um dos sites sobre música mais bacanas do país, Fabio Bridges vem comandando o Pequenos Clássicos Perdidos desde 2008. De lá pra cá foram três exclusões da blogosfera e acima de tudo o amor incondicional pela música que sempre o fez dar a volta por cima e retomar o trabalho a partir das cinzas.

Figura carismática e de fácil acesso em redes sociais, o jornalista Bridges é constante alvo de elogios e consequentemente tem se tornado grande referência entres jornalistas, críticos e amantes da música. Além do trabalho impecável que abrange resenhas de discos, postagens de shows, podcasts e entrevistas no Pequenos Clássicos Perdidos, seu trabalho também pode ser conferido em outros sites de renome como Rock-O-Rama Zona Punk, além de já ter contribuído para o Rrraurl, portal IG e as revistas Dynamite e Beatz. 

Abra uma cerveja, baixe a mixtape e leia o texto logo abaixo em um pequeno resumo sobre as doze faixas escolhidas por Bridges para a sexta edição da Mixtapes & Noisemates, que depois de algum tempo fora do ar retorna as atividades com grande honra em em ter a participação deste ilustre camarada mostrando o que de mais interessante anda rodando em seu player e incentivando o seu belíssimo trabalho.

Texto por Fabio Bridges

Gravar mixtapes faz parte da minha vida desde que me entendo por gente e minha mãe me deixou dominar o 3 em 1. Das fitinhas (preferencialmente as BASF de 90 minutos) com acid house para os amigos da escola – lá no final dos anos 80 – até hoje, muita música rolou.

As fitas cassete caíram em desuso (as últimas que gravei foram para minha mulher), foram substituídas por CDRs, mas a ideia continua me fascinando: gravar uma sequência de músicas é algo especial, único, que exige tempo e dedicação para as escolhas. Rob Flemming já disse isso muito antes e melhor que eu.

A missão de separar 12 faixas para uma mixtape aqui pro Ride Into The Sound foi uma baita responsa, mas também um imenso prazer. Respeito muito o trabalho do AL e quis compartilhar aqui algumas coisas que passaram e continuam passando pelos meus fones neste 2012.

Procurei não me ater a nenhuma regra, começando com o dubstep do Burial, passando pelo hip hop experimental do Gaslamp Killer, o barulho do seminal Ceremony, o pop delicioso do Eternal Summers e fechando com uma faixa do melhor disco do ano, do preferido Brian Jonestown Massacre.
Bom, é isso. Espero que gostem.

 

Site: Pequenos Clássicos Perdidos

Twitter: @fabiobridges

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