Arquivo de julho, 2013

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01.Once Again I Hear the Beautiful Vertigo? Luring Us To “Do Something, Somehow”  9.52
02.Who Would Have Thought This Callous History Would Become My Skin 5.33
03.Only the Winding “Why” Expresses Anything Clearly 6.38
04.New Radiance Springing Forth From Inside the Light 9.12
05.Even That Still Here and Unwanted Can You and I Love It? Just Like Us It Was Born Here Too  10.42
06.Now While It’s Still Warm Let Us Pour In All the Mystery 3.30

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Por Al Schenkel

Quando o assunto em pauta é noise, improvisação, jazz fusion, psicodelia e experimentalismo, poucos artistas dão conta do recado com tamanha destreza e qualidade quanto o trio Keiji Haino, Jim O’Rourke e Oren Ambarchi.

Lançado no dia 30 de abril deste ano, Now While It’s Still Warm Let Us Pour In All The Mystery vem a ser o quarto disco da união entre os três músicos, que anteriormente já haviam lançado em parceria os discos Tima Formosa, de 2010, In A Flash Everything Comes Together As One There Is No Need For A Subject, de 2011 e Imikuzushi, de 2012.

Now While It’s Still Warm Let Us Pour In All The Mystery, gravado em janeiro de 2012 no SuperDeluxe, em Tóquio, traz seis peças espectrais resultantes da desenvoltura e sapiência extraídas através das guitarras, flautas e vocais de Haino, do baixo de O’Rourke e da bateria de Ambarchi, além das participações do lendário compositor minimalista Charlemagne Palestine e do cantor/compositor Eiko Ishibashi.

Em tempos onde qualquer disco ou artista meia bomba carrega a tagg de experimental, eis o supra sumo sonoro que exprime a verdadeira essência do termo, em uma fusão que vai do ambient/ethereal alcançado através da execução de copos de vinhos, como podemos observar na faixa de abertura Once Again I Hear the Beautiful Vertigo? Luring Us To “Do Something, Somehow”, ao esporro dissonante e ruidoso exposto na terceira canção do álbum, intitulada Only the Winding “Why” Expresses Anything Clearly.  

Credits
Bass – Jim O’Rourke
Design – Stephen O’Malley
Drums, Mixed By – Oren Ambarchi
Guitar, Flute, Vocals – Keiji Haino
Mastered By, Mixed By – Joe Talia
Photography By [Cover] – Shunichiro Okada
Photography By [Live Photos] – Ujin Matsuo
Producer [Concert] – Mike Kubeck
Recorded By – Masahide Ando

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1.TIGNOLA 03:36
2.CUORLEONE 02:32
3.DENTRO AL CERCHIO 03:53
4.DON PERIDONE 03:40
5.SOMA 05:40
6.ULTIMI SINTOMI 02:59
7.MERDA NAZIONALE 03:22
8.OMEGA 999 07:23
9.PURA GRAZIA 04:43

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Por Al Schenkel

Após cinco anos do lançamento de Juice Of Bimbo, de 2008, o trio de noise-rock Lleroy, composto por Francis Zocca (guitarra, vocais, Monotron), Chiara Antonozzi (baixo, vocais) e Richard Ceccacci (bateria), retorna com seu segundo álbum de estúdio, a paulada catártica e dissonante intitulada Soma.

Vindos de Bologna, na Itália, a banda transita o mesmo universo ruidoso frequentado por bandas como Melvins, Unsane e Cherubs, explorando e transpondo através de suas canções agressividade e guitarras angulares entre alternâncias estruturais e rítmicas pouco óbvias, geralmente associadas ao math-rock. Soma é um chute no traseiro do rock comportado que atinge as massas jovens e acéfalas atualmente, uma ode ao barulho na melhor forma ao qual a união dos gêneros citados poderiam gerar.

 

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01. The Snake & … 2:55
02. … The Stick 3:37
03. S Bar X 4:59
04. Stallkicker 7:44
05. Sweetheart 5:23
06. Sawmill 5:32
07. Skin 5:22
08. Sorry 7:27
09. Shine (Glimmer) 32:37

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Por Al Schenkel

Verdadeiro patrimônio das música experimental mundial, o Oxbow nasceu em 1989 em San Francisco, Califórnia após a ruptura da banda de hardcore também californiana Whipping Boy. Contando com os músicos Dan Adams, Greg Davis e Niko Wenner, além do frontman Eugene Robinson — ex-fisiculturista e segurança — o quinteto traz em sua sonoridade uma combinação explosiva de elementos encontrados no noise rock, avant-garde jazz, blues, sludge e post-hardcore.

An Evil Heat, lançado em 2002 pela americana Neurot Recordings (selo criado por membros do Neurosis e Tribes of Neurot) é o quinto álbum de uma discografia composta por seis caóticos e intensos discos de estúdio, dois discos ao vivo e um punhado de EPs e singles lançados por diferentes selos, entre eles a Hydra Head Records, selo encabeçado por Aaron Turner, líder da banda de post-metal Isis.

Logo abaixo, no vídeo, você poderá conferir a banda executando ao vivo Stallkicker, quarta faixa de An Evil Heat, esta obra prima repleta de descomunal violência, demência e sexualidade.

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01. Freddy 5:25
02. Untitled
03. Underwear Maintenance 3:44
04. Sexy Money 5:15
05. Monkey Boy 3:30
06. Potato Wine 3:38
07. Swineherd In The Tenderloin 3:44
08. Twerpenstein 4:28

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Por Al Schenkel

Com três álbuns de estúdio, uma compilação, um EP e um single lançados pela Alternative Tentacles de Jello Biafra, o Tragic Mulatto foi uma banda de vida curta nascida em San Francisco, na Califórnia. Formada por Fluffy, Blossom, Flossy, Sweetums and A Piece of Eczema, o quinteto permaneceu na ativa entre meados dos anos 80 e início dos 90.

Dotados de um humor escatológico, apresentações bizarras e com letras carregadas de temas sexuais, o Tragic Mulatto foi uma das bandas mais genialmente insanas já surgidas em território norte americano, rendendo comparações aos contemporâneos da texana Butthole Surfers: “Butthole-esque rhythmic chaos”.

Apesar das críticas elogiosas durante o curto tempo em atividade, a banda sempre permaneceu injustamente as margens do mainstream, mas como o Ride Into The Sound tem como um dos principais objetivos trazer a tona estes tesouros esquecidos, deixo-lhes com Locos Por El Sexo, segundo álbum deste esporro sonoro e recentemente descoberto por este que vos escreve.

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1.Ars Phoenix – Cold (The Cure) 05:19
2.Bela Infanta – Outono (Violeta de Outono) 03:40
3.The Underground Youth – Second Skin (The Chameleons) 07:28
4.Poemas de Maio – Reptile (The Church) 05:05
5.Sleepmask – Nine While Nine (The Sisters of Mercy) 05:00
6.Ecos D´Alma – Gregor (Kafka) 04:12
7.Blacanova – She´s in Parties (Bauhaus) 04:46
8.Jardim do Silencio – Wide Receiver (The Sisters of Mercy) 06:40
9.Bloody Knives – Disorder (Joy Division) 03:36
10.Hermetic Delight – The Funeral Party (The Cure) 02:52
11.Teenage Sin Taste – She Lost Control (Joy Division) 04:12
12.Depression – Crystal (New Order Remix) 02:31

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Por Al Schenkel

The DªRK and CºLD Sounds of The Blog That Celebrates Itself, lançada em 22 de julho deste ano é mais uma empreitada certeira de Renato Malizia a frente do selo paulistano independente The Blog That Celebrates Itself Records.

Somando um total de doze artistas, entre eles nacionais e gringos, a coletânea traz versões para clássicos oitentistas do post-punk e darkwave internacionais imortalizadas por bandas como The Cure, Joy Division, Bauhaus e The Sister of Mercy, além de releituras para os clássicos nacionais “Outono”, da paulistana Violeta de Outono e interpretada pela Bela Infanta; e “Gregor”, da também paulistana Kafka e interpretada pela Eco’s da Alma.

The DªRK and CºLD Sounds of The Blog That Celebrates Itself é vem de uma iniciativa louvável de Malizia resultante do seu amor pela música e pode ser adquirido em formato físico pelo preço de oito dólares no bandcamp do selo, aqui.

Throat “Manhole” (2013)

Publicado: 10 de julho de 2013 em Noise Rock, Sludge
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1.Gift Gas 02:25
2.Asbestos 04:46
3.Katoye 03:47
4.Holey 04:17
5.Soft White Walls 03:42
6.New Pest 03:49
7.Perfect Teeth 03:25
8.Euthanasia Coaster 04:45
9.Bad Heat 22:12

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Por Al Schenkel

Em edição limitada de 550 cópias, os finlandeses da banda de noise rock/slugde Throat chegaram ao seu primeiro disco cheio em 1º de junho deste ano. Manhole foi lançado apenas em vinil e disponibilizado através dos selos At War with False Noise, Kaos Kontrol, Made in Kansas e Rejuvenation Records.

Formada em 2009 na cidade de Turku, a mais antiga da Finlândia, o Throat traz em seu debut nove canções repletas de distorção e peso, trazendo influências e assimilações de bandas como Shellac, Big Business, Jesus Lizard, Tad e praticamente de todo o catálogo da Amphetamine Reptile Records. Grande e barulhenta estréia!

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01.Opening Suite 10.39
02.Roundhouse 1.41
03.Senator Robinson’s Speech 3.24
04.Bleth My Thoul 1.08
05.Intermission (Lawrence Of A Labia) 5.01
06.Tonight You Look Like A Spider 2.07
07.Uncle 4.10
08.Thee Itch 4.08
09.The Door 1.31
10.Visualize This 12.02
11.Conclusion 3.08

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Por Al Schenkel

Com lançamento oficial datado ao dia 26 de junho via Joyful Noise, Tonight You Look Like A Spider é o aguardadíssimo disco de estréia solo de David Yow, ex-líder de duas das maiores e mais causticas bandas americanas de noise rock das décadas de 80 e 90, o The Jesus Lizard e o Scratch Acid.

Tonight You Look Like A Spider é o primeiro disco cheio de Yow em quatorze anos após a separação do Jesus Lizard e traz uma nova concepção artística ao histórico do músico. O álbum conta com onze faixas regadas a experimentações e texturas que vão do ambient ao noisy utilizando sons eletrônicos, pianos dissonantes, gritos, sussurros e uma imensidão de esfeitos que fazem a obra transitar livremente entre atmosferas avant garde e o free jazz, gêneros praticamente nunca explorados nos trabalhos anteriores de Yow.

Diferente de tudo já gravado pelo Jesus Lizard, Tonight You Look Like A Spider não faz o papel de dar segmento a sonoridade noise rock abrasiva e violento característico da banda, mas acerta desde o princípio por ser audacioso e por ampliar uma nova esfera artística  na carreira do músico.

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01.Golden Alley 4:24
02.I Thought It Was Us 2:57
03.Treehouse Schemes 6:17
04.Unholy 4:53
05.But It Was All Of Us 5:39
06.Colour The Night Sky 5:01
07.ICA 4:07
08 Hearts Mend 5:15

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Por Al Schenkel

Gravado em um estúdio caseiro em Montreal e distribuído pela Constellation Records — selo canadense que dispensa maiores apresentações — I Thought It Was Us But It Was All Of Us é o debut de Rebecca Foon a frente de seu mais recente projeto ao lado de Jamie Thompson, o Saltaland. A violoncelista também é co-fundadora do grupo de câmara contemporânea Esmerine e ex-membro das bandas Thee Silver Mt. Zion, Set Fire To Flames, The Mile End Ladies String Auxiliary e Fifths Of Seven.

I Thought It Was Us But It Was All Of Us vem sendo confeccionado por Rebecca desde 2011 e traz participações especiais de Laurel Sprengelmeyer e Jess Robertson (Little Scream), Mishka Stein (Patrick Watson), Colin Stetson (Bon Iver), Sarah Neufeld e Richard Reed Parry (Arcade Fire), além da produção de Mark Lawson (Arcade Fire, Land of Talk, entre outros).

O resultado, lançado oficialmente em 14 de maio deste ano é uma obra delicada e intensa, beirando o perfeccionismo entre roupagens clássicas e modernas e composta por oito canções repletas de referências ao drone, música eletrônica, free-jazz, dream-pop, música de câmara e ambient, gêneros já muito bem representados aos trabalhos anteriores de Foon.

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1. Speed Queen – White Flag 7.25
2. Rocket USA – Thin White Rope 5.33
3. Ghost Rider – The Gories 3.43
4. Cheere – A10 3.33
5. Frankie Teardrop – Darkside 9.09
6. Baby Oh Baby – Mudhoney 3.44
7. Fireball – Honeymoon Killers 2.30
8. Dream Baby Dream – Luna 5.52
9. R&R Is Killing My Life – Sonic Boom 4.13
10. Ice Drummer – The Flaming Lips 4.22
11. Magdalena – The Nomads 3.53
12. Raver – La Secta 3.19
13. Jukebox Babe – Ben Vaughn 4.39
14. Surrender Angel Corpus Christi 3.40
15. Bring In The Year 2000 – Zenith 7.22
16. Two Faced Man – Codeine 3.02

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Por Al Schenkel

Lançado em 15 de março de 1994 pelo selo espanhol Munster Records, Your Invitation To Suicide: A Tribute To The Songs Of Martin Rev, Alan Vega é um apanhado que conta com dezesseis artistas alternativos interpretando e reinventando canções da seminal banda synth/punk de New York surgida em meados da década de 70, o Suicide.

Com participações de bandas como Codeine, Mudhoney, The Flaming Lips, Gories e Honeymoon Killers, executando versões arrebatadoras dos clássicos compostos por Vega e Rev, Your Invitation To Suicide… foi o primeiro tributo a uma das mais brilhantes, influentes e comercialmente mal sucedidas bandas norte americanas de todos os tempos.