Porto “Odradek” (2013)

Publicado: 23 de agosto de 2013 em Experimental, Instrumental, Jazz, Krautrock, Psychedelic
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cover

1.Capetinja 04:34
2.Mesmo que os amantes se percam, continuará o amor 06:03
3.As estrelas não são para os homens 05:13
4.Tau zero 03:43
5.E a morte perderá o seu domínio 05:47
6.Dezessete nós 04:39
7.Remédio para melancolia 05:06
8.A quarta hora 03:50

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Por Al Schenkel

Idealizado em 2006 pelo baterista Richard Ribeiro (Guizado, Gui Amabis, Pélico, Labirinto, São Paulo Underground, entre outros) em meio a um projeto com os integrantes do Hurtmold e o trompetista americano Rob Mazurek, Porto é um duo paulista de música experimental que tem em sua outra metade o guitarrista convidado Régis Damasceno, membro da banda Cidadão Instigado.

Em Odradek, primeiro disco cheio do duo e lançado cinco anos após a estréia do projeto com o EP Fora de Hora, de 2008, o disco de oito faixas realizado de forma independente transborda experimentalismo e passeia com maestria por gêneros como jazz, psicodelia, ambient e krautrock, criando uma simbiose perfeita fusionada pelas bases sintetizadas, bateria acentuada e arranjos de vibrafone de Richard, junto as linhas excepcionais de guitarra elaboradas por Régis.

Odradek reflete a ótima fase a qual vive a cena experimental brasileira em uma amostra grandiosa tecida por dois dos mais prolíficos artistas nacionais. O disco também conta com uma digníssima produção executada por Bruno Buarque e pelo próprio Richard Ribeiro, além da masterização de Fernando Sanches e da arte assinada por Gustavo Rates .  O show de lançamento acontecerá hoje, dia 23 de agosto às 22hs na Serralheria, em São Paulo.

Abaixo você pode conferir uma entrevista de Richard publicada com exclusividade ao blog Amplificador:

O Porto é um projeto seu, certo?

Eu acabo fazendo as músicas, levo as composições pra ele (Régis) e a gente trabalha como dupla pra criar uma outra coisa, que é o que o público ouve. Tenho o início, as estruturas, alguns samples, mas ele contribui absurdamente pra isso virar uma outra coisa. Quando falo com ele, ele já entende. É uma relação de confiança, de afinidade muito grande. Tem uma música em parceria, a última do disco.

Como você escolheu os instrumentos do Porto?

O que mais me atraiu nesse projeto sempre foi a questão de trabalhar com menos elementos. Fugir do mais comum de ter baixo, teclado ou algum instrumento de sopro. Explorar outros aspectos musicais, criar vários ambientes diferentes. Eu sou baterista, então a bateria é natural. Quando eu estava começando a compor, precisei de um instrumento melódico pra poder tocar. Aí pensei num vibrafone, que me permite dividir a função. Toco bateria, conduzo a música e toco os temas. Quando eu vi já tava em cima do instrumento, fez sentido tocar os dois como uma peça só. As músicas eu faço no violão, na guitarra e eu queria a sonoridade da guitarra.

Qual o significado do nome do disco (“Odradek”)?

Ainda tô descobrindo. Veio de um livro do Henrique Villa-Matas. Um personagem que eu não consegui definir e aquiloo me encantou e me inspirou a arte do disco, ao som. Não tem uma definição, é mais uma sensação. Hoje dá pra fazer projetos paralelos com mais facilidade, né? É mais fácil sim, claro. Tudo depende de como você trabalha. Eu preciso de um estúdio pra ajeitar as coisas. Isso tem gasto om gravação, mas isso é arte do trabalho. Não sei fazer de outra forma, não tenho estúdio em casa. Preciso de engenheiro de som, de um estúdio.

Em alguns momentos eu tive a sensação de estar ouvindo a trilha sonora de um filme. Faz sentido?

A maneira que eu me envolvo com música tem a ver com criar  imagens. Às vezes é um chiado, uma batida de bateria que me traz uma sensação, mais que a necessidade de encontrar um tom, uma nota específica. Então faz sentido isso que você disse sim.

 

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