Arquivo de outubro, 2013

guerilla toss

1.Cash Now 07:17
2.Scary Monster 04:32
3.Drip Decay 04:29
4.Judy Wants Sex on the News 05:30
5.Diluted Fetus Circuit Tycoon 07:28
6.Liz Tattoo 05:09

Download / Facebook / Site / Buy

Junte pitadas de Brainiac, Ponytail, Primus, Melt-Banana e AIDS Wolf  e teremos o Guerilla Toss, banda de Boston que em 21 de maio deste ano lançou seu primeiro full-lenght, um disco de seis faixas auto-intitulado e disponibilizado via Tzadik, selo do mestre John Zorn.

A atmosfera que ronda o disco é completamente caótica e urgente, baseada em improvisações, noise e assinaturas de tempo irregulares guiados pelos vocais ensandecidos de Kassie Carlson. E conforme alguns relatos em blogs de pessoas que tiveram o privilégio de assistir a banda ao vivo, a sensação é de estar presente em um carnaval totalmente esquizofrênico, non-sense e atonal.

Completam a formação além de Kassie, Ian Kovac – sintetizador, Peter Negroponte – bateria, Simon Hanes – baixo e Arian Shafiee – guitarra.

Anúncios

New+York+Rhapsody+haus_arafna_new_york_rhapsody

1. 45 Minutes In New York 4:28
2. God Sows Secrets 3:36
3. Veil 4:31
4. I Did It For You 3:54
5. You Know How To Destroy Me 3:24
6. Give The Strength 2:17
7. Heart Beats Blood Flows 3:38
8. Desecrated 3:51
9. Ground Zero 4:37
10. Poison 3:48
11. Kalt Im Bauch 2:31
12. What You Said 4:35

Download / Facebook

Por Al Schenkel

New York Rhapsody é o quinto álbum de estúdio do duo alemão de música eletrônica/minimalista/post-industrial, Haus Arafna. E apesar de ter sido oficialmente lançado em maio de 2011, “New York Rhapsody” já havia sido estreado em 2009, no New York Fashion Week a pedido da designer de moda, Katie Gallagher.

Formado no início dos anos 90 pelo casal conhecido apenas como Sr. e Sra. Arafna – ou Karl Tochweller e Isabelle Montess – o duo investe em climas sombrios, pessimistas e minimalistas obtidos através de sintetizadores, colagens e vocais gélidos, onde o resultado é uma peça de doze canções que parecem ter sido geradas por pacientes em níveis psicóticos extremos de algum hospital psiquiátrico saído de filmes de terror.

Auto-definida como pertencente ao gênero angstpop – termo criado pela banda industrial australiana, SPK – a discografia do Haus Arafna também conta com os ótimos Blut (Trilogie Des Blutes), estréia lançada em 1995, Children of God, de 1998, Butterfly, de 2003 e You, de 2010, todos disponibilizados através do próprio selo do duo em edições limitadíssimas, o Galakthorrö.

O duo também é responsável pelo projeto paralelo, November Növelet.

Label: Galakthorrö – Galakthorrö 028
Country: Germany
Released: May 2011
Genre: Electronic
Style: Industrial

a1695938539_10

1.Teraz widzę już tylko rzekę… 13:23
2.Let Din we-let dajjan 03:58
3.Tzimtzum 12:16
4.La Chair du Monde 03:24
5.Skryty 05:13
6.Adam Kadmon 02:34
7.Późne królestwo 13:11

Download / Facebook / Buy

Por Al Schenkel

Alameda 3 é uma banda surgida na cidade de Bydgoszcz, na Polônia lá pelos idos de 2010 e formada por Kuba Ziołek (Stara Rzeka, Ed Wood e Innercity Ensemble), Mikołaj Zieliński e Tomek Popowski, também membros da Stara Rzeka.

Com uma sonoridade calcada em drone-ambient, krautrock, japanese noise-psychedelia e rock-in-opposition, ou melhor dizendo, em uma fusão de ambos os estilos citados, o trio pariu em 20 de maio deste ano seu primeiro full-lenght, o disco de sete faixas intitulado Pozne krolestwo, aka de-longe-o-disco-mais-ácido-de-2013.

Trazendo como conceito principal por trás da obra a morte, tanto em níveis pessoais como universais, Pozne krolestwo pisa sem receio no experimentalismo, criando soundscapes altamente densas, ácidas, obscuras e hipnóticas, fazendo o Tame Impala soar como a trilha sonora de uma viagem de aspirina com suco de laranja. Fortemente recomentado!

1370496_581263415265158_1792546362_n

1. A Place To Bury Strangers – I’ve Lived My Life To Stand In The Shadow of Your Heart
2. Darker My Love – Talking Words
3. The Vandelles – Bad Volcano
4. Savages – Shut Up
5. Wax Idols – When It Happens
6. You Say Party! We Say Die! – XXXX/Loyalty
7. White Denim – Shake Shake Shake
8. Red Fang – Prehistoric Dog
9. Yamantaka//Sonic Titan – Hoshi Neko
10. FireFriend – Lost Drive-In
11. Madrid – Sad Song
12. The Sorry Shop – Awaken Dream

Download

Por Al Schenkel

Chegando na sua oitava edição, a coluna Mixtapes & Noisemates tem a honra de trazer a participação especialíssima da gaúcha Alessandra Lehmen, advogada, doutora em direito, DJ amadora e acima de tudo, vocalista e frontwoman de uma das bandas mais bacanas que este país já colocou os ouvidos, a Lautmusik.

Com dois maravilhosos EPs na bagagem: “Black Clouds with Silver Linings” (2007) e “A Week of Mondays” (2008), um full-lenght: Lost In The Tropics (2012) e com previsão de disco novo para o final do ano, o quinteto que também conta com Cassio Forti, Murilo Biff, Guilherme Nunes e Rodrigo Prati vem se mantendo como uma das bandas mais promissoras do underground nacional, tendo em seu currículo a abertura de shows para peixes grandes como A Place To Bury Strangers, The Cure e The Radio Dept.

Com o intuito de estreitar a ligação artista/fã e a com a arte da mixtape mais uma vez assinada por Neri Rosa, nesta nova edição você poderá conferir texto e uma pequena amostra do que anda rolando no universo particular musical de Alessandra, demonstrado através de doze canções que variam entre artistas nacionais e internacionais, e consequentemente se aproximar e descobrir um pouco das preferências pessoais desta que é sem qualquer sobra de dúvidas uma das maiores letristas e vocalistas do atual cenário de rock independente brasileiro.

Por Alessandra Lehmen

Quando fui convidada a participar desta edição de Mixtapes & Noisemates fiquei imediatamente entusiasmada, mas um segundo depois me dei conta da dificuldade que viria pela frente. Isso porque o Al me pediu pra listar 12 bandas que, novas ou não, eu tenha conhecido recentemente. Apesar de pesquisar música com razoável afinco (cacoete acadêmico?), ando em uma daquelas fases em que pouca coisa me faz brilhar o olho e soltar aquele indefectível “bah!” endereçado às coisas que me emocionam.

Depois de muito matutar, consegui reunir um grupo mais ou menos representativo das coisas que tenho ouvido ultimamente. Começo com o A Place to Bury Strangers, uma banda que não é nova pra mim (prova disso é o fato de que minha banda, a Lautmusik, até já abriu pra eles, pra meu máximo deleite), mas são uma banda contemporânea absolutamente genial que mereceria muito mais fãs. Em seguida vêm Darker My Love e The Vandelles, que me foram apresentadas pelo Murilo, nosso guitarrista, e frequentam minha playlist com regularidade. Depois, a trinca neo-pós-punk com vocais femininos Savages, Wax Idols e You Say Party! We say Die! (esta última já acabou, em circunstâncias trágicas). Também gosto de bandas cruas e pesadas, o que justifica a presença do Red Fang e do White Denim na lista – embora a última tenha às vezes uma levada meio progressiva. Yamantaka//Sonic Titan é uma banda noh-wave canadense que em alguns momentos lembra um Cocteau Twins cantado em japonês. Pra encerrar, três bandas nacionais que lançaram discos excelentes recentemente e que eu tenho ouvido bastante: FireFriend, Madrid (ótimo produto da improvável reunião de Adriano Cintra, ex-CSS, e de Marina Vello, ex-Bonde do Rolê) e, finalmente, a conterrânea The Sorry Shop. É isso. Tomara que a lista renda alguns momentos de inspiração, diversão, estranhamento ou o que quer que a música signifique pro ouvinte – pra mim é de tudo um pouco.

a0924694453_10

01.God Arms the Patriot 02:04
02.Wound Instructions 02:40
03.Milk from Treason 02:48
04.Stringer 03:59
05.Replace Me with Fire 09:09
06.Bruxism 01:26
07.A Parade of Horribles 04:00
08.The Forgiveness Machine 10:56

Facebook / Download

Por Al Schenkel

Oriundos da eterna meca do grunge nos anos 90, Seattle, mas sem emular a sonoridade que popularizou a cidade, o trio de post-hardcore/math/noise/sludge, Great Falls, chega pela primeira vez ao blog para chutar traseiros e estourar tímpanos através de seu mais recente registro. O disco de oito canções lançado em 30 de setembro deste ano via Hell Comes Home Records, chama-se Accidents Grotesque e sucede o até então por mim desconhecido álbum Fonatanelle, de 2011.

Formada por Demian Johnston (Hemingway, Kiss It Goodbye, Playing Enemy), Shane Mehling (Playing Enemy) e Phil Petrocelli (Jesu, Black Noise Cannon), a banda entrega-nos em Accidents Grotesque um trabalho altamente cáustico, intenso, agressivo e dissonante, seguindo a mesma linhagem de bandas contemporâneas como Narrows e KEN Mode, além de carregar também semelhanças aos outros projetos citados aos quais o trio já integrou/integra.

Accidents Grotesque pode ser baixado através da página oficial da Hell Comes Home Records via bancamp e também adquirido em LP em uma edição limitada juntamente com uma t-shirt da banda. O álbum foi produzido por Jeff McNulty, sendo mixado e editado por Phil Petrocelli e masterizado por James Plotkin. A arte é assinada por Demian Johnston.