Arquivo da categoria ‘Hardcore’

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01.Harm 2:05
02.No Eyes 2:40
03.Chain Mask 3:24
04.God Hole 1:54
05.Lords Prayer Underwater 1:15
06.Sewer Birth 3:17
07.Abduction (Lost Underground) 1:52
08.No Cross 1:34
09.Infinite Flesh 2:55
10.House of Suffering 3:01

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Por Al Schenkel

Sewer Birth é o álbum de estréia do Burnt Skull, duo de noise-rock formado em Austin por Dustin Pilkington (programação, vocais, guitarra) e Anthony Davis (programação, bateria).

Com letras bizarras e sonoridade caótica, o duo entrega em seu primeiro registro − lançado em 19 de janeiro deste ano − 10 faixas que exalam extrema brutalidade e dissonância, trazendo referências também a gêneros como hardcore, sludge e industrial a esta máquina texana de fazer ruídos.

 

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Hotanimalmachine

01. “Black and White” – 3:01
02. “Followed Around” – 2:48
03. “Lost and Found” – 2:04
04. “There’s a Man Outside” – 3:13
05. “Crazy Lover” – 2:33 (Richard Berry)
06. “Man and a Woman” – 3:59
07. “Hot Animal Machine 1” – 3:01
08. “Ghost Rider” – 2:27 (Martin Rev/Alan Vega) (Suicide)
09. “Move Right In” – 2:43 (The Velvet Underground)
10. “Hot Animal Machine 2” – 3:31
11. “No One” – 6:03

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Retomando as postagens do blog após um breve período de recesso em prol de listas, descanso e festas de final de ano, trago aos leitores do Ride Into The Sound uma das maiores obras-primas da carreira de Henry Rollins post-Black Flag, o disco Hot Animal Machine.

Gravado em outubro de 1986 e lançado através do selo independente Texas Hotel Records no ano seguinte, Hot Animal Machine foi o primeiro e único full-lenght solo de Rollins, disco este que junto ao EP Drive by Shooting, lançado no mesmo ano viria a ser o precursor para a Rollins Band ao lado dos músicos Chris Haskett, Bernie Wandel e Mick Green.

Além das fantásticas covers/versões  para “Ghost Rider” do Suicide, “Crazy Lover” de Richard Berry; e “Move Right In” do Velvet Underground, Hot Animal Machine traz as incendiárias “Black And White”, “There’s a Man Outside” e “A Man And a Woman”, além da arte da capa assinada por Mark Mothersbaugh, vocalista da banda Devo.

The Dicks “Kill From The Heart” (1983)

Publicado: 3 de outubro de 2012 em Hardcore, Punk
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1. Anti-Klan (Part One)
2. Rich Daddy
3. No Nazi’s Friend
4. Marilyn Buck
5. Kill From the Heart
6. Little Boys’ Feet
7. Pigs Run Wild
8. Bourgeois Fascist Pig
9. Purple Haze
10. Anti-Klan (Part Two)
11. Right Wing/White Ring
12. Dicks Can’t Swim: I. Cock Jam / II. Razor Blade Dance

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Escrito por Eduardo Verme

Os The Dicks surgiram como uma banda punk/hardcore em Austin, Texas. Correndo sempre paralela à cena mais “mainstream” do punk, eles abriram pra nomes como Black Flag, Big Boys, MDC, DRI, Butthole Surfers, entre outras. Talvez seu momento de maior reconhecimento tenha vindo junto com música “Hate The Police” (que pode ser encontrada no single “The Dicks Hate The Police”, de 1980), que fala sobre o abuso policial e que acabou se tornando um pequeno “clássico B” do punk. A banda também ficou conhecida pelo fato do vocalista, o vegan Gary Floyd, ser um opositor à guerra do Vietnã e homossexual assumido (inclusive se travestindo em alguns shows). Segundo ele, “é mais fácil ser aceito no meio punk como homossexual do que no meio gay. Parece contraditório, mas o punk se apresentou mais tolerante a aceitar um cantor vistoso de moicano colorido e gay, do que o meio gay a aceitar um gay gordo de cabelo estranho e punk”. Floyd costumava chocar o público, contando de maneira grosseiramente particular seus envolvimentos sexuais, jogando fezes (falsas) – alguém ai gritou GG Allin? – e camisinhas cheias de esperma no público.

“Kill From The Heart”, de 1983, o álbum de estréia da banda (isso se não contarmos o split “Live at Raul’s Club”, de 1980, que foi realizado em parceria com o pessoal da The Big Boys) é hoje considerado uma das obras-primas do hardcore/punk. Um álbum sisudo, forte, raivoso e que atira pra todo lado, trazendo temas como a burguesia, o nazismo, o fascismo, a homossexualidade e os conflitos com a polícia, coisa corriqueira na vida dos Dicks. Desde a abertura, com “Anti-Klan”, passando pelas raivosas “No Nazi’s Friend”, “Pigs Run Wild” e “Bourgeois Fascist Pig”, o disco era repleto de revolta. E pra provar que Os Pintos não possuiam preconceitos musicais, eis que no meio da porra-louquice surge “Purple Haze”, cover de Jimi Hendrix, uma versão no mínimo curiosa, mas sempre respeitosa – ainda que respeitar não fosse o forte da banda.

Se alguém está se perguntando sobre como surgiu o nome da banda, The Dicks (“Os Pintos” ou “Os Caralh*s”), Floyd explica: “Parecia bastante desagradável e ofendia um monte de gente. Isso me ajudou a decidir. Eu gostava de ver os machões homofóbicos chegando e dizendo: ‘Eu gosto dos Dicks’.”