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Rumbo Reverso “EP I” (2014)

Publicado: 30 de junho de 2014 em Experimental, Free Jazz, Post-rock
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capa

01.Palinkas
02.Artérias
03.O Outro
04.Elefantes e Ruminates
05.Captain Ahab
06.Efeito Marino
07.Urso73

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Por Al Schenkel

Criado por Cacá Amaral (Firefriend, Naxxtro), Rumbo Reverso é um projeto de música experimental e instrumental que transita livremente entre o free jazz, o post rock  e o psychedelic rock tendo como base os improvisos extraídos através do uso de bateria, guitarra e loops diversos orquestrados por Cacá, resultando em uma trilha sonora hipnótica e flutuante cheia de camadas e texturas, onde o clima harmonioso das estruturas musicais de cada peça é homogeneamente fundido com dissonâncias e ruídos.

Nos shows, Rumbo Reverso se apresenta solo com Cacá Amaral ou com o tecladista Leandro Archela e o baixista Iládio Davanse. Em seu primeiro disco, o EP de sete faixas intitulado “I”, além de Archela, o projeto conta com as participações de Maurício Takara – trompete, bateria e metalofone; Daniel Gralha – trompete; Cuca Ferreira – sax barítono; Paulo Moraes – Sax Alto; Diogo Valentino – baixo e produção musical, Mancha Leonel – Baixo e produção e Fabiane Trindade – Violino.

A cópia física do disco, tanto em CD quanto em vinil pode ser adquirido através do site oficial da banda, aqui.

 

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kiergard

01.Enten-Eller 3:54

Download / Facebook

Por Al Schenkel

Como um feixe de luz esperançoso lançado sob a raquítica e anêmica cena autoral de Criciúma / SC, a Kiergard — adaptação livre sob o nome do filósofo e teólogo dinamarquês, Søren Kierkegaard — pariu em 15 de fevereiro deste ano seu primeiro rebento, o single Enten – Eller — nome também ligado ao autor, em referência à obra homônima e publicada em 1843.

Com a utilização de um sampler de Stalin em referência a um discurso proferido pelo mesmo ao final da 2ª Guerra Mundial mas sem tomar partido político algum, Enten – Eller surge numa soundscape crescente de urgência e melancolia, desfilando vocais em segundo plano, guitarras e baixo com fortes dosagens de delay e reverb e uma bateria sempre certeira e bem estruturada. A sonoridade alude aos gêneros shoegaze, post-punk, post-rock e rock alternativo dos anos 90 e de bandas contemporâneas.

Com produção, gravação, mixagem e masterização da própria banda, a Kierkard traz em sua formação Ticão Canella (guitarra), Beatriz Toledo (guitarra/voz), Mauro Fabian (baixo) e Ramon Macedo (Bateria). A arte da capa traz assinatura de Mauro.

Enten – Eller pode ser baixada gratuitamente ou no esquema “name your price” através do bandcamp oficial da Kiergard. E logo abaixo você poderá conferir uma pequena entrevista feita com Mauro Fabian, membro fundador, baixista e um dos compositores da banda. 

01.Conte-nos um pouco sobre o início da banda. Quais os propósitos, influências e sobre como a ideia de montar a Kiergard surgiu.
Não me recordo muito bem de ‘quais carnavais’ conheço a Beatriz, porém desde que nos conhecemos houve uma grande vontade de criar um projeto juntos, geralmente impossibilitado pelos compromissos com outras bandas naquela época. Há um ano atrás (ou quase um, não sei dizer ao certo), conseguimos um baterista e foram acontecendo alguns ensaios despretensiosos. Entre um cover e outro, conseguíamos tirar algumas jams bem interessantes e foram essas jams que incentivaram a nossa vontade de nos expressar com a nossa própria arte. Aos poucos fomos “abolindo” os covers dos nossos ensaios e focando cada vez mais nas jams, até eliminar completamente os covers do nosso repertório.
Passamos por algumas formações até chegar na atual mas posso afirmar que esta é a formação que é mais madura e consistente naquilo que entendemos como música.
Nossas influências passeiam por caminhos bem diferentes. Vamos do shoegaze, post-rock e rock progressivo ao HC e até mesmo ao doom metal. O mais interessante é que, na minha opinião, todas essas influências agem de uma forma meio simbiótica, aonde tu não consegue definir exatamente o que a Kiergard é mas tu sabe que há um pouco de tudo isso nela.

02.O nome da banda é uma adaptação livre sob o nome de Søren Kierkegaard e o primeiro single é homônimo a um dos livros do mesmo, certo? Qual a ligação da banda e sua sonoridade com a obra do autor?
Não há muito misticismo no nosso nome. Beatriz estava numa aula de filosofia e, justamente, Kierkegaard era a pauta naquele dia. Ela nos abordou depois de um ensaio e apresentou a ideia de nomear a banda como “Kiergard”, não houve objeções.
Compartilhamos de algum ou outro pensamento mas não somos totalmente adeptos à sua filosofia.

03.Como vocês veem a cena autoral de Criciúma e do Brasil e quais bandas nacionais vocês acham que valem serem ouvidas?
Particularmente, acredito que a cena autoral de Criciúma ainda é fraca. Parece haver uma filosofia instalada nos residentes da cidade que não deixa o individuo se dispor a ouvir uma música autoral sem ‘cruzar os braços’, ainda mais se for um som que saia dos padrões do rock clássico ou do HC. Vejo poucas pessoas com pouco conhecimento que envolva a cultura musical em si, pouco se consome daquilo que sai do nicho do roqueiro estereotipado. É triste como algumas pessoas não se permitem descobrir o mundo vasto e rico que há nas mais variadas vertentes musicais.
Nesses dez anos que estou no Brasil passei por algumas cidades e posso dizer que Criciúma tem muito a melhorar, mas para alívio de todos, ou pelo menos meu, as coisas parecem estar melhorando. Vejo que de alguns ano para cá tem havido um certa abertura ou uma leve sede de absorver coisas diferentes. Acredito que em alguns anos a cidade vá se tornar mais rica musicalmente.
Acredito que todas as bandas valem ser ouvidas, independentemente de gêneros.

04.Como tem sido a recepção das pessoas sob o trabalho da banda? Vale a pena manter uma banda independente onde o mercado raramente abre as portas pra novos artistas?
O nosso primeiro show foi no 12 Horas Rock e a recepção do público foi incrível, nenhum de nós esperava por isso. De lá pra cá temos feitos poucos shows, tem bastantes fatores mas acredito que há uma barreira com bandas de rock alternativo. Metade dos shows que participamos foram organizado ou tiveram alguma conexão com o Coletivo Murro.
Financeiramente ter uma banda autoral e independente não tem rendido nada além de bebida. Em compensação, área emocional, vem sendo uma experiência totalmente aditiva. Tem seus altos e baixos mas não consigo me ver vivendo sem isto. A banda e o ambiente musical se tornaram essenciais para minha existência.

05.Quais os planos pro futuro? Há material novo pra ser lançado e vocês podem adiantar alguma novidade ou detalhe?
Estamos na produção/gravação do nosso primeiro EP que será intitulado ‘1/4’. Não temos data prevista para o lançamento, até porque está sendo todo produzido por nós mesmo, o que torna o processo ainda mais demorado. Por enquanto é isso que posso adiantar.

06. Algumas palavras complementares para os leitores do Ride Into The sound e fãs da banda?
Primeiramente agradecer pelo espaço e a todos aqueles que tem acreditado no nosso trabalho. Em segundo lugar, mas não menos importante, gostaria de fazer um apelo para quem estiver lendo esta matéria: se permita, a vida é muito curta para seguir rótulos!
Certa vez me perguntaram se eu era roqueiro… respondi “Não, eu gosto de música.”

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Por Al Schenkel

Formado em 1996 por quatro veteranos da cena noise/math/post-rock de Louisville, Kentucky: Jeff Mueller (June of 44, Rodan), Jason Noble, falecido em agosto de 2012 (Rodan, Rachel’s), Kyle Crabtree (Rachel’s) e Todd Cook (The For Carnation), o Shipping News foi um verdadeiro supergrupo da cena underground norte-americana, deixando-nos um grandioso legado dentro da música alternativa mundial até 2010, data de seu último lançamento.

Com três álbuns de estúdio: Save Everything, de 1997; Very Soon, and in Pleasant Company, de 2001 e Flies the Fields, de 2005; duas compilações: Three-Four, reunindo três EPs e lançada em 2003 e One Less Heartless To Fear, um apanhado de registros ao vivo, de 2010; mais um punhado de singles e um split com a banda Metroschifter, lançado em 1998, o quarteto transbordou genialidade nos anos de vida tanto quanto os contemporâneos Slint, Fugazi, Lungfish, Shellac, Unwound, e assim como as bandas citadas, acabaram fadados a obscuridade dos nichos apesar do culto.

Com um sonoridade complexa que varia entre a melancolia e a agressividade em estruturas musicais pouco óbvias, abaixo você poderá conferir e conhecer uma parte da extraordinária discografia da banda, incluindo os três discos de estúdio e as duas compilações que lançaram durante sua carreira.

Shipping News ‎– One Less Heartless To Fear (2010)

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01.Antebellum 3:07
02.This Is Not An Exit 4:43
03.(Morays Or) Demon 4:19
04.7s 2:57
05.The Delicate 3:30
06.Axons And Dendrites 5:23
07.Half A House 4:35
08.Bad Eve 3:49
09.Do You Remember The Avenues? 3:01

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Shipping News ‎– Flies The Fields (2005)

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01.Axons And Dendrites 5:23
02.Louven 5:49
03.(Morays Or) Demon 4:35
04.It’s Not Too Late 4:24
05.Sheets And Cylinders 5:20
06.The Human Face 5:14
07.Untitled W/ Drums 4:06
08.Paper Lanterns (Zero Return) 8:40

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Shipping News ‎– Three-Four (2003)

4

01.Sickening Bridge Versus Horrible Bed 3:12
02.Haunted On Foot 5:32
03.Paper Lanterns 8:39
04.Haymaker 3:12
05.Dogs 2:16
06.We Start To Drift 8:17
07.Variegated 3:22
08.You Can’t Hide The Mark Inside 2:46
09.Cock-A-Doodle-Doo 9:11
10.Non-Volant 6:03
11….Diamond Lined Star… 4:05
12.Wax Museum 4:35
23.The Architect In Hell 4:14
14.Everglade 3:22

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Shipping News ‎– Very Soon, And In Pleasant Company. (2001)

2

01.The March Song 5:44
02.Actual Blood 5:16
03.Simple Halo 3:59
04.Nine Bodies, Nine States 4:50
05.Quiet Victories 8:33
06.Contents Of A Landfill 8:16
07.How To Draw Horses 7:22

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Shipping News ‎– Save Everything (1997)

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01.Books On Trains 5:25
02.Steerage 10:53
03.The Photoelectric Effect 4:17
04.All By Electricity 4:28
05.At A Venture 3:57
06.A True Lover’s Knot 10:11

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QUINZE DISCOS NACIONAIS

Por Al Schenkel

Do drone e free improviso dos gaúchos da Scafandro e sua estréia auto intitulada ao samba experimental contido no quarto álbum de estúdio dos paulistanos da São Paulo Underground, o Ride Into The Sound joga na roda quinze discos excepcionais que vem mostrando que o país não é apenas um antro de bandinhas genéricas de indie-sambinha-leite-com-pera e cópias aguadas dos Strokes.

Com inserções pelo post-rock, post-punk, math-rock, shoegaze, alt. rock, noise, industrial e afins, este mini-especial reúne artistas de variados estados brasileiros e mostra o atual poder de fogo criativo do underground nacional e a sintonia em termos qualitativos com a produção musical mundial.

Prepare o HD, chame os amigos, estoure umas cervejas e aumente o volume ao máximo que você puder aguentar!

Scafandro “Scafandro” (2013)

scafandro

01.Napalm Sunset 05:06
02.Home Memory 13:51
03.Bikini Island 07:47
04.Airground 15:41
05.Sailing Brick 16:20
06.Braincut 19:57
07.Sunbeast 22:39
08.Worried Glass 11:11
09.Teeth Grinder 13:25

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Seamus “Red” EP (2013)

seamus

01.Red 06:05
02.When I Quit My Lens 03:43
03.Ambush In The Night 04:26
04.Bloodbrother 04:06

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Labirinto & thisquietarmy “Labirinto/thisquietarmy” Split (2013)

lab

01.Labirinto – Tahrir 07:02
02.Labirinto – Diluvium 07:49
03.Labirinto – 11 Palmos 05:55
04.. – . 01:00
05.Thisquietarmy – Eclipse 05:44
06.Thisquietarmy – Paths to Illumination 05:33
07.Thisquietarmy – World Protest 05:37
08.Thisquietarmy – Abandonment 05:59

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Ceticências “Pilow” EP (2013)

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01.Dew 07:16
02.Pillow 06:27
03.Gale 03:38
04.Eyelids 03:47

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Bela Infanta “Apenas Cinco” EP (2013)

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01.Guarde-me Uma Prece Para Amanhã 04:00
02.Bruma 02:43
03.Todas As Tarde De Agosto 03:24
04.Uma Das Três Escadas 03:48
05.Constantina 03:06

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 Gustavo Jobim & Christian Caselli “Stream” (2013)

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01.The Stream (O Rio) 08:02
02.White Flag (Bandeira Branca) 08:49
03.Fire in the Mud (Fogo na Lama) 05:57
04.Farewell (Despedida) 03:19
05.Push Moderately (Empurre com Moderação) 07:55
06.The Light (A Luz) 10:42

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Yeti “Terminal” EP (2013)

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01. 910 – Sweet River/Mercy 2.50
02. 216 – Clay/Pleasures 2.49
03. 713 – Hemetery’s Bomb 4.30

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Bemônio “Opscurum” (2013)

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01.OPSCURUM -9 interlúdios 22:56

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Chinese Cookie Poets “Danza Cava” (2013)

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01.Ojos de ceniza 04:12
02.Lapetus l’uccello 05:06
03.Il semi-affetto degli argonauti 00:50
04.Tiao Yue 05:17
05.Chang’e III 02:50
06.Passo torvo 04:18

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Clube Las Vegas “Clube las Vegas” EP (2013)

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01.A primeira 03:19
02.Sobre a brevidade da vida 02:04
03.A valsa de deus 03:56
04.Envelhecendo lentamente 05:46
05.Oderich 03:24
06.Morris 05:02

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Jesus And The Groupies “Hot Chicks and bad DJs” (2013)

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01.Boogie Medicine 02:36
02.She Steps on the Gas 02:30
03.Hot Chicks and Bad Djs 01:38
04.Judah’s Kiss 02:06
05.Mr. Jealous Man 03:23
06.Dedication and Morphine 01:58
07.Crack House 03:31
08.Nick The Stripper 03:34
09.Jesus Autograph 02:09
10.Wild Thing 02:20
11.Emily 03:15
12.Around You 03:29
13.J.C. Boogie Reprise 02:40

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Barulhista “Café Branco” (2013)

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01.a lufa 04:39
02.Colo-paradeiro 06:12
03.Malevich 07:59
04.Passàrgada 06:16
05.Nonada 06:43

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The Us “Free Fall” EP (2013)

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01.Bad Seeds 03:58
02.I Can´t Scream For Help 04:31
03.Free Fall 02:58
04.Final Song 04:16

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Top Surprise “Klouds” EP (2013)

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01.K-complex 01:13
02.Ready for the Haze 02:35
03.Klein Blues 03:10

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São Paulo Underground “Beija Flors Velho e Sujo” (2013)

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01.Ol’ Dirty Hummingbird 04:34
02.Into The Rising Sun 02:34
03.Arnus Nusar 07:46
04.Over The Rainbow 03:05
05.Evetch 02:31
06.Six-Handed Casio 04:04
07.The Love I Feel For You Is More Real Than Ever 03:15
08.Basilio’s Crazy Wedding song 03:00
09.A Árvore De Cereja É Ausente 03:00
10.Taking Back The Sea Is No Easy Task 04:34

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Por Al Schenkel

Idealizado pelas mãos do guitarrista e vocalista canadense Mike Moya — membro fundador do mítico Godspeed You! Black Emperor e também ex-membro das bandas Set Fires To Flames, Lonesome Hanks e Molasses — o Hrsta surgiu em Montréal no ano de 2000, e além do seu núcleo focado exclusivamente em Moya, o projeto conta também com a participação eventual dos músicos Brooke Crouser (orgão, guitarra, efeitos), do baixista Harris Newman (ex-Sackville) e do baterista Eric Craven (ex-Hangedup). Entre 2009 e 2009 Lisa Gamble e Nick Kuepfer também viriam a fazer parte do line-up da banda.

Com uma discografia curta talvez devida aos numerosos projetos paralelos de Moya, o Hrsta jogou ao mundo até o momento apenas três álbuns de estúdio: L’éclat Du Ciel Était Insoutenable de 2001, lançado pela Alien8 Recordings e Stem Stem in Electro de 2005 e Ghosts Will Come and Kiss Our Eyes de 2007, ambos disponibilizados pela lendária Constellation Records — selo independente que entre seu catálogo possui obras importantes de artistas como Vic Chesnutt, Tindersticks, A Silver Mt. Zion e Do Make Say Think, além dos já citados outros projetos de Moya, logo acima.

Através da Hrsta a singularidade de Mike Moya como músico é exposta através de canções carregadas de uma intensidade aterradora, transbordando lirismo e tristeza entre ambientações e soundscapes oscilantes e guitarras empunhando melodias simples e carregadas de delay, servindo sempre como trilha sonora perfeita para a voz suave e afeminada de Moya. O Hrsta é certamente um dos projetos mais impressionantes do canadense, um retrato íntimo do artista onde por suas mãos o silêncio, o ruído e a melodia completam-se de forma intrínseca e mágica, refletindo uma das muitas facetas deste que pode e deve ser considerado um dos maiores músicos da sua geração.

Ghosts Will Come and Kiss Our Eyes (2007)

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01 Entre la mer et l’eau douce 3:50
02 Beau village 5:01
03 The Orchard 4:34
04 Tomorrow Winter Comes 4:11
05 Haunted Pluckley 2:51
06 Hechicero del bosque 8:41
07 Saturn of Chagrin 5:10
08 Kotori 4:30 09 Holiday 3:09

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Stem Stem in Electro (2005)

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01 …And We Climb 6:29
02 Blood on the Sun 5:34
03 Quelque chose à propos des raquetteurs 3:46
04 Folkways Orange 5:13
05 Swallow’s Tail 7:56
06 Heaven Is Yours 4:23
07 Gently Gently 2:58
08 Une infinité de trous en forme d’hommes 6:41

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L’éclat Du Ciel Était Insoutenable (2001)

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01 L’éclat du ciel était insoutenable 3:56
02 Lime Kiln 4:39
03 Don’t Let the Angels Fall 3:17
04 City of Gold 2:46
05 I Can Transform Myself Into Anyone I Want 1:27
06 Jakominiplatz 1:09
07 21-87 7:33
08 Silver Planes 8:46
09 Blessed Are We Who Seem to Be Losers 3:06
10 Lucy’s Sad 4:20

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01. Silêncio
02. Walking the Valley – Part I
03. Umbra
04. Walking the Valley – Part II

Por Al Schenkel

Editado a partir de gravações da XYZ Live, produtora que trouxe o The Cure ao Brasil em abril deste ano e de gravações do Fernando Augusto Lopes, do site parceiro Floga-se, o registro abaixo disponibilizado no youtube traz o show de abertura quase completo da Herod Layne na Arena Anhembi, ocorrido no dia 6 de abril deste ano, poucos minutos antes de Robert Smith e cia subirem ao mesmo palco e despejarem décadas de sucessos em cerca de três horas de um espetáculo aguardadíssimo.

Ao total foram cinco canções executadas pela banda, sendo que “Penumbra” acabou ficando de fora do registro. Em pouco mais de 20 minutos a Herod Layne, que é formada por Elson Barbosa (baixo), Sacha (guitarra), Lucas Lippaus (guitarra) e Marcio Dutkiewcz (bateria) destilou todo o poder e a intensidade de seu post-rock diante uma platéia de mais de trinta mil pessoas, marcando um momento histórico e emocionante na carreira do quarteto. Destaque para o final catártico do mais puro noise através da canção “Walking the Valley – Part II”.

O relato completo e fiel deste marco para o rock underground brasileiro e especialmente para a Herod Layne pode ser conferido no já citado Floga-se, aqui.

Setlist:

1- Silencio
2- Walking the Valley – Part I
3- Umbra
4- Walking the Valley – Part II

Herod Layne is:

Marcio Dutkiewcz – Drums
Elson Barbosa – Bass
Sacha – Guitars
Lucas Lippaus – Guitars

Staff:

Joaquim Prado – Producer / Sound Engineer
Bernardo Pacheco – Sound Engineer
Matheus Barsotti – Roadie
Marcela Erdebrok – Photographer
Fernando Lopes – Blogger
Daniel Ribeiro – Assistant

The band would like to thank all the XYZ Live crew, specially Marcello Belmudes and Tiago Machado,

All the footage in this video was provided by XYZ Live, as well as additional footage by Fernando Lopes, Sandro Ferreira and Evandro Olivier. The final version was edited by MGW Produções.

http://www.facebook,com\herodlayne
http://www.sinewave.com.br

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01. Planetalium 1
02. Note 1
03. Broken infinity 1
04. Untitled 1
05. Solaris 1
06. Prophecy is from a nightmare 1
07. Nocturnal 1
08. Point at the sky (for Kurt Cobain) 1
09. Piano 1
10. Piano sustained 1
11. Instrumenta muziko 1
12. Prismo 1

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Por Gu Gontijo

Formada no Japão em Maio de 2002 por Eugene Wakamikoto (vocals, guitar), Simone Miyauchi (guitar) e Keisuke Ashikawa (Bateria), a Eksperimentoj, ou “experimento”, traduzido do Esperanto, a língua planejada mais falada do mundo, lançou em 2007 seu até então único registro, o álbum homônimo contendo doze inspiradíssimas canções distribuídas em pouco mais de 73 minutos.

Com lançamento via Hurricane Records e com todas as músicas escritas e cantadas em inglês (com sotaque quase perfeito) por Eugene, as influências de Post-Rock e Progressive Rock dão a banda um “ar” entre Sonic Youth e Blonde Redhead, exalando também traços da sonoridade executada pelo Godspeed You! Black Emperor.

Apesar de Point At The Sky ser uma belíssima homenagem a Kurt Cobain e um dos pontos mais altos do disco, o destaque fica por conta de Note, segunda faixa e parte favorita deste grande e obscuro registro.

cover

Disc One

01. Teen Center – Kinski 6.25
02. Kuonopäivää – Circle 6.20
03. Maybe Ben Hur – Gravitar 6.00
04. Le Fantôme De La Liberté (Edit) – Overhang Party 5.56
05. Excerpt From Live On KFJC – Tarantula Hawk 5.54
06. Sweet Sister, Vol. 4 – Up-Tight 6.01
07. They Time – ST37 5.57
08. The Somnambulist Speaks – Vocokesh 4.19
09. These Clouds Are Solid – Farflung 3.14
10. I Got Yer Head (Chopped Off) – Speaker\Cranker 5.31
11. Small Hours – DMBQ 5.35

Disc Two

01. S.F. Eagle – SubArachnoid Space 4.44
02. Remember The Avalon – Fuzzhead 6.08
03. Someplace Left Out – Numinous 5.49
04. 4’33 – Escapade 4.35
05. Fire Walk With Us – Acid Mothers Temple & The Melting Paraiso U.F.O. 5.29
06. Our Wayward Fuel – Abunai! 4.02
07. Do The Flood – Bardo Pond 6.25
08. Non Servium (Undermind) – Primordial Undermind 5.59
09. Fall River Mills – Transpacific 6.05
10. Grey Baby – Bubble 5.09
11. Raja Gaj – Yeti 8.48

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Coletânea idealizada em 2005 pelo músico Mason Jones e lançada pelo selo independente texano Emperor Jones Records. Somando um total de vinte e duas canções de bandas diferentes, o projeto intitulado Hall of Mirrors apresenta-nos o que de mais ácido havia sendo feito em parâmetros musicais na década passada, incluindo nomes obscuríssimos do psychedelic e space-rock junto a bandas com certo renome dentro do underground do underground mundial da época, estando algumas ainda em atividade.  Imperdível para  fãs de fuzz, reverb, dirtorções, esquisitices e barulhos em geral.

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1. Túnel 03:57
2. Asomado 09:23
3. Rallentado 10:39
4. Tango 04:27
5. Pura Sangre 01:50
6. Princesas del mercado 07:07
7. Respirador 07:48
8. Moctezuma’s Revenge 04:20

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Enquanto preparo a segunda parte dos “Discos Nacionais Lançados em 2012 Para Você Ouvir Antes que o Mundo Acabe” (a primeira parte você pode conferir aqui) e a lista oficial e nacional de melhores do ano, o que provavelmente acontecerá somente se todas estas previsões estiverem erradas e deus resolver aliviar a humanidade de tamanha barbárie mais uma vez, trago-lhes uma grata surpresa da Argentina, de Córdoba pra ser mais exato e que atende pelo interessante nome de Poltergeist Güemes.

Formada em 2009 por Manuel Matheu (bateria), Carlos Carnelli (guitarra, fx) e Andrés Asia (guitarra, fx), a Poltergeist Güemes é um reflexo do bom momento em que vive o rock alternativo sul americano, somando junto a dezenas de bandas espalhadas principalmente pelo Chile, Peru, Argentina e Brasil dentro dos gêneros noise-rock, shoegaze e post-rock. Um bom local para conhecer algumas destas bandas é o blog Latino America Shoegaze, ponto essencial de referência para o quem vem acontecendo dentro destes  novos cenários.

Viaje a lo Inesperado, lançado de forma independente no último 19 de dezembro é o debut da banda e conta com oito canções instrumentais que variam entre o post-rock com influências de Mogwai a Totoise e temas mais barulhentos, fazendo alusão direta ao rock dissonante e ruidoso do Sonic Youth. Enfim, mais uma grande banda para ficarmos atentos nos próximos anos e uma belíssima estréia para você que é chegado em microfonias, experimentações e barulhos em geral.