Arquivo da categoria ‘Trip hop’

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01.”Angel” – 6:18
02.”Risingson” – 4:58
03.”Teardrop” – 5:29
04.”Inertia Creeps” – 5:56
05.”Exchange” – 4:11
06.”Dissolved Girl” – 6:07
07.”Man Next Door” – 5:55
08.”Black Milk” – 6:20
09.”Mezzanine” – 5:54
10.”Group Four” – 8:13
11.”(Exchange)” – 4:08

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Por Al Schenkel

Lançado em 20 de abril de 1998 através da Virgin Records, Mezzanine foi o terceiro álbum de estúdio da banda de trip-hop inglesa Massive Attack, quarteto este formado inicialmente por 3D, Daddy G, Mushroon e Tricky, em Bristol, no ano de 1987.

Apesar do gênero ter sido nomeado apenas em 1995 pela revista Mixmag para definir o álbum Maxinquaye — disco de estréia de Tricky — o trip-hop já vinha sendo moldado no meio dos anos 80 pelo The Wild Bunch, banda que viria a originar o Massive Attack após encerrar suas atividades.

Em Mezzanine, a presença de guitarras é mais constante que nos antecessores “Blue Lines“, de 1991 e “Protection“, de 1994, estreitando as pontes entre o downtempo, o hip-hop, o soul, o dub e todos os elementos característicos do gênero ao rock, ampliando ainda mais a proposta experimental e dando novos horizontes à sonoridade da banda.

Com utilizações de samples que vão de Isaac Hayes ao Led Zeppelin, Mezzanine foi o ápice do sucesso comercial para a banda, brindando-nos com seu maior hit, a faixa “Teardrop”, com vocais angelicais de Elizabeth Fraser, dos Cocteau Twins.

Lar de 11 canções sublimes, dentre elas “Angel“, “Risingson“, a já citada “Teardrop“, “Inertia Creeps” e “Dissolved Girl“, a obra como um todo exala uma lascividade descomunal através de suas batidas desaceleradas e loops hipnóticos, propondo um catarse de sensibilidades como poucos trabalhos já foram capazes de entregarem aos ouvidos humanos. Uma masterpiece em todos os seus aspectos!

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01. Хрупко двух 4:37
02. La Cheval de Ma Vie 4:52
03. Слабый тигр 5:12
04. Снег мед 4:33
05. Белый черт ландыш 3:53
06. Лоскуток 4:18
07. Береговая осень 2:49
08. Какавелла 1:41
09. Стены и туманы 5:24
10. Тяга 5:48

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Por Carlos André

Стук бамбука в XI часов (na língua mãe de quem vos escreve, “uma batida no bambu às 11 horas”, ou algo que valha) se trata de um dos mais estranhos projetos não só musicais, mas artísticos como um todo, que passou por mim. Tal projeto teve início no final dos anos 80 por Konstantin Bagayev, Vasiliy Agafonov and Dmitriy Noskov, tendo adição de Tatiana Yerokhina poucos meses depois, antecipando muito de uma sonoridade que, mais tarde, seria chamada de Trip Hop. Valendo-se de sintetizadores soviéticos, sons pré-gravados em fita, dentre outros recursos rústicos até para a época, o quarteto gravou um álbum contendo 8 faixas (a versão original possuía 9, onde uma delas foi perdida na versão em CD lançada em 2000, porém, a versão “virtual” deste álbum possui duas faixas bônus, bem como alguns remixes) em 1991, criando um mundo sônico único, caracterizado não só por atmosferas densas sob opressão quase kafkiana, mas também por melodias envolventes e delirantes, o que torna este trabalho de fácil audição mesmo se valendo de uma concepção tão pouco ortodoxa. Porém, as dificuldades em conciliar o projeto musical e a vida pessoal de cada membro tornou a sua continuação impossível, tendo então o Стук бамбука в XI часов se dissolvido logo antes do lançamento deste trabalho. Mesmo com um fim tão melancólico quanto algumas das melodias que o permeiam, ficou o registro mais do que original e vanguardista, um prato transbordante para quem tem apreço por gente como Fever Ray, Massive Attack, Brian Eno, Portishead, Throbbing Gistle, bem como Trip Hop, Ambient, Industrial e os recantos mais obscuros da música eletrônica.