Arquivo da categoria ‘Various Artists’

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01.Orange Trickster – “The Girl”
02.The Trial – “Lovers”
03.Jesus & The Groupies – “Crack House”
04.The Prom Queen – “Jesus, etc”
05.Lux & Fear – “Modern Distress”
06.Phantom Powers – “Mother Nature’s Call”
07.Mary O and The Pink Flamingos – “Terror no Dona Neca”
08.Pools Of Happiness – “Holloway District”
09.Nelo Johann – “Elope”
10.Duo Deno – “Você Tá Bem?”
11.Starfire Connective Sound – “Self-Induced Heaven”
12.Human Trash – “Down In Your Mouth”

Download / Solomon Death / Damn Laser Vampires

Por Al Schenkel

Seja a frente da Damn Laser Vampires — banda gaúcha que infelizmente encerrou as atividades em dezembro de 2012 — ou nas rédeas de sua empreitada solo que vem ganhando vida desde 2011, o Solomon Death, Ron Selistre segue firme em sua jornada artística proporcionado-nos alguns dos trabalhos mais brilhantes destes últimos anos, sempre maravilhando-nos com sua elegantíssima voz típica de um crooner em uma fusão de dramaticidade e expressividade atônitas.

Com dois discos junto a DLV,  o álbum de estreia lançado em 2008 nos EUA e elogiado em diversos países, “Gotham Beggars Syndicate”, e “Three-Gun Mojo”, gravado no Caffeine SoundStudio e lançado em 2010, ao lado de Francis kafka e Michel Munhoz, a Damn Laser Vampires, trio surgido em Porto Alegre no ano de 2005 e que já foi rotulado de pós-punk, neo-punkabilly, psychobilly minimal, gothpunk, artpunk, garage polka, punk-polka, apesar da curtíssima discografia deixou-nos um dos maiores legados já produzidos em terras nacionais munidos de apresentações incendiárias nos quatro cantos do país.

E para a nona edição da Mixtapes & Noisemates, Ron nos presenteia com doze canções em variados gêneros e mais textos informativos sobre suas escolhas, mostrando-nos o que vem rolando em seu player e agraciando-nos com uma amostra interessantíssima de seu gosto pessoal, focado principalmente em artistas contemporâneos e surgidos também em solo nacional. A arte fica mais uma vez com o grande Neri Rosa.

Abra uma cerveja, leia o texto, aumente o volume e passe adiante!

Ouça Hauntend, do Solomon Death.

Por Ron Selistre

Antes de aceitar o convite eu disse, “Mas Al, eu não ando ouvindo muita coisa nova. Uma lista de doze músicas novas pode ser um pouco difícil.” Aí ele respondeu “Pode ser também alguma coisa mais antiga que você tenha conhecido recentemente”, e pensei “Ah, melhorou.” Porque faz tempo que noventa por cento do que eu ouço tem mais idade que eu.
E já estava preparado pra mandar um desfile de cadáveres envolvendo quintetos de choro e monges asiáticos de nomes impronunciáveis quando percebi que, felizmente, não seria preciso recorrer ao meu querido antiquário. Havia uma outra turma muito boa frequentando o playlist – todos contemporâneos, todos na ativa, uns mais, outros menos – e seria ótimo poder falar deles.

Não percam tempo com a minha tagarelice aí abaixo: pulem direto pra música, e não precisam me agradecer. Quero apenas sugerir que, caso gostem de algum nome em particular, usem os links pra mostrar aos seus amigos e, se possível, gastem dois minutos pra cumprimentar essas pessoas por trazerem música boa até nós. Como muitos de vcs sabem, a nossa época não é muito generosa com seus artistas independentes, por isso um simples “gostei do seu som” é valioso e sempre bem vindo – e é de graça.

Os nomes estão aqui sem nenhuma ordem de importância e merecem igual atenção.

Orange Trickster – “The Girl”
Esse projeto eletrônico do Alvaro Neto nos dá pistas nítidas sobre em que altura da história da cultura pop nós estamos: um período tão dormente que uma canção redonda como esta passa batida pela atenção das multidões. “The Girl” tem tudo e mais um pouco que um clássico precisa, incluindo um refrão perfeito em três simples acordes (escrito quando o autor tinha 15 anos!), um vocal feminino doce e sem afetação, e uma atmosfera luminosa. Futurismo nostálgico da melhor categoria.

The Trial – “Lovers”
O Trial, quarteto de Lajeado – RS, se comporta exatamente como a música que produz; não comete excessos, não se autoproclama coisa alguma. O som fala por si. Sua performance ao vivo (impressionante pela precisão, incluindo uma interpretação ofuscante de “Know Who You Are at Every Age” do Cocteau Twins!) e as canções que eles registram em estúdio tem a mesma honestidade de quem sabe tranquilamente quem é, onde está e o que faz. A presença forte do vocal chama atenção na hora, mas não parece se preocupar em ser um elemento de frente, porque tudo está no seu lugar de modo a não deixar espaço pra nenhum destaque.

Jesus & The Groupies – “Crack House”
Espaço suficiente é uma coisa que não existe quando se trata de dar a ficha de Marco Butcher e Luis Tissot; bastaria dizer que esses dois cavalheiros tem atrás de si uma das mais invejáveis estradas pelos subterrâneos do rock n’ roll. Incluindo (muitas) turnês internacionais bizarras, parcerias intermináveis – que vão do ex-Bad Seeds Hugo Race e Dan Kroha (The Gories) a Lydia Lunch e Rob Kennedy – , além de exibirem no currículo o Thee Butcher’s Orchestra e o Human Trash (só pra citar dois luminares) e por aí vai. E, me permitam uma nota de orgulho pessoal, a dupla produziu em 2010 o disco “Three-Gun Mojo”, dos Damn Laser Vampires. O J&TG é uma de suas muitas colaborações, e a irresistível “Crack House” se destaca no álbum “Hot Chicks and Bad DJs”, lançado este ano.

The Prom Queen – “Jesus, etc”
Mariana Prates, ex-baixista da Superphones e mais tarde da Christianz & The Phasers (missão da maior responsa, assumir justamente as quatro cordas numa excelente banda blacksoulfunky), traz à luz sua outra face no The Prom Queen: uma cantora classudíssima, atuando sobre arranjos perfeitamente criados pra voz dela. No ainda modesto MySpace da banda, o destaque é a versão muito pessoal deste clássico do Wilco, produzida (magistralmente) pelo João Augusto Lopes para a coletânea “Yankee Hotel Foxtrot Tribute – a Box Full of Versions”, lançada no ano passado.

Lux & Fear – “Modern Distress”
Rodrigo Luz é vocalista de algumas – honestamente não sei quantas – bandas de hardcore atuantes em Porto Alegre, entre elas a performática Viruskorrosivus, e também mantém diversos projetos solo (até isto ser publicado ele provavelmente já terá criado mais uma meia dúzia). O Lux & Fear, mais afeito à darkwave e ao synthpop, é o meu favorito deles, e “Modern Distress” é uma das razões.

Phantom Powers – “Mother Nature’s Call”
Os veteranos Tio Vico (ex-Hangover Boys; confira também a carreira solo do homem) e Ray Z (outro nome cujo currículo precisaria de uma matéria à parte) entendem de timbres e riffs como ninguém. O Phantom Powers é sua homenagem incendiária a tudo que o garage surf e o psychobilly representam de mais divertido. Claras referências a The Monsters e Meteors.

Mary O and The Pink Flamingos – “Terror no Dona Neca”
Um dos mais divertidos grupos de garage surf em atividade. Dignos seguidores da escola Link Wray e Dick Dale (que inspira tantos nomes importantes do estilo, como Reverba Trio e The Dead Rocks, por exemplo). Vai dar uma festa? Sério: leve isto aqui.

Pools Of Happiness – “Holloway District”
Tem essa história sobre o tal do “revival”: De tempos em tempos as pessoas gostam de falar que há um revival disso ou daquilo, ou que vem aí uma “nova safra” desse ou daquele revival. Com a indústria cultural reduzida ao status de refém de números e de tendências que estragam depois de dez minutos no sol, isso é uma ilusão primária. O que até pouco tempo era identificado apenas como “revival” é hoje um elemento catalisador presente em quase tudo que a vista alcança. Longe de ser novidade, esse é um fenômeno cíclico (há uns 25 anos o melhor nome que se tinha pra ele ainda era “pós-modernismo”). Por isso seria besteira dizer que o Pools Of Happiness é parte de um revival. A música deles sintoniza inegavelmente com o espírito oitentista, mas de um modo tão natural que faz pensar se existe mesmo isso de “som dos oitenta” – ou se aquela década não teria sido na verdade um revival do futuro.

Nelo Johann – “Elope”
A bagagem desse sujeito (nascido no dia 3 do mês 3 de 83) inclui, além de nada menos que vinte e cinco álbuns (totalmente autorais, produzidos sob o cânone do que ele define como LO-FIghter – tudo pra baixar lá em nelo.4shared.com ), a trilha sonora integral de um longa premiado (“Os Famosos e os Duendes da Morte”, melhor filme no Festival do Rio 2009), a abertura de um show da Cat Power, e uma linda versão banquinho & guitarra de The Number Of The Beast que, segundo consta, rendeu ameaças vindas dos headbangers mais puristas (e naturalmente mais babacas). Um dos artistas mais produtivos e de estilo mais forte que eu conheço.

Duo Deno – “Você Tá Bem?”
Parceria do mestre compositor, pesquisador, multi-instrumentista, biblioteca ambulante e por aí vai (e vai longe) Arthur de Faria com o escritor Daniel Galera. O clima “crooner de cabaré” é um dos ambientes favoritos do cara, e aqui ele deita e rola. A “normalidade” descrita de modo nem um pouco normal, sarcástico ao extremo e definitivamente destemido.

Starfire Connective Sound – “Self-Induced Heaven”
Não tenho receio de parecer estar favorecendo o dono da página aqui (pra quem não sabe, Mr. Al Schenkel é o “man behind the mask” do SCS). Qualquer resquício dessa impressão desaparecerá nos primeiros instantes de “Self-Induced Heaven”. Densa e flutuante, misteriosamente ameaçadora. Quase uma “antimúsica”, que se aproxima como uma nuvem crescente. Pra vc que assim como eu acredita que o shoegaze não precisa ser aquela reedição entediante das mesmas ideias, e que uma obra de arte é a única coisa capaz de dissolver a linha que separa a tristeza da beleza sublime.

Human Trash – “Down In Your Mouth”
Uma das muitas ramificações do que alguns – eu entre eles – gostam de chamar de “o som do Caffeine” (o timbre característico produzido no Caffeine Soundstudio, quartel-general do selo paulistano Mamma Vendetta), o Human Trash, que acaba de lançar o segundo álbum, é uma dessas bandas com o incrível poder de carimbar no disco a intensidade do palco. Isso principalmente pela quilometragem do trio; seus membros também respondem pelo Dealers, o Biggs, o Famous Go Go Boy From Alabama, a Bloody Mary Una Chica Band (da guitarrista Sister Mari Trash – oficialmente a primeira one-girl band brasileira, ou seja, a primeira garota a se apresentar sozinha no formato guitarra/bateria/microfone consagrado pelas conhecidas monobandas, até então terreno exclusivo dos bigodudos). O HT é uma usina que transforma lixo em energia, operando em volume máximo.

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1. A Place To Bury Strangers – I’ve Lived My Life To Stand In The Shadow of Your Heart
2. Darker My Love – Talking Words
3. The Vandelles – Bad Volcano
4. Savages – Shut Up
5. Wax Idols – When It Happens
6. You Say Party! We Say Die! – XXXX/Loyalty
7. White Denim – Shake Shake Shake
8. Red Fang – Prehistoric Dog
9. Yamantaka//Sonic Titan – Hoshi Neko
10. FireFriend – Lost Drive-In
11. Madrid – Sad Song
12. The Sorry Shop – Awaken Dream

Download

Por Al Schenkel

Chegando na sua oitava edição, a coluna Mixtapes & Noisemates tem a honra de trazer a participação especialíssima da gaúcha Alessandra Lehmen, advogada, doutora em direito, DJ amadora e acima de tudo, vocalista e frontwoman de uma das bandas mais bacanas que este país já colocou os ouvidos, a Lautmusik.

Com dois maravilhosos EPs na bagagem: “Black Clouds with Silver Linings” (2007) e “A Week of Mondays” (2008), um full-lenght: Lost In The Tropics (2012) e com previsão de disco novo para o final do ano, o quinteto que também conta com Cassio Forti, Murilo Biff, Guilherme Nunes e Rodrigo Prati vem se mantendo como uma das bandas mais promissoras do underground nacional, tendo em seu currículo a abertura de shows para peixes grandes como A Place To Bury Strangers, The Cure e The Radio Dept.

Com o intuito de estreitar a ligação artista/fã e a com a arte da mixtape mais uma vez assinada por Neri Rosa, nesta nova edição você poderá conferir texto e uma pequena amostra do que anda rolando no universo particular musical de Alessandra, demonstrado através de doze canções que variam entre artistas nacionais e internacionais, e consequentemente se aproximar e descobrir um pouco das preferências pessoais desta que é sem qualquer sobra de dúvidas uma das maiores letristas e vocalistas do atual cenário de rock independente brasileiro.

Por Alessandra Lehmen

Quando fui convidada a participar desta edição de Mixtapes & Noisemates fiquei imediatamente entusiasmada, mas um segundo depois me dei conta da dificuldade que viria pela frente. Isso porque o Al me pediu pra listar 12 bandas que, novas ou não, eu tenha conhecido recentemente. Apesar de pesquisar música com razoável afinco (cacoete acadêmico?), ando em uma daquelas fases em que pouca coisa me faz brilhar o olho e soltar aquele indefectível “bah!” endereçado às coisas que me emocionam.

Depois de muito matutar, consegui reunir um grupo mais ou menos representativo das coisas que tenho ouvido ultimamente. Começo com o A Place to Bury Strangers, uma banda que não é nova pra mim (prova disso é o fato de que minha banda, a Lautmusik, até já abriu pra eles, pra meu máximo deleite), mas são uma banda contemporânea absolutamente genial que mereceria muito mais fãs. Em seguida vêm Darker My Love e The Vandelles, que me foram apresentadas pelo Murilo, nosso guitarrista, e frequentam minha playlist com regularidade. Depois, a trinca neo-pós-punk com vocais femininos Savages, Wax Idols e You Say Party! We say Die! (esta última já acabou, em circunstâncias trágicas). Também gosto de bandas cruas e pesadas, o que justifica a presença do Red Fang e do White Denim na lista – embora a última tenha às vezes uma levada meio progressiva. Yamantaka//Sonic Titan é uma banda noh-wave canadense que em alguns momentos lembra um Cocteau Twins cantado em japonês. Pra encerrar, três bandas nacionais que lançaram discos excelentes recentemente e que eu tenho ouvido bastante: FireFriend, Madrid (ótimo produto da improvável reunião de Adriano Cintra, ex-CSS, e de Marina Vello, ex-Bonde do Rolê) e, finalmente, a conterrânea The Sorry Shop. É isso. Tomara que a lista renda alguns momentos de inspiração, diversão, estranhamento ou o que quer que a música signifique pro ouvinte – pra mim é de tudo um pouco.

Rowland S. Howard – Pop Crimes (2009)

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01.(I Know) A Girl Called Jonny 3:51
02.Shut Me Down 4:21
03.Life’s What You Make It 6:43
04.Pop Crimes 7:23
05.Nothin’ 3:51
06.Wayward Man 3:43
07.Avé Maria 4:00
08.The Golden Age Of Bloodshed 4:31

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The Fall – The Unutterable (2000)

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01.Cyber Insekt 3:19
02.Two Librans 3:57
03.W.B 3:30
04.Sons of Temperance 3:47
05.Dr Bucks’ Letter 5:19
06.Hot Runes 2:18
07.Way Round 3:21
08.Octo Realm/Ketamine Sun 5:36
09.Serum 4:56
10.Unutterable 1:05
11.Pumpkin Soup and Mashed Potatoes 2:54
12.Hands Up Billy 2:47
13.Midwatch 1953 5:32
14.Devolute 4:36
15.Das Katerer 2:42

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Lightning Bolt – Ride the Skies (2001)

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01.Forcefield 4:01
02.Saint Jacques 4:13
03.13 Monsters 2:48
04.Ride The Sky 4:27
05.The Faire Folk 6:16
06.Into The Mist 2 3:21
07.Wee Ones Parade 5:18
08.Rotator 5:08

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Om – Conference of Birds (2006)

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01.At Giza 15:55
02.Flight Of The Eagle 17:27

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Greymachine – Disconnected (2009)

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01.Wolf At The Door 8:08
02.Vultures Descend 9:38
03.When Attention Just Isn’t Enough 6:42
04.Wasted 8:44
05.We Are All Fucking Liars 8:35
06.Just Breathing 5:09
07.Sweatshop 6:56
08.Easy Pickings 8:35

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Bourbon Princess – Dark of Days (2007)

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01.Still Asleep 4:49
02.The Waiting Noon 4:19
03.Blue Kitchen 4:26
04.The Hat 5:20
05.Dark of Days 5:24
06.Cliché 5:28
07.Supergirls Complaint 5:07
08.In Between Songs 5:18
09.Master Manipulator 4:04
10.Minor Key 3:24
11.So Much Time 4:30

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Kinski – Airs Above Your Station (2003)

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01.Steve’s Basement 9:54
02.Semaphore 6:06
03.Rhode Island Freakout 3:56
04.Schedule For Using Pillows & Beanbags 11:36
05.I Think I Blew It 7:59
06.Your Lights Are (Out Or) Burning Badly 8:43
07.Waves Of Second Guessing 8:22
08.I Think I Blew It (Again) 2:57

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Einstürzende Neubauten – Silence Is Sexy (2000)

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01.Sabrina 4:39
02.Silence Is sexy 7:00
03.In circles 2:30
04.Newtons Gravitätlichkeit 2:01
05.Zampano 5:40
06.Heaven Is of Honey 3:54
07.Beauty 1:59
08.Die Befindlichkeit des Landes 5:43
09.Sonnenbarke 7:49
10.Musentango 2:13
11.Alles (Ein Stück im alten Stil)4:43
12.Redukt 10:17
13.Dingsaller 5:46
14.Total Eclipse of the Sun 3:52

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Pia Fraus – In Solarium (2002)

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01.400 & 57 03:56
02.Right Hand Traffic 02:55
03.How Fast Can You Love 03:14
04.Outskirts of Me 03:49
05.No Need For Sanity 05:15
06.Octobergirl 03:55
07.The End Of Time And Space Like We Used To Know It Is After You Have Finished Your Tea Approximately At 5:07 pm 03:16
08.Bibabo 02:11
09.On You 04:09
10.Zodalovers 03:51

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Morphine – The Night (2000)

Morphine

01.The Night 4:48
02.So Many Ways 4:01
03.Souvenir 4:40
04.Top Floor, Bottom Buzzer 5:43
05.Like A Mirror 5:26
06.A Good Woman Is Hard To Find 4:14
07.Rope On Fire 5:36
08.I’m Yours, You’re Mine 3:46
09.The Way We Met2:59
10.Slow Numbers 3:58
11.Take Me With You 4:53

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Yo La Tengo – And Then Nothing Turned Itself Inside-Out (2000)

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01.Everyday 6:31
02.Our Way to Fall 4:18
03.Saturday 4:18
04.Let’s Save Tony Orlando’s House 4:59
05.Last Days of Disco 6:28
06.The Crying of Lot G 4:44
07.You Can Have It All” (Harry Wayne Casey and Richard Finch) 4:36
08.Tears Are in Your Eyes 4:35
09.Cherry Chapstick 6:11
10.From Black to Blue 4:47
11.Madeline 3:36
12.Tired Hippo 4:45
13.Night Falls on Hoboken 17:42

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Shellac – 1000 Hurts (2000)

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01.Prayer to God 2:50
02.Squirrel Song 2:38
03.Mama Gina 5:43
04.QRJ 2:52
05.Ghosts 3:36
06.Song Against Itself 4:13
07.Canaveral 2:38
08.New Number Order 1:39
09.Shoe Song 5:17
10.Watch Song 5:25

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Bardo Pond – Dilate (2001)

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01.Two Planes 7:26
02.Sunrise 5:26
03.Inside 11:43
04.Aphasia 6:02
05.Favorite Uncle 5:58
06.Swig 4:22
07.Despite the Roar 7:07
08.LB 8:31
09.Hum 3:43
10.Ganges 11:23

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Nina Nastasia – Dogs (2000)

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01.Dear Rose 1:32
02.Oblivion 2:15
03.Judy’s In The Sandbox 3:15
04.Underground 3:14
05.A Dog’s Life 2:45
06.A Love Song 3:01
07.Stormy Weather 2:59
08.Smiley 2:56
09.Roadkill 1:55
10.Nobody Knew Her 4:25
11.Too Much In Between 2:33
12.Jimmy’s Rose Tattoo 3:30
13.The Long Walk 3:01
14.All Your Life 3:45
15.4 Yrs 2:48

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Snowman – The Horse, the Rat and the Swan (2008)

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01.Our Mother (She Remembers) 2:58
02.We Are The Plague 3:27
03.The Gods Of The Upper House 4:04
04.The Blood Of The Swan 3:43
05.Daniel Was A Timebomb 2:37
06.A Re-Birth 3:25
07.She Is Turning Into You 5:36
08.The Horse (Parts 1 and 2) 6:00
09.Diamond Wounds 6:16

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V/A – No New York (1978)

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01. Contrortions – Dish It Out 3.17
02. Contrortions – Flip Your Face 3.13
03. Contrortions – Jaded 3.49
04. Contrortions – I Can’t Stand Myself 4.52
05. Teenage Jesus And The Jerks – Burning Rubber 1.45
06. Teenage Jesus And The Jerks – The Closet 3.53
07. Teenage Jesus And The Jerks – Red Alert 0.34
08. Teenage Jesus And The Jerks – I Woke Up Dreaming 3.10
09. Mars – Helen Fordsdale 2.30
10. Mars – Hairwaves 3.43
11. Mars – Tunnel 2.41
12. Mars – Puerto Rican Ghost 1.08
13.D.N.A – Egomaniac’s Kiss 2.11
14. D.N.A. – Lionel 2.07
15. D.N.A – Not Moving 2.40
16. D.N.A. – Size 2.13

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V/A – The Industrial Records Story 1976-1981 (1984)

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01. Throbbing Gristle – We Hate You (Little Girls) 2.04
02. Monte Cazazza – To Mom On Mother’s Day 3.45
03. The Leather Nun – Slow Death 4.20
04. Thomas Leer & Robert Rental – Day Breaks, Night Heals 3.53
05. SPK – Mekano 2.10
06. Cabaret Voltaire – Sunday Night In Biot 3.08
07. Elisabeth Welch – Stormy Weather 3.48
08. Clock DVA – Silent 2.17
09. Dorothy – I Confess 2.05
10. Throbbing Gristle – Distant Dreams (Part Two) 5.08
11. William S. Burroughs – Nothing Here Now… 4.07

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V/A – Doing It For The Kids: A Creation Compilation (1988)

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01. The Jasmine Minks – Cut Me Deep 3:28
02. Felt – Ballad Of The Band 2:53
03. The House Of Love – Christine 3:26
04. The Weather Prophets – Well Done Sonny 3:47
05. Primal Scream – All Fall Down 2:13
06. Biff Bang Pow! – She Paints 5:22
07. The Jazz Butcher – Lot 49 3:36
08. Heidi Berry – North Shore Train 7:10
09. Nikki Sudden – Death Is Hanging Over Me 4:11
10. My Bloody Valentine – Cigarette In My Bed 3:28
11. Pacific – Jetstream 5:00
12. The Times – Godevil 4:40
13. Momus – A Complete History Of Sexual Jealousy (Parts 17-24) 5:31
14. Emily – Reflect On Rye 2:12
15. Razorcuts – Brighter Now 2:39

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VA – Movement: BBC Radio 1 Peel Sessions 1977-1979 (2011)

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Disc One

01.The Jam – In The City 2:12
02.Buzzcocks – What Do I Get? 2:49
03.Generation X – Youth Youth Youth 3:48
04.The Stranglers – No More Heroes 3:11
05.The Adverts– Gary Gilmour’s Eyes 2:15
06.The Slits – Love And Romance 2:24
07.XTC – Science Friction 3:20
08.Dr. Feelgood – She’s A Wind Up 1:56
09.Tom Robinson Band – Don’t Take No For An Answer 4:00
10.Ian Dury & The Blockheads – Sex, Drugs & Rock ‘N’ Roll 4:05
11.Adam & The Ants – Deutscher Girls 2:36
12.Siouxsie & The Banshees – Hong Kong Garden 2:40
13.The Only Ones – Another Girl Another Planet 2:56
14.The Undertones – Get Over You 2:55
15.The Rezillos – Top Of The Pops 3:06
16.The Flys – Love And A Molotov Cocktail 2:41
17.The Members – Sound Of The Suburbs 3:46
18.Stiff Little Fingers – Alternate Ulster 2:51
19.Skids – The Saints Are Coming 3:14
20.The Angelic Upstarts – We Are The People 3:57
21.The Ruts – S.U.S. 3:15
22.999 – Homocide 4:08
23.John Cooper-Clarke – Reader’s Wives 2:08

Disc Two

01.Penetration – Movement 3:05
02.Monochrome Set – Goodbye Joe/Strange Boutique 5:06
03.Wire – The Other Window (Original Version) 2:19
04.Magazine – Light Pours Out Of Me 4:17
05.Joy Division – Transmission 3:54
06.Killing Joke – Wardance 3:44
07.The Human League – Being Boiled 4:21
08.Orchestral Manoeuvres In The Dark – Messages 4:07
09.The Psychedelic Furs – Sister Europe 5:08
10.Simple Minds – Premonition 5:32
11.Public Image Limited – Poptones 4:31
12.Steel Pulse – Jah Pickney (Rock Against Racism) 3:40
13.Aswad – It’s Not Our Wish 3:43
14.UB40 – Food For Thought 4:47
15.The Special A.K.A – Gangsters 3:00
16.Madness – The Prince 2:33
17.The Selecter – Street Feeling 3:16
18.The Beat – Ranking Full Stop 3:03

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V/A – Let Them Eat Jellybeans! (1981)

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01.Flipper – Ha Ha Ha 2:13
02.D.O.A. – The Prisoner 2:34
03.Black Flag – Police Story 1:32
04.Bad Brains – Pay To Cum 1:30
05.Dead Kennedys – Nazi Punks Fuck Off 1:00
06.Circle Jerks – Paid Vacation 1:28
07.Really Red – Prostitution 1:20
08.Feederz – Jesus Entering From the Rear 2:46
09.The Subhumans – Slave to My Dick 2:37
10.Geza X – Isotope Soap 2:21
11.B-People – That’s My Song 2.15
12.Wounds – An Object 2.44
13.Offs – Everyone’s a Bigot 3:34
14.Half Japanese – Fun Again 1.45
15.Christian Lunch – Joke’s on You 3.29
16.Voice Farm – Sleep 2.47

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V/A – Jabberjaw…Pure Sweet Hell (1996)

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01.Fitz Of Depression – Burn It Down 2:11
02.The Hi-Fives – Skybolt X-66 1:24
03.Brainiac – Go! 3:23
04.Mary Lou Lord – Birthday Boy 2:42
05.Everclear – How Soon Is Now 3:12
06.Man Or Astroman? – Earth Station Radio 3:16
07.Jawbreaker – Sister 4:16
08.Steel Pole Bathtub – The Charm 3:27
09.Clikitat Ikatowi – Librarian 1:56
10.Redd Kross – Star Lust 2:44
11.The Bomboras – Fiberglass Jungle 2:20
12.godheadSilo – Heaven Isn’t Hollywood 3:45
13.Low – I Started A Joke 4:29
14.Laughing Hyenas – Shine 3:58
15.The Coctails – Gripper Bite 5:57

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V/A – Hall Of Mirrors (2005)

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Disc One

01. Kinski – Teen Center  6.25
02. Circle – Kuonopäivää  6.20
03. Gravitar – Maybe Ben Hur 6.00
04.  Overhang Party – Le Fantôme De La Liberté (Edit) 5.56
05.  Tarantula Hawk – Excerpt From Live On KFJC 5.54
06.  Up-Tight – Sweet Sister, Vol. 4 6.01
07. ST37 – They Time 5.57
08. Vocokesh – The Somnambulist Speaks 4.19
09. Farflung – These Clouds Are Solid 3.14
10. Speaker\Cranker – I Got Yer Head (Chopped Off) 5.31
11. DMBQ – Small Hours 5.35

Disc Two

01. SubArachnoid Space – S.F. Eagle 4.44
02. Fuzzhead – Remember The Avalon 6.08
03.  Numinous – Someplace Left Out 5.49
04.  Escapade – 4’33 4.35
05.  Acid Mothers Temple & The Melting Paraiso U.F.O – Fire Walk With Us 5.29
06.  Abunai! – Our Wayward Fuel  4.02
07. Bardo Pond -Do The Flood  6.25
08. Primordial Undermind – Non Servium (Undermind) 5.59
09. Transpacific – Fall River Mills  6.05
10.  Bubble  – Grey Baby 5.09
11.  Yeti  – Raja Gaj 8.48

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Old Moon Whale (1996)

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01.Old Magic Pallas – Stargazer
02.Old Magic Pallas – Still With You
03.Old Magic Pallas – Raindrops
04.Pld Magic Pallas – Twiggy
05.Old magic Pallas – Not So Sure
06.Old Magic Pallas – Jane
07.Speed whale – When I Look at You
08.Speed Whale – Faster
09.Speed Whale – Chungabunga
10.Speed Whale – Tonic Song
11.Speed Whale – Heres Comes The Blizzard
12.Speed Whale – Iowa
13.Moonrise – Come & Take
14.Moonrise – Wine
15.Moonrise – Barbaric Yawp
16.Moonrise – Nights Never Ends
17.Moonrise – Civil Contempt
18.Moonrise – Love

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V/A – Bands That Could Be God: The Conflict Compilation  (1984)

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01.Busted Statues – Blue Cheer 3.24
02.Moving Targets – Changing Your Mind 2.42
03.Deep Wound – Time to Stand 1.43
04.Sorry – My Word 1.26
05.Outpatients – Light Blue 1.50
06.Moving Targets – Waiting for the End 1.41
07.Outpatients – Fight 2.11
08.Beanbag – Harrassment 2.11
09.Christmas – 100 Million Flowers 3.43
10.Christmas – My Little Book of Lies 2.05
11.Salem 66 – Sleep on Flowers 4.09
12.Moving Targets – Selfish 1.53
13.Flies – The Plunge 1.55
14.Busted Statues – Nautical 3.58
15.Deep Wound – You’re False 0.41
16.Beanbag – Cat’s Pajamas 4.06
17.Sorry – One More Step 1.35

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V/A – Sub Pop 100 (1986)

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01.Steve Albini Spoken Word Intro Thing 0:50
02.Scratch Acid – Greatest Gift 2:03
03.Wipers – Nothin’ to Prove (Live) 2:07
04.Sonic Youth – Kill Yr Idols 2:47
05.Naked Raygun – Bananacuda 1:41
06.U-Men – Gila 2:16
07.Dangerous Birds – Smile on Your Face 2:55
08.Skinny Puppy – Church in Hell 3:12
09.Steve Fisk – Go at Full Throttle 2:29
10.Lupe Diaz – Itsbeena 1:14
11.Boy Dirt Car – Impact Test 1:22
12.Savage Republic – Real Men 3:12
13.Shonen Knife – One Day of the Factory 3:55

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Disc One

01.The Jam – In The City 2:12
02.Buzzcocks – What Do I Get? 2:49
03.Generation X  – Youth Youth Youth 3:48
04.The Stranglers – No More Heroes 3:11
05.The Adverts– Gary Gilmour’s Eyes 2:15
06.The Slits – Love And Romance 2:24
07.XTC – Science Friction 3:20
08.Dr. Feelgood – She’s A Wind Up 1:56
09.Tom Robinson Band – Don’t Take No For An Answer 4:00
10.Ian Dury & The Blockheads – Sex, Drugs & Rock ‘N’ Roll 4:05
11.Adam & The Ants – Deutscher Girls 2:36
12.Siouxsie & The Banshees – Hong Kong Garden 2:40
13.The Only Ones – Another Girl Another Planet 2:56
14.The Undertones – Get Over You 2:55
15.The Rezillos – Top Of The Pops 3:06
16.The Flys – Love And A Molotov Cocktail 2:41
17.The Members – Sound Of The Suburbs 3:46
18.Stiff Little Fingers – Alternate Ulster 2:51
19.Skids – The Saints Are Coming 3:14
20.The Angelic Upstarts – We Are The People 3:57
21.The Ruts – S.U.S. 3:15
22.999 – Homocide 4:08
23.John Cooper-Clarke – Reader’s Wives 2:08

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Disc Two

01.Penetration – Movement 3:05
02.Monochrome Set – Goodbye Joe/Strange Boutique 5:06
03.Wire – The Other Window (Original Version) 2:19
04.Magazine – Light Pours Out Of Me 4:17
05.Joy Division – Transmission 3:54
06.Killing Joke – Wardance 3:44
07.The Human League – Being Boiled 4:21
08.Orchestral Manoeuvres In The Dark – Messages 4:07
09.The Psychedelic Furs – Sister Europe 5:08
10.Simple Minds – Premonition 5:32
11.Public Image Limited – Poptones 4:31
12.Steel Pulse – Jah Pickney (Rock Against Racism) 3:40
13.Aswad – It’s Not Our Wish 3:43
14.UB40 – Food For Thought 4:47
15.The Special A.K.A – Gangsters 3:00
16.Madness – The Prince 2:33
17.The Selecter – Street Feeling 3:16
18.The Beat – Ranking Full Stop 3:03

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As famosas Peel Sessions, gravações de artistas ao vivo no programa do DJ inglês John Peel na BBC, ganharam em 2011 uma coleção dedicada a um dos períodos mais criativos e interessantes da música pop.

“Movement – BBC Radio 1 Peel Sessions 1977 – 1979″ faz em 41 faixas uma espécie de registro da diversidade e importância do programa em um momento em que a música britânica fervilhava. A seleção tem nomes –então novos– do punk, pós-punk, reggae, ska e veteranos do pub rock em apresentações exclusivas nos estúdios da BBC para o programa de Peel.

The Jam, Buzzcocks, Siouxsie and The Banshees, Stiff Little Fingers, Joy Division, Simple Minds, Public Image Limited, Steel Pulse, Madness e Human League são apenas alguns dos artistas que contribuem com faixas para a compilação. Há ainda nomes menos conhecidos, como Tom Robinson Band e The Flys, que servem como exemplo para o ecletismo do programa. Bastava sua música cair no gosto do DJ para ganhar espaço.

“Movement” é o primeiro volume de uma série com os arquivos das Peel Sessions que a BBC e a EMI prometem para os próximos meses.

Até a morte do radialista, em 2004, ter sua música tocada no programa e ser convidado para gravar uma Peel Session era algo almejado por muitos artistas, novos ou não. O DJ Marc Riley, que assina o texto no encarte do lançamento, diz que “se John não tocasse seu disco, os dias de sua banda estavam praticamente contados.” Pode parecer exagero, mas dá uma ideia da dimensão e importância de Peel para a formação de diferentes gerações de bandas e ouvintes.

Em mais de 40 anos de carreira, John Peel nunca perdeu o interesse pelo novo e diferente. Em seu programa era possível ouvir na mesma noite, e em sequência, uma banda de indie pop, um death metal, um tecno hardcore e um clássico do reggae. Tudo junto e fazendo sentido.

 

Texto escrito originalmente por Fernando Kaida, no site da Uol.

Some_bizzare

1. “Tidal Flow”, por Illustration 3:54
2. “Photographic”, por Depeche Mode 3:12
3. “[Untitled]”, por The The 3:24
4. “Moles”, por B-Movie 3:33
5. “I Dare Say This Will Hurt a Little”, por Jell 5:21
6. “Central Park”, por Blah Blah Blah 3:54
7. “Sad Day”, por Blancmange 3:10
8. “The Girl With the Patient Leather Face”, por Soft Cell 4:56
9. “Lust of Berlin”, por Neu Electrikk 2:46
10. “La Femme”, por Naked Lunch 5:23
11. “King of Rumbling Spires”, por The Fast Set 2:01
12. “Observations”, por Loved One 3:51

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Por Eduardo Verme

Numa época em que o futuro era concebido como um lugar recheado de aparatos eletrônicos, robôs e carros voadores, não é de se estranhar que a música também fluíssem de maneira parecida, com pessoas visionárias que enxergavam o futuro dos instrumentos acústicos condensados em botões e cabos.

Em 1981 uma espécie de visionário chamado Stephen John Pearce (mais conhecido como “Stevo”) fundou um selo chamado Some Bizarre Records, com a intenção de lançar no mercado bandas que se propunham a imaginar como seria o futuro da música através da experimentação eletrônica, algo bem próximo do que é o atual electrorock. Como um teste inicial, foi lançado no mercado uma coletânea de bandas que ainda não haviam assinado com nenhuma gravadora, que se chamou “Some Bizarre Album“.

O interessante nesse álbum é a variedade de sonoridades que encontramos, basicamente experimentações eletrônicas que, pra época, poderiam muito bem serem consideradas como algo bizarro. Entre altos e baixos, escutam-se verdadeiras preciosidades, músicas injustamente esquecidas e, quando buscamos informações sobre cada uma delas, encontramos histórias curiosas sobre como criaram vida e sobre como vieram parar neste disco. Porém o espaço é curto, então vou traçar um panorama geral sobre o disco sem me ater a muitos detalhes.

O disco começa em grande estilo, com os ingleses do Illustration tocando Tidal Flow, uma das músicas mais contemporâneas do álbum, com uma sonoridade incomum à época, unindo instrumentos acústicos com todo um aparato eletrônico que criam uma atmosfera misteriosa e dançante em certos momentos. Infelizmente a banda se desfez logo depois e a única pessoa que permaneceu no meio musical foi a pianista Julia Adamson. O disco segue com os garotos do ainda Depeche Mode e seu primeiro registro sonoro oficial, Photographic, a mesma do “Speak & Spell”, porém numa versão simplesmente arrebatadora, com quilos de sintetizadores e muita energia. Após, outra bela surpresa: a rapaziada do The The (quem não lembra de “Slow Emotion Replay”?) com Untitled, talvez a música com mais características electro do álbum, com uma sequencia reta de bateria eletrônica e uma guitarra distorcida ditando o ritmo pegajoso. Para quem não conhece os primórdios do The The, creio que é um prato cheio. B Movie é a próxima banda, que possui só um álbum lançado em 1985. Aqui, na minha opinião, a coletânea atinge seu ponto máximo. É a melhor música, definitivamente. Difícil catalogar o estilo do B Movie, é uma mistura de som pesado com uma atmosfera eletrônica por trás, sem perder a melodia. Grande som! Jell segue o álbum, uma banda bastante obscura, com uma música mais obscura ainda, uma pequena experimentação instrumental que é bacana, porém não possui o brilhantismo das bandas anteriores. E é a partir daqui que a qualidade do disco começa a ser posta em cheque. Uma maluquice chamada Blah Blah Blah encerra o lado A, com uma faixa experimental e minimalista, que, apesar de ser um pouco irritante, atende à exigência da coletânea ao ser descrita como uma música no mínimo bizarra. Lado A encerrado, viramos o LP.

De saída aparece Blancmange, banda synth com um tema pop e também seguindo uma linha minimalista, porém apresenta certas semelhanças com o que o Low viria fazer uma década depois e de forma mais madura. A banda se desfez após três álbuns, em 1986, mas retornou em 2006 e lançou álbum novo em 2011. Outra surpresa surge agora: Soft Cell, com uma composição esquisitíssima, da mesma fornada de Tainted Love, chamada The Girl With The Patent Leather Face, porém sem o mesmo brilho. Mas vale pela curiosidade. Neu Electrikk é a seguinte, com fortes influências de David Bowie, entrando pro time do “mais uma banda interessante que não vingou”, não vindo nunca a lançar um álbum. Naked Lunch rouba o nome do livro de Burroughs para oferecer o som do disco que possui mais influências da geração eletrônica da década de 70, soando muito próximo do que era realizado por bandas como Kraftwerk e Gary Numan. Também nunca lançou nada. The Fast Set chega na reta final, com uma música rápida e pouco inspirada, sem muita variação e com uma timbragem pobre. Encerra o disco a marcha fúnebre eletrônica – como prenunciando algo – Observations, dos The Loved One, que seguem uma linha industrial, trabalhando com semi-loopings e sequenciadores e com auxílio de instrumentos acústicos como guitarra e baixo.

Neste tom soturno o álbum se encerra, não tendo tido muito reconhecimento por parte do público, mas apresentando uma janela interessante onde foram expostas as bandas que faziam a “música do futuro” e também se tornando uma obscura referência para os futuros fãs da música eletrônica desses idos tempos de experimentalismos e sonhos eletrônicos. Numa visão geral, concluo que se 50% das bandas atuais que trabalham com programação buscassem ultrapassar os limites dos padrões estabelecidos, como estas bandas em sua época, hoje não precisaríamos descartar tantas músicas que no geral não trazem nada de novo, sendo meras cópias de tudo aquilo que já foi feito antes.

cover

Disc One

01. Teen Center – Kinski 6.25
02. Kuonopäivää – Circle 6.20
03. Maybe Ben Hur – Gravitar 6.00
04. Le Fantôme De La Liberté (Edit) – Overhang Party 5.56
05. Excerpt From Live On KFJC – Tarantula Hawk 5.54
06. Sweet Sister, Vol. 4 – Up-Tight 6.01
07. They Time – ST37 5.57
08. The Somnambulist Speaks – Vocokesh 4.19
09. These Clouds Are Solid – Farflung 3.14
10. I Got Yer Head (Chopped Off) – Speaker\Cranker 5.31
11. Small Hours – DMBQ 5.35

Disc Two

01. S.F. Eagle – SubArachnoid Space 4.44
02. Remember The Avalon – Fuzzhead 6.08
03. Someplace Left Out – Numinous 5.49
04. 4’33 – Escapade 4.35
05. Fire Walk With Us – Acid Mothers Temple & The Melting Paraiso U.F.O. 5.29
06. Our Wayward Fuel – Abunai! 4.02
07. Do The Flood – Bardo Pond 6.25
08. Non Servium (Undermind) – Primordial Undermind 5.59
09. Fall River Mills – Transpacific 6.05
10. Grey Baby – Bubble 5.09
11. Raja Gaj – Yeti 8.48

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Coletânea idealizada em 2005 pelo músico Mason Jones e lançada pelo selo independente texano Emperor Jones Records. Somando um total de vinte e duas canções de bandas diferentes, o projeto intitulado Hall of Mirrors apresenta-nos o que de mais ácido havia sendo feito em parâmetros musicais na década passada, incluindo nomes obscuríssimos do psychedelic e space-rock junto a bandas com certo renome dentro do underground do underground mundial da época, estando algumas ainda em atividade.  Imperdível para  fãs de fuzz, reverb, dirtorções, esquisitices e barulhos em geral.

OS 50 MELHORES DISCOS NACIONAIS DE 2012

Se no resto do mundo a indústria fonográfica e as produções independentes proporcionaram um ano excepcional para a música, 2012 dentro do território brasileiro também não deixou a desejar em nenhum aspecto. Confira logo abaixo os 30 discos escolhidos pelo Ride Into The Sound e que de alguma forma melhor representaram a boa fase em que atualmente a música experimental e o rock alternativo no Brasil se encontram.

Compartilhem, ouçam, xinguem e principalmente abram a mente e ouvidos  para o que vocês ainda não conhecem.

30. Violeta De Outono – Espectro

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Ouça “Algum Lugar”:

29. Callado – The Three C Sessions

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Ouça “Island”:

28. Gimu – All The Intrincacies Of An Imaginary Disease

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Ouça “Will I Ever Sleep Well Again?”:

27. Inverness – Ivana

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Ouça “See You In The Morning”:

26. Fóssil – Mocumentário

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Ouça “Aéropostale”:

25. Lupe de Lupe – Sal Grosso

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Ouça “Alameda das Orquídeas”:

24. Katty Winne – Molly Gun EP

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Ouça “Your Girl”:

23. Pale Sunday – The Fake Stories About You And Me EP

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Ouça “About Your Life”:

22. Mapuche – Lowlands

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Ouça “Happiness”:

21. Treli Feli Repi – Massacre EP

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Ouça e veja “23 Suicídio”:

20. Twinpine(s) – Beige EP

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Ouça “Love Hill”:

19. The Tape Disaster – A Voz do Fogo

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Ouça “a Voz do Fogo”:

18. VICTIM! – This Is What You Love, Young Man, And It Isn’t Beautiful!

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Ouça “Crowd”:

17. The Cigarettes – The Cigarettes

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Ouça “Addictions”:

16.  Lê Almeida – Pré-Ambulatório EP

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Ouça “Correspondido”:

15.  I Buried Paul – in schwarzen Tönen, in lauten Farben

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Ouça “In Lauten Farben”:

14. Siléste – Siléste

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Ouça “Blanched/Sol”:

13. Macaco Bong – This Is Rolê

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Ouça e veja “Summer Seeds”:

12. Single Parents – Unrest

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Ouça “Last Conversation”:

11. Wallace Costa – They Shoud Be Soft

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Ouça “Alucinações”:

10. Hurtmold – Mils Crianças

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Ouça “Chavera”:

09. Tratak – Agora Eu Sou o Silêncio

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Ouça “Apenas Rotina”:

08. Bemônio -Serenata

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Ouça “Ose”:

07. Medialunas – Intropologia

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Ouça “Chunby”:

06. Elma – Elma

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Ouça “Fat Breath”:

05. Sobre a Máquina – Sobre a Máquina

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Ouça “Oito”:

04. The Sorry Shop – Bloody, Fuzzy, Cozy

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Ouça “Cinderblocks”:

03. This Lonely Crowd – Pervade

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Ouça “Oneironauts”:

02. Labirinto – Kadjwýnh EP

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Ouça “Tuira”:

01. Chinese Cookie Poets – Worm Love 

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Ouça “Discipline And Manners (Feat. Arto Lindsay)”:

Chinese Cookie Poets “Worm Love” (Março/ 2012)

Worm Love, lançado em 15 de março deste ano é o primeiro disco cheio do trio carioca Chinese Cookie PoetsCom produção da própria banda e lançamento via Sinewave, Worm Love traz 11 canções gravadas em total improviso numa única seção de 40 minutos e editada a partir deste material. Com referências no free-jazz, noise e avant-garde o CCP nos brinda com um trabalho onde o experimentalismo atinge níveis catastróficos criando atmosferas densas, ásperas e de total urgência.

Destaque para a a faixa Discipline And Manners, com participação de Arto Lindsay, músico e produtor americano (DNA, Louge Lizards e Ambitious Lovers).

 

This Lonely Crowd “Doppeldanger And Other Delicious Secrets” (Janeiro/2012)

Enquanto colhem os frutos do recente e maravilhoso Pervade, o quinteto curitibano This Lonely Crowd liberou no início de 2012 via Sinewave a coletânea de lados B, Doppeldanger And Other Delicious Secrets. Com direito a versões para Everything Counts, do Depeche Mode e Lucid Fairytale, do Napalm Death o disco traz 15 canções repletas de melancolia, walls of sound e contos de fadas para deixar fãs de shoegaze e Lewis Carroll estarrecidos.

Ouça a belíssima versão para a já citada acima,  “Everything Counts”, do Depeche Mode:


The Sorry Shop “Bloody, Fuzzy, Cozy” (Março/2012)

Criado pelo multi-instrumentista Rio Grandense Régis Garcia, a The Sorry Shop lançou em março deste ano Bloody, Fuzzy, Cozy, primeiro full-lenght  e sucessor do ótimo EP de estréia Thank You Come Again, de 2011. Com inspiração em bandas como Dinosaur Jr. e My Bloody Valentine, a The Sorry Shop vem consolidando seu nome no topo dos maiores representantes do gênero shoegaze/alt-rock nacional dos últimos anos.

Ouça “Cinderblocks”, sétima faixa deste grande disco:

 

Siléste “Siléste” (dezembro/ 2012)

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Em pouco mais de 16 minutos a banda leopoldense Siléste, formada por Everton Cidade, Cris Spaniol, Mádger Barte e Leonardo Serafin destila em seu primeiro rebento uma catarse de oito canções onde o minimalismo poético das letras é acompanhado sublimemente pela enxurrada dissonante de guitarras altamente distorcidas ao melhor estilo guitar band da década de 90. Altamente indicado para fãs dos irmãos Reid e Thurston Moore e cia.

Ouça a faixa que encerra o disco, “Agulhas de Carnaval”:

 

Sobre a Máquina “Sobre a Máquina” (Dezembro/2012)   

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Lançado há poucas semanas, o disco epônimo da carioca Sobre a Máquina é o quarto trabalho  da banda formada por Cadu Tenório, Emgydio Costa, Ricardo Gameiro e Alexander Zhemchuzhnikov. Com influências extremas de noise e industrial  o quarteto junto ao Chinese Cookie Poets é um dos mais, senão o mais emblemático nome da nova cena experimental brasileira. Com canções que orbitam por atmosferas não comuns e captações peculiares a banda é responsável por improvisações poderosíssimas em climas regidos tanto por elementos orgânicos quanto sintéticos.

Ouça a favoritíssima, ‘Oito”:

 

Elma, “Elma” (Setembro/2012)

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Formada no ano de 2002 por Fernando Seixlack, Ricardo Lopes, Bernardo Pacheco e Paulo Cyrino na cidade de Uberaba, São Paulo, a Elma chegou finalmente em setembro deste ano ao seu primeiro full-lenght, oito após o surgimento da banda. Com uma fusão coesa entre noise-rock, math-rock e sludge, o disco epônimo traz nove canções instrumentais onde o peso e a complexidade polirrítmica encontram-se de forma homogênea e harmonicamente singular.

Ouça a tortuosa, “Fat Breath”:

Bemônio “Serenata” (Novembro/2012)

3775762636-1Após debutar com o ótimo Vulgatam Clementinam em julho deste ano via TOC, o carioca Paulo Caetano nos brinda novamente em 2012 com outra maravilhosa pérola. Serenata continua a jornada do músico por  timbragens obscuras com referências diretas ao drone e ao dark ambient, porém desta vez contando coma integração do baterista Gustavo Matos ao projeto. Uma das grandes surpresas do ano.

Ouça “Ose”, ótima faixa que abre o disco:

Carne de Monstro “Carne de Monstro” (Dezembro/2012)

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Formada pelos irmãos Itapa e Bóris Rodrigues e por Maurício Barbosa, o trio gaúcho de Porto Alegre Carne de Monstro debutou este ano com o EP epônimo de quatro faixas. Com influências diretas do rock alternativo da década de 90/00, a banda mantém uma sonoridade calcada em guitarras distorcidas, melodias assoviáveis e canções cantadas tanto em inglês quanto em português. Belíssima estréia de outra grande surpresa para o rock independe nacional.

Ouça a faixa de abertura do disco, “Hot Fantasy”:

 

Wallace Costa “They Should Be Soft” (Fevereiro/2012)

834613829-1Wallace Costa é de longe um dos nomes mais interessantes da nova múcica brasileira e They Should Be Soft é o segundo disco de estúdio da carreira do músico paulista nascido em cruzeiro no início dos anos 90. Lançado pelos selos Transfusão Noise e Midsummer Madness, o artista passeia com competência por diversos gêneros, exalando ótimas referências ao folk experimental, lo-fi e rock psicodélico dos anos 70, trazendo ligações diretas aos mestres Syd Barrett, Leonard Cohen, Jeff Mangum, entre tantos outros.

Ouça a bela e introspectiva “Alucinações”:

 

Labirinto “Kadjwynh EP”  (Fevereiro/2012)

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Patrimônio do post-rock nacional e internacional, a Labirinto lançou em fevereiro deste ano Kadjwynh, EP com quatro canções e sucessor do ótimo Anatema, de 2010. Lançado durante a segunda turnê norte-americana do grupo, Kadjwynh é um mergulho lento e profundo entre soundscapes, texturas e experimentações, servindo como trilha sonora contextual para o transe intrínseco que a obra como um todo sugere.

Ouça “Tuira”, segunda faixa e uma das minhas favoritas.

1. Smog by Automatic People
2. Dancing Shiva + Teste by Yokofive
3. She Said by Quick White Fox
4. Real Painkiller by Audac
5. Jumper Boy by Sonora Coisa
6. Laura’s Coming by This Lonely Crowd
7. Planícies by Bela Infanta
8. Jim’s Collapse by I Kill Kane
9. Pop by Ruído/mm
10 Listen To The One by The Blank Tapes
11 Soutrern Home by Rosie And Me
12 Tonight I’m High by Mistinguett Live
13 A Cidade by Cabes MC
14 Free Conection by Mordida
15 Através da Dor by Te Estrãno
16 Brinquedinhos Encardidos by Uh La La!
17 Centro Cívico by Repossíveis

Download: http://www.mediafire.com/?eanx54n9lwk2w3e

Há 15 anos de prestações e serviços em prol da cena independente paranaense e brasileira, os mestres Neri Rosa, Marco Stecz e Luiz Orta comemoram os 15 de  seu programa de rádio, o Último Volume com o lançamento de uma coletânea com dezessete canções registradas por diversos artistas e captadas poe eles em diferentes estúdios e gravações ao vivo.

O especial UV Móbile Vol. 1 faz uma abordagem de diferentes gêneros da cena rocker do Paraná, viabilizando registros de algumas das bandas mais bacanas já surgidas no país. Dentre alguns dos nomes estão a This Lonely Crowd, I Kill Kane, Bela Infanta (Santa Catarina), Yokofive, Ruído/mm e Sonora Coisa, entre outros nomes conhecidos pelo pessoal que acompanha sites e blogs especializados em bandas underground de qualidade.

O Último Volume vem sido transmitido pela Lumen FM 99,5 desde 2004 e este especial é uma produção total independente e se fins lucrativos, feita por quem acredita e apoia de verdade o cenário independente do país.

Um grande brinde a estes três heróis da cultura alternativa: Neri, Marco e Luiz !!!

BAIXE, OUÇA, COMPARTILHE E APOIE A CENA DE SUA REGIÃO!