Tape Rec “Death Friends” (2013)

Publicado: 22 de novembro de 2013 em Alternative Rock, Indie Rock, Lo-fi
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tape rec

1.Death Friends 05:37
2.Bre 01:27
3.Lastimável 04:02
4.Yo Frat 05:02
5.Impro Paz 16:25
6.Mantra / Anagrama 02:29
7.Funeral 01:38

Download / Transfusão Noise Records

Por Al Schenkel

Death Friends, lançado ontem, 21 de novembro de 2013 via Transfusão Noise Records é o primeiro disco cheio da banda carioca da baixada fluminense surgida entre 2004 e 2005, Tape Rec.

Capitaneada pelo mestre do DIY tupiniquim, Lê Almeida, o quarteto que também traz em sua formação Evandro Fernandez, Leonardo Lara e Bigú Medine dispara em seu mais novo rebento uma coleção de sete pérolas pop barulhentas inundadas por guitarras distorcidas e influências noventistas de gente como Pavement, Sonic Youth, The Breeders e Guided By Voices. E o trabalho pode ser adquirido gratuitamente no bandcamp oficial da banda.

Vale lembrar que a Transfusão Noise Records também é lar de bandas fantásticas como a Badhoneys, Medialunas, Top Surprise, Wallace Costa, além dos outros inúmeros projetos do Lê Almeida.

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01.Before The Seventh 2.16
02.Because It’s Not Real Yet 3.01
03.Major Counterpart 2.06
04.Accepting New Forms 2.43
05.Getting Through Accidentals 2.44
06.And If It’s On 3.27
07.Please Redirect 1.19
08.Synthetic Envoy 3.24
09.Weird Summer 2.40
10.New Faculty 5.35
11.Into Engine 2.02
12.Now It’s The 4th 3.25
13.Theta Phase 7.08
14.Spindle Phase 2.31
15.Delta Phase 3.53
16.Home Is The Sun 4.17

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Por Al Schenkel

Lançado via Porter Records em 2012, Home Is The Sun é o debut do duo formado pelo baterista/percussionista Jim Sykes (Grooms, Parts and Labor) e o guitarrista/vocalista Mark Shippy (Miracle Condition, U.S. Maple). Sob a alcunha de Invisible Things, Jim e Mark constroem noisescapes altamente ácidas e jams psicodélicas e ruidosas guiados apenas por uma guitarra reverberando como se não houvesse amanhã e uma bateria frenética e baseada em estudos da música do Sri Lanka. Home Is The Sun é um dos grandes álbuns de 2012 que no ano de seu lançamento infelizmente passaram batido. Ouça alto!

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01.”13 I 73 5:35 – 6:14:03 PM NYC” – 39:03
02.”Drift Study 14 VII 73 9:27:27-10:06:41 PM NYC” – 39:14

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Por Al Schenkel

Com duas peças nomeadas a partir da data, hora e local da gravação de cada uma, “Dream House 78’17” é uma obra em parceria com a artista Marian Zazeela e com o grupo The Theatre Of Eternal Music, sendo também um dos raros registros de estúdio de La Monte Young.

Discípulo de John Cage, La Monte Thornton Young nasceu em outubro de 1935, no estado de Idaho, e é geralmente reconhecido como o primeiro compositor minimalista. Junto com Steve Reich, Terry Riley e Philip Glass, ele foi um dos principais contribuintes para o surgimento da música minimalista americana, e é especialmente conhecido por seu desenvolvimento da música drone.

Young exerceu uma profunda revolução estética na música contemporânea, tendo seu trabalho inicialmente influenciado por Arnold Schoenberg, Anton Webern, canto gregoriano e indiano, japonês e música indonésia e influenciado artistas e bandas como John Cale e o Velvet Underground, Can, Neu!, Ash Ra Tempel, Faust, Sonic Youth, Spacemen 3, Earth, entre vários outros nomes.

Em 1963 La Monte Young formulou o conceito de Dream House, que definiu como sendo um trabalho artístico executado de forma contínua e que viesse a existir como um organismo vivo, em um espaço permanente de som e luz ambientes onde os habitantes do espaço criassem música 24 horas por dia. Hoje a Dream House existe na Fundação Mela em Nova York, e é aberta ao público.

Leia mais em Scaruffi.

gumball

Por Al Schenkel

Formada na cidade de New York no início dos anos 90 originalmente pelo vocalista e guitarrista Don Fleming (Velvet Monkeys, B.A.L.L., Dim Stars), pelo baixista Eric Vermilion (The Stump Wizards, The Steel Miners) e pelo baterista Jay Spiegel (Velvet Monkeys, B.A.L.L.), o Gumball foi uma banda de rock alternativo que esteve em atividade por um curto período, de 1990 a 1994. Em 1992, um quarto membro foi adicionado, Malcolm Riviera (guitarra, teclados), que já havia trabalhado com Fleming em uma das suas bandas anteriores, o Velvet Monkeys.

Sem atingir a mesma notoriedade e culto que os contemporâneos Dinosaur Jr, Sonic Youth e Pixies alcançaram na década de 90, o Gumball realizou durante sua trajetória três álbuns de estúdio: Special Kiss, seu debut lançado em 1991 pela Paperhouse Records; Super Tasty, de 1993 e Revolution on Ice, de 1994, ambos lançados pela Columbia Records. Sendo este último, devido as baixíssimas vendas o responsável pelo rompimento da gravadora com a banda.

Com a sonoridade fundida entre o pop típico dos Monkees, a simplicidade e agressividade do punk de bandas como The Damned e o noise do Sonic Youth, o Gumball continua a atravessar décadas na obscuridade, mesmo sendo responsáveis por algumas das canções que melhor unificaram e traduziram a junção de guitarras distorcidas, refrões memoráveis e melodias assoviáveis, e tudo sob o mesmo teto, sob o mesmo nome.

Revolution on Ice (1994)

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01.Revolution On The Rocks 3:05
02.Free Grazin’ 2:37
03.With A Little Rain 4:00
04.Nights On Fire 4:17
05.What’cha Gonna Do? 2:24
06.Breath Away 4:44
07.Gone To The Moon 3:32
08.It Ain’t Nothin’ 3:23
09.Read The News 3:00
10.The Boat Race 2:13
11.Trudge 5:53
12.She’s As Beautiful As A Foot 3:03

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Super Tasty (1993)

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01.Accelerator 3:28
02.Hell Of A Message 2:31
03.Here It Comes Again 2:44
04.Tumbling 3:00
05.Marilyn 3:36
06.The Damage Done 3:19
07.Real Gone Deal 3:00
08.Thunder 3:47
09.Black Payback 3:40
10.No More 3:41
11.Got The Cure 2:26
12.Upsetters Theme Song 4:35

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Special Kiss (1991)

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01.This Town 1:43
02.All The Time 2:41
03.Window Pain 1:54
04.Wake Up 2:02
05.Summer Days 1:51
06.Yellow Pants 2:55
07.Restless 2:18
08.Gone Too Far 2:06
09.Gettysburg 4:44
10.Alternate Feed 0:57
11.You Know 1:43
12.Pre 2:26
13.High Or Low 3:30
14.Gettysburg (Twister Mix) 4:41

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01.Orange Trickster – “The Girl”
02.The Trial – “Lovers”
03.Jesus & The Groupies – “Crack House”
04.The Prom Queen – “Jesus, etc”
05.Lux & Fear – “Modern Distress”
06.Phantom Powers – “Mother Nature’s Call”
07.Mary O and The Pink Flamingos – “Terror no Dona Neca”
08.Pools Of Happiness – “Holloway District”
09.Nelo Johann – “Elope”
10.Duo Deno – “Você Tá Bem?”
11.Starfire Connective Sound – “Self-Induced Heaven”
12.Human Trash – “Down In Your Mouth”

Download / Solomon Death / Damn Laser Vampires

Por Al Schenkel

Seja a frente da Damn Laser Vampires — banda gaúcha que infelizmente encerrou as atividades em dezembro de 2012 — ou nas rédeas de sua empreitada solo que vem ganhando vida desde 2011, o Solomon Death, Ron Selistre segue firme em sua jornada artística proporcionado-nos alguns dos trabalhos mais brilhantes destes últimos anos, sempre maravilhando-nos com sua elegantíssima voz típica de um crooner em uma fusão de dramaticidade e expressividade atônitas.

Com dois discos junto a DLV,  o álbum de estreia lançado em 2008 nos EUA e elogiado em diversos países, “Gotham Beggars Syndicate”, e “Three-Gun Mojo”, gravado no Caffeine SoundStudio e lançado em 2010, ao lado de Francis kafka e Michel Munhoz, a Damn Laser Vampires, trio surgido em Porto Alegre no ano de 2005 e que já foi rotulado de pós-punk, neo-punkabilly, psychobilly minimal, gothpunk, artpunk, garage polka, punk-polka, apesar da curtíssima discografia deixou-nos um dos maiores legados já produzidos em terras nacionais munidos de apresentações incendiárias nos quatro cantos do país.

E para a nona edição da Mixtapes & Noisemates, Ron nos presenteia com doze canções em variados gêneros e mais textos informativos sobre suas escolhas, mostrando-nos o que vem rolando em seu player e agraciando-nos com uma amostra interessantíssima de seu gosto pessoal, focado principalmente em artistas contemporâneos e surgidos também em solo nacional. A arte fica mais uma vez com o grande Neri Rosa.

Abra uma cerveja, leia o texto, aumente o volume e passe adiante!

Ouça Hauntend, do Solomon Death.

Por Ron Selistre

Antes de aceitar o convite eu disse, “Mas Al, eu não ando ouvindo muita coisa nova. Uma lista de doze músicas novas pode ser um pouco difícil.” Aí ele respondeu “Pode ser também alguma coisa mais antiga que você tenha conhecido recentemente”, e pensei “Ah, melhorou.” Porque faz tempo que noventa por cento do que eu ouço tem mais idade que eu.
E já estava preparado pra mandar um desfile de cadáveres envolvendo quintetos de choro e monges asiáticos de nomes impronunciáveis quando percebi que, felizmente, não seria preciso recorrer ao meu querido antiquário. Havia uma outra turma muito boa frequentando o playlist – todos contemporâneos, todos na ativa, uns mais, outros menos – e seria ótimo poder falar deles.

Não percam tempo com a minha tagarelice aí abaixo: pulem direto pra música, e não precisam me agradecer. Quero apenas sugerir que, caso gostem de algum nome em particular, usem os links pra mostrar aos seus amigos e, se possível, gastem dois minutos pra cumprimentar essas pessoas por trazerem música boa até nós. Como muitos de vcs sabem, a nossa época não é muito generosa com seus artistas independentes, por isso um simples “gostei do seu som” é valioso e sempre bem vindo – e é de graça.

Os nomes estão aqui sem nenhuma ordem de importância e merecem igual atenção.

Orange Trickster – “The Girl”
Esse projeto eletrônico do Alvaro Neto nos dá pistas nítidas sobre em que altura da história da cultura pop nós estamos: um período tão dormente que uma canção redonda como esta passa batida pela atenção das multidões. “The Girl” tem tudo e mais um pouco que um clássico precisa, incluindo um refrão perfeito em três simples acordes (escrito quando o autor tinha 15 anos!), um vocal feminino doce e sem afetação, e uma atmosfera luminosa. Futurismo nostálgico da melhor categoria.

The Trial – “Lovers”
O Trial, quarteto de Lajeado – RS, se comporta exatamente como a música que produz; não comete excessos, não se autoproclama coisa alguma. O som fala por si. Sua performance ao vivo (impressionante pela precisão, incluindo uma interpretação ofuscante de “Know Who You Are at Every Age” do Cocteau Twins!) e as canções que eles registram em estúdio tem a mesma honestidade de quem sabe tranquilamente quem é, onde está e o que faz. A presença forte do vocal chama atenção na hora, mas não parece se preocupar em ser um elemento de frente, porque tudo está no seu lugar de modo a não deixar espaço pra nenhum destaque.

Jesus & The Groupies – “Crack House”
Espaço suficiente é uma coisa que não existe quando se trata de dar a ficha de Marco Butcher e Luis Tissot; bastaria dizer que esses dois cavalheiros tem atrás de si uma das mais invejáveis estradas pelos subterrâneos do rock n’ roll. Incluindo (muitas) turnês internacionais bizarras, parcerias intermináveis – que vão do ex-Bad Seeds Hugo Race e Dan Kroha (The Gories) a Lydia Lunch e Rob Kennedy – , além de exibirem no currículo o Thee Butcher’s Orchestra e o Human Trash (só pra citar dois luminares) e por aí vai. E, me permitam uma nota de orgulho pessoal, a dupla produziu em 2010 o disco “Three-Gun Mojo”, dos Damn Laser Vampires. O J&TG é uma de suas muitas colaborações, e a irresistível “Crack House” se destaca no álbum “Hot Chicks and Bad DJs”, lançado este ano.

The Prom Queen – “Jesus, etc”
Mariana Prates, ex-baixista da Superphones e mais tarde da Christianz & The Phasers (missão da maior responsa, assumir justamente as quatro cordas numa excelente banda blacksoulfunky), traz à luz sua outra face no The Prom Queen: uma cantora classudíssima, atuando sobre arranjos perfeitamente criados pra voz dela. No ainda modesto MySpace da banda, o destaque é a versão muito pessoal deste clássico do Wilco, produzida (magistralmente) pelo João Augusto Lopes para a coletânea “Yankee Hotel Foxtrot Tribute – a Box Full of Versions”, lançada no ano passado.

Lux & Fear – “Modern Distress”
Rodrigo Luz é vocalista de algumas – honestamente não sei quantas – bandas de hardcore atuantes em Porto Alegre, entre elas a performática Viruskorrosivus, e também mantém diversos projetos solo (até isto ser publicado ele provavelmente já terá criado mais uma meia dúzia). O Lux & Fear, mais afeito à darkwave e ao synthpop, é o meu favorito deles, e “Modern Distress” é uma das razões.

Phantom Powers – “Mother Nature’s Call”
Os veteranos Tio Vico (ex-Hangover Boys; confira também a carreira solo do homem) e Ray Z (outro nome cujo currículo precisaria de uma matéria à parte) entendem de timbres e riffs como ninguém. O Phantom Powers é sua homenagem incendiária a tudo que o garage surf e o psychobilly representam de mais divertido. Claras referências a The Monsters e Meteors.

Mary O and The Pink Flamingos – “Terror no Dona Neca”
Um dos mais divertidos grupos de garage surf em atividade. Dignos seguidores da escola Link Wray e Dick Dale (que inspira tantos nomes importantes do estilo, como Reverba Trio e The Dead Rocks, por exemplo). Vai dar uma festa? Sério: leve isto aqui.

Pools Of Happiness – “Holloway District”
Tem essa história sobre o tal do “revival”: De tempos em tempos as pessoas gostam de falar que há um revival disso ou daquilo, ou que vem aí uma “nova safra” desse ou daquele revival. Com a indústria cultural reduzida ao status de refém de números e de tendências que estragam depois de dez minutos no sol, isso é uma ilusão primária. O que até pouco tempo era identificado apenas como “revival” é hoje um elemento catalisador presente em quase tudo que a vista alcança. Longe de ser novidade, esse é um fenômeno cíclico (há uns 25 anos o melhor nome que se tinha pra ele ainda era “pós-modernismo”). Por isso seria besteira dizer que o Pools Of Happiness é parte de um revival. A música deles sintoniza inegavelmente com o espírito oitentista, mas de um modo tão natural que faz pensar se existe mesmo isso de “som dos oitenta” – ou se aquela década não teria sido na verdade um revival do futuro.

Nelo Johann – “Elope”
A bagagem desse sujeito (nascido no dia 3 do mês 3 de 83) inclui, além de nada menos que vinte e cinco álbuns (totalmente autorais, produzidos sob o cânone do que ele define como LO-FIghter – tudo pra baixar lá em nelo.4shared.com ), a trilha sonora integral de um longa premiado (“Os Famosos e os Duendes da Morte”, melhor filme no Festival do Rio 2009), a abertura de um show da Cat Power, e uma linda versão banquinho & guitarra de The Number Of The Beast que, segundo consta, rendeu ameaças vindas dos headbangers mais puristas (e naturalmente mais babacas). Um dos artistas mais produtivos e de estilo mais forte que eu conheço.

Duo Deno – “Você Tá Bem?”
Parceria do mestre compositor, pesquisador, multi-instrumentista, biblioteca ambulante e por aí vai (e vai longe) Arthur de Faria com o escritor Daniel Galera. O clima “crooner de cabaré” é um dos ambientes favoritos do cara, e aqui ele deita e rola. A “normalidade” descrita de modo nem um pouco normal, sarcástico ao extremo e definitivamente destemido.

Starfire Connective Sound – “Self-Induced Heaven”
Não tenho receio de parecer estar favorecendo o dono da página aqui (pra quem não sabe, Mr. Al Schenkel é o “man behind the mask” do SCS). Qualquer resquício dessa impressão desaparecerá nos primeiros instantes de “Self-Induced Heaven”. Densa e flutuante, misteriosamente ameaçadora. Quase uma “antimúsica”, que se aproxima como uma nuvem crescente. Pra vc que assim como eu acredita que o shoegaze não precisa ser aquela reedição entediante das mesmas ideias, e que uma obra de arte é a única coisa capaz de dissolver a linha que separa a tristeza da beleza sublime.

Human Trash – “Down In Your Mouth”
Uma das muitas ramificações do que alguns – eu entre eles – gostam de chamar de “o som do Caffeine” (o timbre característico produzido no Caffeine Soundstudio, quartel-general do selo paulistano Mamma Vendetta), o Human Trash, que acaba de lançar o segundo álbum, é uma dessas bandas com o incrível poder de carimbar no disco a intensidade do palco. Isso principalmente pela quilometragem do trio; seus membros também respondem pelo Dealers, o Biggs, o Famous Go Go Boy From Alabama, a Bloody Mary Una Chica Band (da guitarrista Sister Mari Trash – oficialmente a primeira one-girl band brasileira, ou seja, a primeira garota a se apresentar sozinha no formato guitarra/bateria/microfone consagrado pelas conhecidas monobandas, até então terreno exclusivo dos bigodudos). O HT é uma usina que transforma lixo em energia, operando em volume máximo.

guerilla toss

1.Cash Now 07:17
2.Scary Monster 04:32
3.Drip Decay 04:29
4.Judy Wants Sex on the News 05:30
5.Diluted Fetus Circuit Tycoon 07:28
6.Liz Tattoo 05:09

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Junte pitadas de Brainiac, Ponytail, Primus, Melt-Banana e AIDS Wolf  e teremos o Guerilla Toss, banda de Boston que em 21 de maio deste ano lançou seu primeiro full-lenght, um disco de seis faixas auto-intitulado e disponibilizado via Tzadik, selo do mestre John Zorn.

A atmosfera que ronda o disco é completamente caótica e urgente, baseada em improvisações, noise e assinaturas de tempo irregulares guiados pelos vocais ensandecidos de Kassie Carlson. E conforme alguns relatos em blogs de pessoas que tiveram o privilégio de assistir a banda ao vivo, a sensação é de estar presente em um carnaval totalmente esquizofrênico, non-sense e atonal.

Completam a formação além de Kassie, Ian Kovac – sintetizador, Peter Negroponte – bateria, Simon Hanes – baixo e Arian Shafiee – guitarra.

New+York+Rhapsody+haus_arafna_new_york_rhapsody

1. 45 Minutes In New York 4:28
2. God Sows Secrets 3:36
3. Veil 4:31
4. I Did It For You 3:54
5. You Know How To Destroy Me 3:24
6. Give The Strength 2:17
7. Heart Beats Blood Flows 3:38
8. Desecrated 3:51
9. Ground Zero 4:37
10. Poison 3:48
11. Kalt Im Bauch 2:31
12. What You Said 4:35

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Por Al Schenkel

New York Rhapsody é o quinto álbum de estúdio do duo alemão de música eletrônica/minimalista/post-industrial, Haus Arafna. E apesar de ter sido oficialmente lançado em maio de 2011, “New York Rhapsody” já havia sido estreado em 2009, no New York Fashion Week a pedido da designer de moda, Katie Gallagher.

Formado no início dos anos 90 pelo casal conhecido apenas como Sr. e Sra. Arafna – ou Karl Tochweller e Isabelle Montess – o duo investe em climas sombrios, pessimistas e minimalistas obtidos através de sintetizadores, colagens e vocais gélidos, onde o resultado é uma peça de doze canções que parecem ter sido geradas por pacientes em níveis psicóticos extremos de algum hospital psiquiátrico saído de filmes de terror.

Auto-definida como pertencente ao gênero angstpop – termo criado pela banda industrial australiana, SPK – a discografia do Haus Arafna também conta com os ótimos Blut (Trilogie Des Blutes), estréia lançada em 1995, Children of God, de 1998, Butterfly, de 2003 e You, de 2010, todos disponibilizados através do próprio selo do duo em edições limitadíssimas, o Galakthorrö.

O duo também é responsável pelo projeto paralelo, November Növelet.

Label: Galakthorrö – Galakthorrö 028
Country: Germany
Released: May 2011
Genre: Electronic
Style: Industrial

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1.Teraz widzę już tylko rzekę… 13:23
2.Let Din we-let dajjan 03:58
3.Tzimtzum 12:16
4.La Chair du Monde 03:24
5.Skryty 05:13
6.Adam Kadmon 02:34
7.Późne królestwo 13:11

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Por Al Schenkel

Alameda 3 é uma banda surgida na cidade de Bydgoszcz, na Polônia lá pelos idos de 2010 e formada por Kuba Ziołek (Stara Rzeka, Ed Wood e Innercity Ensemble), Mikołaj Zieliński e Tomek Popowski, também membros da Stara Rzeka.

Com uma sonoridade calcada em drone-ambient, krautrock, japanese noise-psychedelia e rock-in-opposition, ou melhor dizendo, em uma fusão de ambos os estilos citados, o trio pariu em 20 de maio deste ano seu primeiro full-lenght, o disco de sete faixas intitulado Pozne krolestwo, aka de-longe-o-disco-mais-ácido-de-2013.

Trazendo como conceito principal por trás da obra a morte, tanto em níveis pessoais como universais, Pozne krolestwo pisa sem receio no experimentalismo, criando soundscapes altamente densas, ácidas, obscuras e hipnóticas, fazendo o Tame Impala soar como a trilha sonora de uma viagem de aspirina com suco de laranja. Fortemente recomentado!

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1. A Place To Bury Strangers – I’ve Lived My Life To Stand In The Shadow of Your Heart
2. Darker My Love – Talking Words
3. The Vandelles – Bad Volcano
4. Savages – Shut Up
5. Wax Idols – When It Happens
6. You Say Party! We Say Die! – XXXX/Loyalty
7. White Denim – Shake Shake Shake
8. Red Fang – Prehistoric Dog
9. Yamantaka//Sonic Titan – Hoshi Neko
10. FireFriend – Lost Drive-In
11. Madrid – Sad Song
12. The Sorry Shop – Awaken Dream

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Por Al Schenkel

Chegando na sua oitava edição, a coluna Mixtapes & Noisemates tem a honra de trazer a participação especialíssima da gaúcha Alessandra Lehmen, advogada, doutora em direito, DJ amadora e acima de tudo, vocalista e frontwoman de uma das bandas mais bacanas que este país já colocou os ouvidos, a Lautmusik.

Com dois maravilhosos EPs na bagagem: “Black Clouds with Silver Linings” (2007) e “A Week of Mondays” (2008), um full-lenght: Lost In The Tropics (2012) e com previsão de disco novo para o final do ano, o quinteto que também conta com Cassio Forti, Murilo Biff, Guilherme Nunes e Rodrigo Prati vem se mantendo como uma das bandas mais promissoras do underground nacional, tendo em seu currículo a abertura de shows para peixes grandes como A Place To Bury Strangers, The Cure e The Radio Dept.

Com o intuito de estreitar a ligação artista/fã e a com a arte da mixtape mais uma vez assinada por Neri Rosa, nesta nova edição você poderá conferir texto e uma pequena amostra do que anda rolando no universo particular musical de Alessandra, demonstrado através de doze canções que variam entre artistas nacionais e internacionais, e consequentemente se aproximar e descobrir um pouco das preferências pessoais desta que é sem qualquer sobra de dúvidas uma das maiores letristas e vocalistas do atual cenário de rock independente brasileiro.

Por Alessandra Lehmen

Quando fui convidada a participar desta edição de Mixtapes & Noisemates fiquei imediatamente entusiasmada, mas um segundo depois me dei conta da dificuldade que viria pela frente. Isso porque o Al me pediu pra listar 12 bandas que, novas ou não, eu tenha conhecido recentemente. Apesar de pesquisar música com razoável afinco (cacoete acadêmico?), ando em uma daquelas fases em que pouca coisa me faz brilhar o olho e soltar aquele indefectível “bah!” endereçado às coisas que me emocionam.

Depois de muito matutar, consegui reunir um grupo mais ou menos representativo das coisas que tenho ouvido ultimamente. Começo com o A Place to Bury Strangers, uma banda que não é nova pra mim (prova disso é o fato de que minha banda, a Lautmusik, até já abriu pra eles, pra meu máximo deleite), mas são uma banda contemporânea absolutamente genial que mereceria muito mais fãs. Em seguida vêm Darker My Love e The Vandelles, que me foram apresentadas pelo Murilo, nosso guitarrista, e frequentam minha playlist com regularidade. Depois, a trinca neo-pós-punk com vocais femininos Savages, Wax Idols e You Say Party! We say Die! (esta última já acabou, em circunstâncias trágicas). Também gosto de bandas cruas e pesadas, o que justifica a presença do Red Fang e do White Denim na lista – embora a última tenha às vezes uma levada meio progressiva. Yamantaka//Sonic Titan é uma banda noh-wave canadense que em alguns momentos lembra um Cocteau Twins cantado em japonês. Pra encerrar, três bandas nacionais que lançaram discos excelentes recentemente e que eu tenho ouvido bastante: FireFriend, Madrid (ótimo produto da improvável reunião de Adriano Cintra, ex-CSS, e de Marina Vello, ex-Bonde do Rolê) e, finalmente, a conterrânea The Sorry Shop. É isso. Tomara que a lista renda alguns momentos de inspiração, diversão, estranhamento ou o que quer que a música signifique pro ouvinte – pra mim é de tudo um pouco.

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01.God Arms the Patriot 02:04
02.Wound Instructions 02:40
03.Milk from Treason 02:48
04.Stringer 03:59
05.Replace Me with Fire 09:09
06.Bruxism 01:26
07.A Parade of Horribles 04:00
08.The Forgiveness Machine 10:56

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Por Al Schenkel

Oriundos da eterna meca do grunge nos anos 90, Seattle, mas sem emular a sonoridade que popularizou a cidade, o trio de post-hardcore/math/noise/sludge, Great Falls, chega pela primeira vez ao blog para chutar traseiros e estourar tímpanos através de seu mais recente registro. O disco de oito canções lançado em 30 de setembro deste ano via Hell Comes Home Records, chama-se Accidents Grotesque e sucede o até então por mim desconhecido álbum Fonatanelle, de 2011.

Formada por Demian Johnston (Hemingway, Kiss It Goodbye, Playing Enemy), Shane Mehling (Playing Enemy) e Phil Petrocelli (Jesu, Black Noise Cannon), a banda entrega-nos em Accidents Grotesque um trabalho altamente cáustico, intenso, agressivo e dissonante, seguindo a mesma linhagem de bandas contemporâneas como Narrows e KEN Mode, além de carregar também semelhanças aos outros projetos citados aos quais o trio já integrou/integra.

Accidents Grotesque pode ser baixado através da página oficial da Hell Comes Home Records via bancamp e também adquirido em LP em uma edição limitada juntamente com uma t-shirt da banda. O álbum foi produzido por Jeff McNulty, sendo mixado e editado por Phil Petrocelli e masterizado por James Plotkin. A arte é assinada por Demian Johnston.