Posts com Tag ‘1983’

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01 Stow-A-Way 7:14
02 Tokyo Express 2:57
03 Truck Love 3:51
04 The Victory 3:43
05 Pleasure Is The Boss 3:50
06 Dumb Europe 6:30
07 This Flame Will Never Die 1:18

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Por Al Schenkel

Burnin’ The Ice, lançado em 1983 via Paradoxx Records foi o primeiro disco cheio da banda de post-punk/rock-experimental Die Haut (A Pele). Formada inicialmente como um quarteto e mantida em grande parte como instrumental, a banda traria algumas participações vocais ilustríssimas em alguns de seus registros, como Lydia Lunch, Anita Lane, Debbie Harry, Mick Harvey, Jeffrey Lee Pierce, Blixa Bargeld, Alexander Hacke, Arto Lindsay, Kim Gordon, Cristina Martinez, Laurie Tomin e Alan Vega entre outros.

Em Burnin’ The Ice, quem assina a autoria de quatro das sete faixas e empresta a voz para as mesmas é Nick Cave, personalidade esta que dispensa maiores formalidades e apresentações. Gravado seis meses antes da ruptura do The Birthday Party, Cave também foi responsável pela mixagem do álbum. E como de praxe, a intensidade habitual de Cave acentua e dá maior vazão a verve experimental e angular ao lado de Christoph Dreher (único membro constante) e seus asseclas nesta obra magnífica, obscura e injustamente esquecida no tempo. 9/10

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The Dicks “Kill From The Heart” (1983)

Publicado: 3 de outubro de 2012 em Hardcore, Punk
Tags:,

1. Anti-Klan (Part One)
2. Rich Daddy
3. No Nazi’s Friend
4. Marilyn Buck
5. Kill From the Heart
6. Little Boys’ Feet
7. Pigs Run Wild
8. Bourgeois Fascist Pig
9. Purple Haze
10. Anti-Klan (Part Two)
11. Right Wing/White Ring
12. Dicks Can’t Swim: I. Cock Jam / II. Razor Blade Dance

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Escrito por Eduardo Verme

Os The Dicks surgiram como uma banda punk/hardcore em Austin, Texas. Correndo sempre paralela à cena mais “mainstream” do punk, eles abriram pra nomes como Black Flag, Big Boys, MDC, DRI, Butthole Surfers, entre outras. Talvez seu momento de maior reconhecimento tenha vindo junto com música “Hate The Police” (que pode ser encontrada no single “The Dicks Hate The Police”, de 1980), que fala sobre o abuso policial e que acabou se tornando um pequeno “clássico B” do punk. A banda também ficou conhecida pelo fato do vocalista, o vegan Gary Floyd, ser um opositor à guerra do Vietnã e homossexual assumido (inclusive se travestindo em alguns shows). Segundo ele, “é mais fácil ser aceito no meio punk como homossexual do que no meio gay. Parece contraditório, mas o punk se apresentou mais tolerante a aceitar um cantor vistoso de moicano colorido e gay, do que o meio gay a aceitar um gay gordo de cabelo estranho e punk”. Floyd costumava chocar o público, contando de maneira grosseiramente particular seus envolvimentos sexuais, jogando fezes (falsas) – alguém ai gritou GG Allin? – e camisinhas cheias de esperma no público.

“Kill From The Heart”, de 1983, o álbum de estréia da banda (isso se não contarmos o split “Live at Raul’s Club”, de 1980, que foi realizado em parceria com o pessoal da The Big Boys) é hoje considerado uma das obras-primas do hardcore/punk. Um álbum sisudo, forte, raivoso e que atira pra todo lado, trazendo temas como a burguesia, o nazismo, o fascismo, a homossexualidade e os conflitos com a polícia, coisa corriqueira na vida dos Dicks. Desde a abertura, com “Anti-Klan”, passando pelas raivosas “No Nazi’s Friend”, “Pigs Run Wild” e “Bourgeois Fascist Pig”, o disco era repleto de revolta. E pra provar que Os Pintos não possuiam preconceitos musicais, eis que no meio da porra-louquice surge “Purple Haze”, cover de Jimi Hendrix, uma versão no mínimo curiosa, mas sempre respeitosa – ainda que respeitar não fosse o forte da banda.

Se alguém está se perguntando sobre como surgiu o nome da banda, The Dicks (“Os Pintos” ou “Os Caralh*s”), Floyd explica: “Parecia bastante desagradável e ofendia um monte de gente. Isso me ajudou a decidir. Eu gostava de ver os machões homofóbicos chegando e dizendo: ‘Eu gosto dos Dicks’.”