Posts com Tag ‘2012’

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01.Before The Seventh 2.16
02.Because It’s Not Real Yet 3.01
03.Major Counterpart 2.06
04.Accepting New Forms 2.43
05.Getting Through Accidentals 2.44
06.And If It’s On 3.27
07.Please Redirect 1.19
08.Synthetic Envoy 3.24
09.Weird Summer 2.40
10.New Faculty 5.35
11.Into Engine 2.02
12.Now It’s The 4th 3.25
13.Theta Phase 7.08
14.Spindle Phase 2.31
15.Delta Phase 3.53
16.Home Is The Sun 4.17

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Por Al Schenkel

Lançado via Porter Records em 2012, Home Is The Sun é o debut do duo formado pelo baterista/percussionista Jim Sykes (Grooms, Parts and Labor) e o guitarrista/vocalista Mark Shippy (Miracle Condition, U.S. Maple). Sob a alcunha de Invisible Things, Jim e Mark constroem noisescapes altamente ácidas e jams psicodélicas e ruidosas guiados apenas por uma guitarra reverberando como se não houvesse amanhã e uma bateria frenética e baseada em estudos da música do Sri Lanka. Home Is The Sun é um dos grandes álbuns de 2012 que no ano de seu lançamento infelizmente passaram batido. Ouça alto!

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Bratislava “Carne” (2012)

Publicado: 1 de março de 2013 em Alternative Rock, Bandcamp, Indie Rock
Tags:,

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1. Jardim Asteca 03:49
2. Curandeiro de Velhos Perdidos 03:24
3. Mapa do Deserto 02:36
4. Discurso Batido 02:04
5. Aconchego 04:40
6. A Massa que dá fortuna 03:29
7. Carne 04:30
8. Fôssemos Gatos 03:22
9. Holga 03:01
10. C’Alma 05:06
11. Vermute 03:00
12. De onde não se vê o céu 03:57
13. Esperanza | Matschulat Remix 03:05

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Lançado em 21 de novembro de 2012, “Carne” é o primeiro disco cheio do quarteto paulistano Brastislava e sucessor do EP de 2011, intitulado “Longe do Sono”, primeiro trabalho da banda.

Composta pelos irmãos Victor Meira (baixo e vocais) e Alexandre Meira (guitarra e vocais), e pelos paulistanos Edu Barreto (guitarra) e Ricardo Almeida (bateria), a banda traz em seu primeiro disco cheio influências diversas que resultam em um belo e coeso trabalho  composto por 12 canções inéditas e 1 faixa do EP anterior, remixada pelo artista também paulistano Matschulat.

Em “Carne“, com a excelente produção de Claudio Machado, Fábio Santini, Luis Lopes e Victor Meira os músicos também contam com as participações especiais de Brunno Cunha (The Gramophones, Pitty) nos teclados; James Muller (Karnak, Funk Como Le Gusta) na percussão; Daniel Nunes (Constantina, Lise) nos beats eletrônicos; Thamires Tannous nos vocais; e Lucas Weier (Fernanda Cabral, Chimpanzé Club Trio) no acordeon.

Fiquem então com o rock alternativo de altíssima qualidade da Bratislava e com o vídeo recente para a ótima faixa instrumental que dá nome ao álbum, Carne. Altamente recomendado.

Informações adicionais: CARNE é o primeiro disco (full-length) da banda, com 12 canções inéditas e 1 faixa do EP Longe do Sono (lançado em 2011) remixada por Matschulat.

O disco conta a saga de um protagonista sem nome, que vaga por cenários realistas e absurdos – desde uma caminhada pela avenida Paulista até o vislumbre de um jardim asteca no meio do sertão – questionando seus próprios demônios e enigmas, botando em cheque os costumes sociais, a normalidade, os vícios da memória, a vida eterna e o paradoxo da perfeição.

Produzido por Claudio Machado, Fabio Santini, Luis Lopes e Victor Meira no estúdio C4, em São Paulo. CARNE conta com a participação dos amigos Brunno Cunha (teclados), Thamires Tannous (vozes), Daniel Nunes (beats eletrônicos), James Muller (percussão) e Lucas Weier (acordeon).

Psychedelic-Meltdown

1. Melt 2.50
2. Loveless 13.04
3. Blue 11.02

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Por Carlos André

Oriundo da terra do Sol nascente, The Heavy Friends é uma amostra perfeita do potencial máximo que a fusão entre Noise e Psicodelia é capaz. Lançando material desde 2010, cada trabalho consiste em longas viagens movidas a microfonia incandescente e delírios estelares, tendo como principais fontes seu grandioso conterrâneo, Les Rallizes Dénudés, bem como mestres ocidentais do wall-of-sound do naipe de My Bloody Valentine, Sonic Youth, Spacemen 3, Jesus & Mary Chain, todos eles andando de mãos dadas com gigantes ácidos como Jimi Hendrix, Popol Vuh, Neu! e afins. Por fim, disponibilizo um link para Psychedelic Meltdown, seu trabalho mais recente. Consiste em três peças totalizando 27 minutos submersos em um tanque da melhor e mais pura lisergia cósmica. Imperdível para qualquer ser vivo que aprecie os artistas citados acima, além da boa e velha arte japonesa de demência Noise.

Bandcamp: http://theheavyfriends.bandcamp.com/
Blog: http://heavyfriendstakashi.blogspot.com.br/

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01. Luminous Skull
02. Dark Report
03. Rpr
04. Natural Systems
05. Negative Reversal
06. Dstl Sgnl

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Msg Rcvd é o 11° disco de estúdio da carreira do Neptune, banda vinda de Boston,  Massachusetts e uma das mais impressionantes e malucas no ramo da experimentação dos nomes que estão em atividade. Formada em 1994 pelo artista/músico Jason Sanford, o quarteto que também conta com Kevin Micka, Farhad Alexander Ebrahimi e Mark Pearson abusa de timbragens extraídas dos instrumentos confeccionados pela própria banda, criando uma sonoridade completamente autoral entre desconstruções e caos em climas sintéticos/orgânicos, assegurando seu nome no topo da mesma escola de experimentalismo a qual o mestre Blixa Bargeld e seu Einstürzende Neubauten são patronos desde o início dos anos 80.

Um dos discos mais impressionantes lançados no ano passado mas que infelizmente passou batido.

 

OBS.: Confira a bela resenha sobre o disco anterior do Neptune, chamado Silent Partner no blog parceiro Pequenos Clássicos Perdidos.

OS 50 MELHORES DISCOS NACIONAIS DE 2012

Se no resto do mundo a indústria fonográfica e as produções independentes proporcionaram um ano excepcional para a música, 2012 dentro do território brasileiro também não deixou a desejar em nenhum aspecto. Confira logo abaixo os 30 discos escolhidos pelo Ride Into The Sound e que de alguma forma melhor representaram a boa fase em que atualmente a música experimental e o rock alternativo no Brasil se encontram.

Compartilhem, ouçam, xinguem e principalmente abram a mente e ouvidos  para o que vocês ainda não conhecem.

30. Violeta De Outono – Espectro

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Ouça “Algum Lugar”:

29. Callado – The Three C Sessions

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Ouça “Island”:

28. Gimu – All The Intrincacies Of An Imaginary Disease

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Ouça “Will I Ever Sleep Well Again?”:

27. Inverness – Ivana

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Ouça “See You In The Morning”:

26. Fóssil – Mocumentário

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Ouça “Aéropostale”:

25. Lupe de Lupe – Sal Grosso

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Ouça “Alameda das Orquídeas”:

24. Katty Winne – Molly Gun EP

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Ouça “Your Girl”:

23. Pale Sunday – The Fake Stories About You And Me EP

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Ouça “About Your Life”:

22. Mapuche – Lowlands

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Ouça “Happiness”:

21. Treli Feli Repi – Massacre EP

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Ouça e veja “23 Suicídio”:

20. Twinpine(s) – Beige EP

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Ouça “Love Hill”:

19. The Tape Disaster – A Voz do Fogo

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Ouça “a Voz do Fogo”:

18. VICTIM! – This Is What You Love, Young Man, And It Isn’t Beautiful!

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Ouça “Crowd”:

17. The Cigarettes – The Cigarettes

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Ouça “Addictions”:

16.  Lê Almeida – Pré-Ambulatório EP

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Ouça “Correspondido”:

15.  I Buried Paul – in schwarzen Tönen, in lauten Farben

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Ouça “In Lauten Farben”:

14. Siléste – Siléste

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Ouça “Blanched/Sol”:

13. Macaco Bong – This Is Rolê

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Ouça e veja “Summer Seeds”:

12. Single Parents – Unrest

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Ouça “Last Conversation”:

11. Wallace Costa – They Shoud Be Soft

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Ouça “Alucinações”:

10. Hurtmold – Mils Crianças

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Ouça “Chavera”:

09. Tratak – Agora Eu Sou o Silêncio

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Ouça “Apenas Rotina”:

08. Bemônio -Serenata

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Ouça “Ose”:

07. Medialunas – Intropologia

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Ouça “Chunby”:

06. Elma – Elma

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Ouça “Fat Breath”:

05. Sobre a Máquina – Sobre a Máquina

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Ouça “Oito”:

04. The Sorry Shop – Bloody, Fuzzy, Cozy

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Ouça “Cinderblocks”:

03. This Lonely Crowd – Pervade

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Ouça “Oneironauts”:

02. Labirinto – Kadjwýnh EP

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Ouça “Tuira”:

01. Chinese Cookie Poets – Worm Love 

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Ouça “Discipline And Manners (Feat. Arto Lindsay)”:

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1. Túnel 03:57
2. Asomado 09:23
3. Rallentado 10:39
4. Tango 04:27
5. Pura Sangre 01:50
6. Princesas del mercado 07:07
7. Respirador 07:48
8. Moctezuma’s Revenge 04:20

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Enquanto preparo a segunda parte dos “Discos Nacionais Lançados em 2012 Para Você Ouvir Antes que o Mundo Acabe” (a primeira parte você pode conferir aqui) e a lista oficial e nacional de melhores do ano, o que provavelmente acontecerá somente se todas estas previsões estiverem erradas e deus resolver aliviar a humanidade de tamanha barbárie mais uma vez, trago-lhes uma grata surpresa da Argentina, de Córdoba pra ser mais exato e que atende pelo interessante nome de Poltergeist Güemes.

Formada em 2009 por Manuel Matheu (bateria), Carlos Carnelli (guitarra, fx) e Andrés Asia (guitarra, fx), a Poltergeist Güemes é um reflexo do bom momento em que vive o rock alternativo sul americano, somando junto a dezenas de bandas espalhadas principalmente pelo Chile, Peru, Argentina e Brasil dentro dos gêneros noise-rock, shoegaze e post-rock. Um bom local para conhecer algumas destas bandas é o blog Latino America Shoegaze, ponto essencial de referência para o quem vem acontecendo dentro destes  novos cenários.

Viaje a lo Inesperado, lançado de forma independente no último 19 de dezembro é o debut da banda e conta com oito canções instrumentais que variam entre o post-rock com influências de Mogwai a Totoise e temas mais barulhentos, fazendo alusão direta ao rock dissonante e ruidoso do Sonic Youth. Enfim, mais uma grande banda para ficarmos atentos nos próximos anos e uma belíssima estréia para você que é chegado em microfonias, experimentações e barulhos em geral.

Chinese Cookie Poets “Worm Love” (Março/ 2012)

Worm Love, lançado em 15 de março deste ano é o primeiro disco cheio do trio carioca Chinese Cookie PoetsCom produção da própria banda e lançamento via Sinewave, Worm Love traz 11 canções gravadas em total improviso numa única seção de 40 minutos e editada a partir deste material. Com referências no free-jazz, noise e avant-garde o CCP nos brinda com um trabalho onde o experimentalismo atinge níveis catastróficos criando atmosferas densas, ásperas e de total urgência.

Destaque para a a faixa Discipline And Manners, com participação de Arto Lindsay, músico e produtor americano (DNA, Louge Lizards e Ambitious Lovers).

 

This Lonely Crowd “Doppeldanger And Other Delicious Secrets” (Janeiro/2012)

Enquanto colhem os frutos do recente e maravilhoso Pervade, o quinteto curitibano This Lonely Crowd liberou no início de 2012 via Sinewave a coletânea de lados B, Doppeldanger And Other Delicious Secrets. Com direito a versões para Everything Counts, do Depeche Mode e Lucid Fairytale, do Napalm Death o disco traz 15 canções repletas de melancolia, walls of sound e contos de fadas para deixar fãs de shoegaze e Lewis Carroll estarrecidos.

Ouça a belíssima versão para a já citada acima,  “Everything Counts”, do Depeche Mode:


The Sorry Shop “Bloody, Fuzzy, Cozy” (Março/2012)

Criado pelo multi-instrumentista Rio Grandense Régis Garcia, a The Sorry Shop lançou em março deste ano Bloody, Fuzzy, Cozy, primeiro full-lenght  e sucessor do ótimo EP de estréia Thank You Come Again, de 2011. Com inspiração em bandas como Dinosaur Jr. e My Bloody Valentine, a The Sorry Shop vem consolidando seu nome no topo dos maiores representantes do gênero shoegaze/alt-rock nacional dos últimos anos.

Ouça “Cinderblocks”, sétima faixa deste grande disco:

 

Siléste “Siléste” (dezembro/ 2012)

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Em pouco mais de 16 minutos a banda leopoldense Siléste, formada por Everton Cidade, Cris Spaniol, Mádger Barte e Leonardo Serafin destila em seu primeiro rebento uma catarse de oito canções onde o minimalismo poético das letras é acompanhado sublimemente pela enxurrada dissonante de guitarras altamente distorcidas ao melhor estilo guitar band da década de 90. Altamente indicado para fãs dos irmãos Reid e Thurston Moore e cia.

Ouça a faixa que encerra o disco, “Agulhas de Carnaval”:

 

Sobre a Máquina “Sobre a Máquina” (Dezembro/2012)   

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Lançado há poucas semanas, o disco epônimo da carioca Sobre a Máquina é o quarto trabalho  da banda formada por Cadu Tenório, Emgydio Costa, Ricardo Gameiro e Alexander Zhemchuzhnikov. Com influências extremas de noise e industrial  o quarteto junto ao Chinese Cookie Poets é um dos mais, senão o mais emblemático nome da nova cena experimental brasileira. Com canções que orbitam por atmosferas não comuns e captações peculiares a banda é responsável por improvisações poderosíssimas em climas regidos tanto por elementos orgânicos quanto sintéticos.

Ouça a favoritíssima, ‘Oito”:

 

Elma, “Elma” (Setembro/2012)

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Formada no ano de 2002 por Fernando Seixlack, Ricardo Lopes, Bernardo Pacheco e Paulo Cyrino na cidade de Uberaba, São Paulo, a Elma chegou finalmente em setembro deste ano ao seu primeiro full-lenght, oito após o surgimento da banda. Com uma fusão coesa entre noise-rock, math-rock e sludge, o disco epônimo traz nove canções instrumentais onde o peso e a complexidade polirrítmica encontram-se de forma homogênea e harmonicamente singular.

Ouça a tortuosa, “Fat Breath”:

Bemônio “Serenata” (Novembro/2012)

3775762636-1Após debutar com o ótimo Vulgatam Clementinam em julho deste ano via TOC, o carioca Paulo Caetano nos brinda novamente em 2012 com outra maravilhosa pérola. Serenata continua a jornada do músico por  timbragens obscuras com referências diretas ao drone e ao dark ambient, porém desta vez contando coma integração do baterista Gustavo Matos ao projeto. Uma das grandes surpresas do ano.

Ouça “Ose”, ótima faixa que abre o disco:

Carne de Monstro “Carne de Monstro” (Dezembro/2012)

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Formada pelos irmãos Itapa e Bóris Rodrigues e por Maurício Barbosa, o trio gaúcho de Porto Alegre Carne de Monstro debutou este ano com o EP epônimo de quatro faixas. Com influências diretas do rock alternativo da década de 90/00, a banda mantém uma sonoridade calcada em guitarras distorcidas, melodias assoviáveis e canções cantadas tanto em inglês quanto em português. Belíssima estréia de outra grande surpresa para o rock independe nacional.

Ouça a faixa de abertura do disco, “Hot Fantasy”:

 

Wallace Costa “They Should Be Soft” (Fevereiro/2012)

834613829-1Wallace Costa é de longe um dos nomes mais interessantes da nova múcica brasileira e They Should Be Soft é o segundo disco de estúdio da carreira do músico paulista nascido em cruzeiro no início dos anos 90. Lançado pelos selos Transfusão Noise e Midsummer Madness, o artista passeia com competência por diversos gêneros, exalando ótimas referências ao folk experimental, lo-fi e rock psicodélico dos anos 70, trazendo ligações diretas aos mestres Syd Barrett, Leonard Cohen, Jeff Mangum, entre tantos outros.

Ouça a bela e introspectiva “Alucinações”:

 

Labirinto “Kadjwynh EP”  (Fevereiro/2012)

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Patrimônio do post-rock nacional e internacional, a Labirinto lançou em fevereiro deste ano Kadjwynh, EP com quatro canções e sucessor do ótimo Anatema, de 2010. Lançado durante a segunda turnê norte-americana do grupo, Kadjwynh é um mergulho lento e profundo entre soundscapes, texturas e experimentações, servindo como trilha sonora contextual para o transe intrínseco que a obra como um todo sugere.

Ouça “Tuira”, segunda faixa e uma das minhas favoritas.

1 Goat Lips 6:57
2 Call Me Jesus 1:54
3 Nurser 10:58
4 The Man Who Never Was 4:21
5 Dangler 11:55
6 Y Toros 34:25

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Formada no ano de 1996 por membros das bandas  Panicsville, Killmen Dazzling, Mars Volta, Craw e Chalk a Laddio Bolocko foi uma banda de noise/avantgarde/math-rock de New York e que manteve suas atividades até 2001.

Com um curto período de vida, Drew St. Ivany, Ben Armstrong, Blake Fleming e Marcus DeGrazia lançaram três discos de estúdio através da Hungarian RecordsStrange Warmings of Laddio Bolocko, de 1997, In Real Time, de 1998 e o mini-álbum As If by Remote, de 1998. Em 2003 a No Quarter Records compilou estes três discos em um álbum duplo intitulado The Life & Times Of Laddio Bolocko, contendo dezesseis canções + filme em super 8 para As If By Remote. 

Com apenas seis canções em uma espécie de montanha russa sonora, Strange Warmings of Laddio Bolocko passeia por diversos estilos e influências, deixando claro que para chegar ao resultado assombroso deste experimento doses altíssimas de Faust, Can, This Heat, Slint, King Krinson e Albert Ayler foram ingeridas sem qualquer moderação. Obra prima obrigatória para amantes de dissonância, caos e sonoridades tortas em geral.

Bushwalking “First Time” (2012)

Publicado: 24 de novembro de 2012 em Dream-Pop, Folk, Psychedelic
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1. Doona 03:20
2. Seventeen Once 02:44
3. Hair 02:44
4. Bath Sex 03:21
5. Visual Jam Doughnut 04:29
6. Dedication 03:12
7. Natural Vagina 02:00
8. Depression (No Baby) 02:49
9. First Time 04:46
10. Warmth 03:16

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Por Al Schenkel

Lançado em 12 de junho deste ano, First Time é o disco de estréia  da banda australiana de Melbourne, Bushwalking. Formada por Karl Scullin (Kes Band, Mum Smokes), Nisa Venerosa (Fabulous Diamonds) e Ela Stiles (Songs) o trio aposta em fusões entre dream-pop, folk e psicodelia para alcançar a sonoridade leve, hipnótica e inebriante encontrada em First Times, aventurando-se também pelo krautrock como no caso da 5° faixa, Visual Jam Doughnut. Destaques para a psicodelia pop de Seventeen Once, a lisérgica Dedication e a faixa que encerra o disco, Warmth.

Camera “Radiate!” (2012)

Publicado: 24 de novembro de 2012 em Experimental, Krautrock, Minimalist
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1 E – Go 6:55
2 Villon 4:03
3 Ausland 10:58
4 Lynch 5:52
5 Utopia Is 6:09
6 Rfid 4:57
7 Soldat 7:24
8 Morgen 6:07

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Por Al Schenkel

Gravado ao vivo em estúdio utilizando apenas um par de guitarras, um sintetizador e uma bateria, o trio alemão Camera aposta no krautrock como força motriz para conceber Radiate!, seu primeiro disco de estúdio.

Com roupagem nova sobre o legado deixado pelos conterrâneos Neu!, Faust, Can e Harmonia a banda originária de Berlin formada por Franz Bargmann (guitarra), Timm Brockmann (teclado) e Michael Drummer (bateria) mistura rock, minimalismo e experimentalismo de forma eficaz e costuma expressar sua música espontaneamente e sem permissão em lugares públicos como estações de metrô por exemplo, em shows cheios de improvisação e já tendo contado com participações dos lendários Michael Rother (NEU!, Harmonia) and Dieter Moebius (Cluster, Harmonia).

Lançado em 3 de agosto deste ano via Bureau B, Radiate! é um dos maiores representantes da nova geração de banda influenciadas pelo krautrock não sendo apenas uma cópia mas sim uma continuação e re-interpretação do gênero surgido há cerca de quarenta anos atrás.