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Rumbo Reverso “EP I” (2014)

Publicado: 30 de junho de 2014 em Experimental, Free Jazz, Post-rock
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capa

01.Palinkas
02.Artérias
03.O Outro
04.Elefantes e Ruminates
05.Captain Ahab
06.Efeito Marino
07.Urso73

Site / Facebook / Download / Soundcloud

Por Al Schenkel

Criado por Cacá Amaral (Firefriend, Naxxtro), Rumbo Reverso é um projeto de música experimental e instrumental que transita livremente entre o free jazz, o post rock  e o psychedelic rock tendo como base os improvisos extraídos através do uso de bateria, guitarra e loops diversos orquestrados por Cacá, resultando em uma trilha sonora hipnótica e flutuante cheia de camadas e texturas, onde o clima harmonioso das estruturas musicais de cada peça é homogeneamente fundido com dissonâncias e ruídos.

Nos shows, Rumbo Reverso se apresenta solo com Cacá Amaral ou com o tecladista Leandro Archela e o baixista Iládio Davanse. Em seu primeiro disco, o EP de sete faixas intitulado “I”, além de Archela, o projeto conta com as participações de Maurício Takara – trompete, bateria e metalofone; Daniel Gralha – trompete; Cuca Ferreira – sax barítono; Paulo Moraes – Sax Alto; Diogo Valentino – baixo e produção musical, Mancha Leonel – Baixo e produção e Fabiane Trindade – Violino.

A cópia física do disco, tanto em CD quanto em vinil pode ser adquirido através do site oficial da banda, aqui.

 

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kiergard

01.Enten-Eller 3:54

Download / Facebook

Por Al Schenkel

Como um feixe de luz esperançoso lançado sob a raquítica e anêmica cena autoral de Criciúma / SC, a Kiergard — adaptação livre sob o nome do filósofo e teólogo dinamarquês, Søren Kierkegaard — pariu em 15 de fevereiro deste ano seu primeiro rebento, o single Enten – Eller — nome também ligado ao autor, em referência à obra homônima e publicada em 1843.

Com a utilização de um sampler de Stalin em referência a um discurso proferido pelo mesmo ao final da 2ª Guerra Mundial mas sem tomar partido político algum, Enten – Eller surge numa soundscape crescente de urgência e melancolia, desfilando vocais em segundo plano, guitarras e baixo com fortes dosagens de delay e reverb e uma bateria sempre certeira e bem estruturada. A sonoridade alude aos gêneros shoegaze, post-punk, post-rock e rock alternativo dos anos 90 e de bandas contemporâneas.

Com produção, gravação, mixagem e masterização da própria banda, a Kierkard traz em sua formação Ticão Canella (guitarra), Beatriz Toledo (guitarra/voz), Mauro Fabian (baixo) e Ramon Macedo (Bateria). A arte da capa traz assinatura de Mauro.

Enten – Eller pode ser baixada gratuitamente ou no esquema “name your price” através do bandcamp oficial da Kiergard. E logo abaixo você poderá conferir uma pequena entrevista feita com Mauro Fabian, membro fundador, baixista e um dos compositores da banda. 

01.Conte-nos um pouco sobre o início da banda. Quais os propósitos, influências e sobre como a ideia de montar a Kiergard surgiu.
Não me recordo muito bem de ‘quais carnavais’ conheço a Beatriz, porém desde que nos conhecemos houve uma grande vontade de criar um projeto juntos, geralmente impossibilitado pelos compromissos com outras bandas naquela época. Há um ano atrás (ou quase um, não sei dizer ao certo), conseguimos um baterista e foram acontecendo alguns ensaios despretensiosos. Entre um cover e outro, conseguíamos tirar algumas jams bem interessantes e foram essas jams que incentivaram a nossa vontade de nos expressar com a nossa própria arte. Aos poucos fomos “abolindo” os covers dos nossos ensaios e focando cada vez mais nas jams, até eliminar completamente os covers do nosso repertório.
Passamos por algumas formações até chegar na atual mas posso afirmar que esta é a formação que é mais madura e consistente naquilo que entendemos como música.
Nossas influências passeiam por caminhos bem diferentes. Vamos do shoegaze, post-rock e rock progressivo ao HC e até mesmo ao doom metal. O mais interessante é que, na minha opinião, todas essas influências agem de uma forma meio simbiótica, aonde tu não consegue definir exatamente o que a Kiergard é mas tu sabe que há um pouco de tudo isso nela.

02.O nome da banda é uma adaptação livre sob o nome de Søren Kierkegaard e o primeiro single é homônimo a um dos livros do mesmo, certo? Qual a ligação da banda e sua sonoridade com a obra do autor?
Não há muito misticismo no nosso nome. Beatriz estava numa aula de filosofia e, justamente, Kierkegaard era a pauta naquele dia. Ela nos abordou depois de um ensaio e apresentou a ideia de nomear a banda como “Kiergard”, não houve objeções.
Compartilhamos de algum ou outro pensamento mas não somos totalmente adeptos à sua filosofia.

03.Como vocês veem a cena autoral de Criciúma e do Brasil e quais bandas nacionais vocês acham que valem serem ouvidas?
Particularmente, acredito que a cena autoral de Criciúma ainda é fraca. Parece haver uma filosofia instalada nos residentes da cidade que não deixa o individuo se dispor a ouvir uma música autoral sem ‘cruzar os braços’, ainda mais se for um som que saia dos padrões do rock clássico ou do HC. Vejo poucas pessoas com pouco conhecimento que envolva a cultura musical em si, pouco se consome daquilo que sai do nicho do roqueiro estereotipado. É triste como algumas pessoas não se permitem descobrir o mundo vasto e rico que há nas mais variadas vertentes musicais.
Nesses dez anos que estou no Brasil passei por algumas cidades e posso dizer que Criciúma tem muito a melhorar, mas para alívio de todos, ou pelo menos meu, as coisas parecem estar melhorando. Vejo que de alguns ano para cá tem havido um certa abertura ou uma leve sede de absorver coisas diferentes. Acredito que em alguns anos a cidade vá se tornar mais rica musicalmente.
Acredito que todas as bandas valem ser ouvidas, independentemente de gêneros.

04.Como tem sido a recepção das pessoas sob o trabalho da banda? Vale a pena manter uma banda independente onde o mercado raramente abre as portas pra novos artistas?
O nosso primeiro show foi no 12 Horas Rock e a recepção do público foi incrível, nenhum de nós esperava por isso. De lá pra cá temos feitos poucos shows, tem bastantes fatores mas acredito que há uma barreira com bandas de rock alternativo. Metade dos shows que participamos foram organizado ou tiveram alguma conexão com o Coletivo Murro.
Financeiramente ter uma banda autoral e independente não tem rendido nada além de bebida. Em compensação, área emocional, vem sendo uma experiência totalmente aditiva. Tem seus altos e baixos mas não consigo me ver vivendo sem isto. A banda e o ambiente musical se tornaram essenciais para minha existência.

05.Quais os planos pro futuro? Há material novo pra ser lançado e vocês podem adiantar alguma novidade ou detalhe?
Estamos na produção/gravação do nosso primeiro EP que será intitulado ‘1/4’. Não temos data prevista para o lançamento, até porque está sendo todo produzido por nós mesmo, o que torna o processo ainda mais demorado. Por enquanto é isso que posso adiantar.

06. Algumas palavras complementares para os leitores do Ride Into The sound e fãs da banda?
Primeiramente agradecer pelo espaço e a todos aqueles que tem acreditado no nosso trabalho. Em segundo lugar, mas não menos importante, gostaria de fazer um apelo para quem estiver lendo esta matéria: se permita, a vida é muito curta para seguir rótulos!
Certa vez me perguntaram se eu era roqueiro… respondi “Não, eu gosto de música.”

OS 30 MELHORES DISCOS NACIONAIS DE 2013

Publicado: 30 de dezembro de 2013 em Melhores do ano
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discos nacionais de 2013

Por Al Schenkel

Mais um ano que vem chegando ao fim e também mais um excelente ano para a produção musical independente brasileira, e como de praxe o Ride Into The Sound põe na roda alguns dos lançamentos nacionais mais interessantes deste 2013.

Sem critérios ortodoxos e baseado apenas no gosto pessoal deste que vos escreve, logo abaixo vocês poderão conferir os 30 melhores discos nacionais em uma variante de estilos executados por artistas de vários cantos do país.

Inúmeras boas obras ficaram de fora, mas como nenhuma lista tem o papel de servir como verdade absoluta e sim carregar o propósito de levar até o ouvinte um apanhado dos destaques que se fizeram dentro destes últimos 12 meses, o blog estará sempre aberto a discussões, reclamações e sugestões, tentando sempre trazer o melhor do underground e instigar o ouvinte a abandonar a zona de conforto, criando um espaço não óbvio para esta que é uma das coisas mais prazerosas deste mundo: a música.

Um grandioso e barulhento 2014 para todos vocês!

Obs.: Quem assina arte acima é o amigo Mauro Fabian, o uruguaio mas boa praça de Criciúma.

#30. Clube Las Vegas “Clube Las Vegas”
Gravadora: Independente
Gênero: Post-Rock / Shoegaze / Instrumental
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#29. Top Surprise “Klouds”
Gravadora: Transfusão Noise Records
Gênero: Noise-Pop / Lo-Fi / Alt-Rock
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#28. Churrus “Transcontinental”
Gravadora: Midsummer Madness
Gênero: Lo-Fi / Alt-Rock
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churrus

#27. Barulhista “Café Branco”
Gravadora: 0.cm
Gênero: Ambient / Electronic
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barulhista

#26. Seamus “Red”
Gravadora: Independente
Gênero: Alternative Rock
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seamus

#25. Robsongs “Chuva de Tijolos”
Gravadora: The Blog That Celebrates Itself Records
Gênero: Shoegaze / Psychedelic-Rock
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robsongs

#24. Wallace Costa “Erosion”
Gravadora: Independente
Gênero: Alternative Folk
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#23. Nvblado “Afogado”
Gravadora: Independente
Gênero: Post-Rock / Drone / Screamo
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nvblado

#22. Lupe de Lupe “Distância”
Gravadora: Popfuzz Records
Gênero: Noise-Pop /Shoegaze / Experimental
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lupe de lupe

#21. Hangovers “Hanga In The Sky With Breads”
Gravadora: Independente
Gênero: Grunge / Alt-Rock / Instrumental
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hangovers

#20. Bela Infanta “Apenas Cinco”
Gravadora: The Blog That Celebrates Itself Records
Gênero: Post-Punk / Dream-Pop
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bela infanta

#19. Scafandro “Scafandro” 
Gravadora: Independente
Gênero: Drone / Ambient  
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scafandro

#18. Satanique Samba Trio “Bad Trip Simulator #3” 
Gravadora: Independente
Gênero: Samba / Forró / Frevo / Experimental
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satanique

#17. Bemônio “Opscurum” 
Gravadora: Dissenso Records
Gênero: Drone / Dark-Ambient  
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bemônio

#16. Apanhador Só “Antes Que Tu Conte Outra” 
Gravadora: Independente
Gênero: Alt-Rock / Pop / Experimental
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#15. Honorável Harakiri “Honorável Harakiri” 
Gravadora: Mansarda Records 
Gênero: Free-Jazz / Free-Improvisation 
 Baixe

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#14. Inky “Parallels”
Gravadora: Independente
Gênero: Post-Punk / Electronic 
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inky

#13. Jesus & The Groupies “Hot Chicks And Bad Djs”
Gravadora: Independente
Gênero: Garage-Rock / Psychobilly
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#12. Chinese Cookie Poets + Nicolau Lafetá “Danza Cava”
Gravadora: Mansarda Records
Gênero: Noise-Rock / Free-Jazz / Experimental
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ccp

#11. Yeti “Terminal”
Gravadora: Sinewave
Gênero: Math-Rock / Post-Rock
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yeti

#10. The Sorry Shop “Mnemonic Syncretism”
Gravadora: Independente
Gênero: Shoegaze / Alt-Rock
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sorry shop

#9. Tape Rec “Death Friends”
Gravadora: Transfusão Noise Records
Gênero: Alt-Rock / Lo-Fi
Baixe

tape rec

#8. Gustavo Jobim “Manifesto”
Gravadora: Independente
Gênero: Drone / Electronic / Ambient

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gustavo jobim

#7. Victim! “Lacuna”
Gravadora: Sinewave
Gênero: Industrial / Dark Ambient / Noise
 Baixe

victim

#6. Loomer “You Wouldn’t Anyway”
Gravadora: Midsummer Records / Transfusão Noise Records / Sinewave
Gênero: Shoegaze / Alt-Rock
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loomer

#5. Ceticências “Lua”
Gravadora: Independente
Gênero: Industrial / Electronic
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lua

#4. Porto “Odradek”
Gravadora: Independente
Gênero: Experimental / Krautrock / Instrumental
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cover

#3. FireFriend “Witch Tales”
Gravadora: Independente
Gênero: Psychedelic-rock/ Shoegaze
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#2. Herod “Umbra”
Gravadora: Sinewave
Gênero: Post-Rock / Shoegaze / Experimental
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#1. Labirinto / thisquietarmy Split
Gravadora: Dissenso Records
Gênero: Post-Rock / Instrumental / Experimental
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lab

Tape Rec “Death Friends” (2013)

Publicado: 22 de novembro de 2013 em Alternative Rock, Indie Rock, Lo-fi
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tape rec

1.Death Friends 05:37
2.Bre 01:27
3.Lastimável 04:02
4.Yo Frat 05:02
5.Impro Paz 16:25
6.Mantra / Anagrama 02:29
7.Funeral 01:38

Download / Transfusão Noise Records

Por Al Schenkel

Death Friends, lançado ontem, 21 de novembro de 2013 via Transfusão Noise Records é o primeiro disco cheio da banda carioca da baixada fluminense surgida entre 2004 e 2005, Tape Rec.

Capitaneada pelo mestre do DIY tupiniquim, Lê Almeida, o quarteto que também traz em sua formação Evandro Fernandez, Leonardo Lara e Bigú Medine dispara em seu mais novo rebento uma coleção de sete pérolas pop barulhentas inundadas por guitarras distorcidas e influências noventistas de gente como Pavement, Sonic Youth, The Breeders e Guided By Voices. E o trabalho pode ser adquirido gratuitamente no bandcamp oficial da banda.

Vale lembrar que a Transfusão Noise Records também é lar de bandas fantásticas como a Badhoneys, Medialunas, Top Surprise, Wallace Costa, além dos outros inúmeros projetos do Lê Almeida.

QUINZE DISCOS NACIONAIS

Por Al Schenkel

Do drone e free improviso dos gaúchos da Scafandro e sua estréia auto intitulada ao samba experimental contido no quarto álbum de estúdio dos paulistanos da São Paulo Underground, o Ride Into The Sound joga na roda quinze discos excepcionais que vem mostrando que o país não é apenas um antro de bandinhas genéricas de indie-sambinha-leite-com-pera e cópias aguadas dos Strokes.

Com inserções pelo post-rock, post-punk, math-rock, shoegaze, alt. rock, noise, industrial e afins, este mini-especial reúne artistas de variados estados brasileiros e mostra o atual poder de fogo criativo do underground nacional e a sintonia em termos qualitativos com a produção musical mundial.

Prepare o HD, chame os amigos, estoure umas cervejas e aumente o volume ao máximo que você puder aguentar!

Scafandro “Scafandro” (2013)

scafandro

01.Napalm Sunset 05:06
02.Home Memory 13:51
03.Bikini Island 07:47
04.Airground 15:41
05.Sailing Brick 16:20
06.Braincut 19:57
07.Sunbeast 22:39
08.Worried Glass 11:11
09.Teeth Grinder 13:25

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Seamus “Red” EP (2013)

seamus

01.Red 06:05
02.When I Quit My Lens 03:43
03.Ambush In The Night 04:26
04.Bloodbrother 04:06

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Labirinto & thisquietarmy “Labirinto/thisquietarmy” Split (2013)

lab

01.Labirinto – Tahrir 07:02
02.Labirinto – Diluvium 07:49
03.Labirinto – 11 Palmos 05:55
04.. – . 01:00
05.Thisquietarmy – Eclipse 05:44
06.Thisquietarmy – Paths to Illumination 05:33
07.Thisquietarmy – World Protest 05:37
08.Thisquietarmy – Abandonment 05:59

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Ceticências “Pilow” EP (2013)

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01.Dew 07:16
02.Pillow 06:27
03.Gale 03:38
04.Eyelids 03:47

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Bela Infanta “Apenas Cinco” EP (2013)

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01.Guarde-me Uma Prece Para Amanhã 04:00
02.Bruma 02:43
03.Todas As Tarde De Agosto 03:24
04.Uma Das Três Escadas 03:48
05.Constantina 03:06

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 Gustavo Jobim & Christian Caselli “Stream” (2013)

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01.The Stream (O Rio) 08:02
02.White Flag (Bandeira Branca) 08:49
03.Fire in the Mud (Fogo na Lama) 05:57
04.Farewell (Despedida) 03:19
05.Push Moderately (Empurre com Moderação) 07:55
06.The Light (A Luz) 10:42

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Yeti “Terminal” EP (2013)

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01. 910 – Sweet River/Mercy 2.50
02. 216 – Clay/Pleasures 2.49
03. 713 – Hemetery’s Bomb 4.30

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Bemônio “Opscurum” (2013)

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01.OPSCURUM -9 interlúdios 22:56

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Chinese Cookie Poets “Danza Cava” (2013)

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01.Ojos de ceniza 04:12
02.Lapetus l’uccello 05:06
03.Il semi-affetto degli argonauti 00:50
04.Tiao Yue 05:17
05.Chang’e III 02:50
06.Passo torvo 04:18

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Clube Las Vegas “Clube las Vegas” EP (2013)

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01.A primeira 03:19
02.Sobre a brevidade da vida 02:04
03.A valsa de deus 03:56
04.Envelhecendo lentamente 05:46
05.Oderich 03:24
06.Morris 05:02

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Jesus And The Groupies “Hot Chicks and bad DJs” (2013)

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01.Boogie Medicine 02:36
02.She Steps on the Gas 02:30
03.Hot Chicks and Bad Djs 01:38
04.Judah’s Kiss 02:06
05.Mr. Jealous Man 03:23
06.Dedication and Morphine 01:58
07.Crack House 03:31
08.Nick The Stripper 03:34
09.Jesus Autograph 02:09
10.Wild Thing 02:20
11.Emily 03:15
12.Around You 03:29
13.J.C. Boogie Reprise 02:40

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Barulhista “Café Branco” (2013)

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01.a lufa 04:39
02.Colo-paradeiro 06:12
03.Malevich 07:59
04.Passàrgada 06:16
05.Nonada 06:43

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The Us “Free Fall” EP (2013)

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01.Bad Seeds 03:58
02.I Can´t Scream For Help 04:31
03.Free Fall 02:58
04.Final Song 04:16

Download / Facebook

Top Surprise “Klouds” EP (2013)

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01.K-complex 01:13
02.Ready for the Haze 02:35
03.Klein Blues 03:10

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São Paulo Underground “Beija Flors Velho e Sujo” (2013)

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01.Ol’ Dirty Hummingbird 04:34
02.Into The Rising Sun 02:34
03.Arnus Nusar 07:46
04.Over The Rainbow 03:05
05.Evetch 02:31
06.Six-Handed Casio 04:04
07.The Love I Feel For You Is More Real Than Ever 03:15
08.Basilio’s Crazy Wedding song 03:00
09.A Árvore De Cereja É Ausente 03:00
10.Taking Back The Sea Is No Easy Task 04:34

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cover

1.Capetinja 04:34
2.Mesmo que os amantes se percam, continuará o amor 06:03
3.As estrelas não são para os homens 05:13
4.Tau zero 03:43
5.E a morte perderá o seu domínio 05:47
6.Dezessete nós 04:39
7.Remédio para melancolia 05:06
8.A quarta hora 03:50

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Por Al Schenkel

Idealizado em 2006 pelo baterista Richard Ribeiro (Guizado, Gui Amabis, Pélico, Labirinto, São Paulo Underground, entre outros) em meio a um projeto com os integrantes do Hurtmold e o trompetista americano Rob Mazurek, Porto é um duo paulista de música experimental que tem em sua outra metade o guitarrista convidado Régis Damasceno, membro da banda Cidadão Instigado.

Em Odradek, primeiro disco cheio do duo e lançado cinco anos após a estréia do projeto com o EP Fora de Hora, de 2008, o disco de oito faixas realizado de forma independente transborda experimentalismo e passeia com maestria por gêneros como jazz, psicodelia, ambient e krautrock, criando uma simbiose perfeita fusionada pelas bases sintetizadas, bateria acentuada e arranjos de vibrafone de Richard, junto as linhas excepcionais de guitarra elaboradas por Régis.

Odradek reflete a ótima fase a qual vive a cena experimental brasileira em uma amostra grandiosa tecida por dois dos mais prolíficos artistas nacionais. O disco também conta com uma digníssima produção executada por Bruno Buarque e pelo próprio Richard Ribeiro, além da masterização de Fernando Sanches e da arte assinada por Gustavo Rates .  O show de lançamento acontecerá hoje, dia 23 de agosto às 22hs na Serralheria, em São Paulo.

Abaixo você pode conferir uma entrevista de Richard publicada com exclusividade ao blog Amplificador:

O Porto é um projeto seu, certo?

Eu acabo fazendo as músicas, levo as composições pra ele (Régis) e a gente trabalha como dupla pra criar uma outra coisa, que é o que o público ouve. Tenho o início, as estruturas, alguns samples, mas ele contribui absurdamente pra isso virar uma outra coisa. Quando falo com ele, ele já entende. É uma relação de confiança, de afinidade muito grande. Tem uma música em parceria, a última do disco.

Como você escolheu os instrumentos do Porto?

O que mais me atraiu nesse projeto sempre foi a questão de trabalhar com menos elementos. Fugir do mais comum de ter baixo, teclado ou algum instrumento de sopro. Explorar outros aspectos musicais, criar vários ambientes diferentes. Eu sou baterista, então a bateria é natural. Quando eu estava começando a compor, precisei de um instrumento melódico pra poder tocar. Aí pensei num vibrafone, que me permite dividir a função. Toco bateria, conduzo a música e toco os temas. Quando eu vi já tava em cima do instrumento, fez sentido tocar os dois como uma peça só. As músicas eu faço no violão, na guitarra e eu queria a sonoridade da guitarra.

Qual o significado do nome do disco (“Odradek”)?

Ainda tô descobrindo. Veio de um livro do Henrique Villa-Matas. Um personagem que eu não consegui definir e aquiloo me encantou e me inspirou a arte do disco, ao som. Não tem uma definição, é mais uma sensação. Hoje dá pra fazer projetos paralelos com mais facilidade, né? É mais fácil sim, claro. Tudo depende de como você trabalha. Eu preciso de um estúdio pra ajeitar as coisas. Isso tem gasto om gravação, mas isso é arte do trabalho. Não sei fazer de outra forma, não tenho estúdio em casa. Preciso de engenheiro de som, de um estúdio.

Em alguns momentos eu tive a sensação de estar ouvindo a trilha sonora de um filme. Faz sentido?

A maneira que eu me envolvo com música tem a ver com criar  imagens. Às vezes é um chiado, uma batida de bateria que me traz uma sensação, mais que a necessidade de encontrar um tom, uma nota específica. Então faz sentido isso que você disse sim.

 

Ajude a Lautmusik a levantar fundos para a conclusão de seu segundo videoclipe. A música escolhida para o trabalho é Tugboat, faixa do disco Lost in the Tropics, lançado em 2011 e a ajuda vai de R$ 15 a R$ 1 mil, tendo em cada quantia uma premiação relacionada. Assista o vídeo acima e abaixo você poderá conferir o objetivo em detalhes para o crowdfunding. O Site para a colaboração direta é este aqui: Catarse.

O PROJETO
Em 2011 lançamos nosso primeiro clipe, realizado pelos parceiros da Baxada Nacional. Ficamos contentes com o resultado, mas nem sonhávamos com o que ainda estava por acontecer. Num belo dia recebemos uma ligação: era uma produtora dizendo que a banda estava sendo cotada pra abrir pro The Cure no Brasil. “Tem material pra mandar pro Robert Smith? Tem que ser vídeo.” Ele viu o clipe, gostou e nos chamou pra abrir o show de SP – um grande feito pra uma banda independente! Queremos fazer outro vídeo, porque quem sabe o que mais pode acontecer de bom a partir dele?

A BANDA
A LAUTMUSIK foi formada no outono de 2006 em Porto Alegre. Depois de 2 EPs, “Black Clouds with Silver Linings” (2007) e “A Week of Mondays” (2008), lançamos no final de 2011
 nosso primeiro álbum, “Lost in the Tropics”, produzido por Eduardo Suwa
 e masterizado nos EUA por Black Dog Studios. O disco foi incluído nos 
Top 10 de 2011 da Trama Virtual e em várias listas de melhores do ano
 em todo o Brasil, e concorreu ao Prêmio Dynamite 10 Anos na categoria
 melhor álbum de rock. Também no fim de 2011, lançamos nosso primeiro clipe, “Mai”, que entrou na programação da MTV Brasil, Canal
 Brasil e PlayTV e também apareceu na NME online. Em 2012 abrimos dois shows internacionais – o dos suecos do The Radio Dept. no Beco SP e o dos novaiorquinos do A Place to Bury Strangers no Beco POA. Em 2013, a Laut foi escolhida por Robert Smith pra abrir o show do The Cure na Arena Anhembi, em SP.

O PROJETO
A música escolhida é Tugboat, do álbum Lost In The Tropics, que é “uma metáfora sobre o rebocador, que consegue conduzir um navio muito maior do que ele próprio – uma vez o navio esteja num porto seguro, ou em mar aberto, cada qual segue o seu caminho. É algo que acontece bastante, mas às vezes nem notamos: todo mundo pode aprender e ensinar alguma coisa em praticamente qualquer situação da vida”.

Para realizar este projeto, buscamos mais uma vez a parceria da Baxada Nacional Filmes, responsável por nosso videoclipe de estreia. A produtora tem em seu currículo a realização de vários vídeos e foi indicada ao VMB 2009 de melhor clipe do ano com a música “Casa Abandonada”, da banda gaúcha Pública.

Importante! Nem a banda nem a produtora vão ser remunerados pelo clipe – só orçamos no projeto os custos de produção.

Estimativa de custos para realização do clipe:
Equipe Técnica R$ 1.000,00
Produção R$ 1.000,00
Luz R$ 2.000,00
Arte e Figurino R$ 500,00
Alimentação R$ 500,00
Execução R$ 1.000,00
Taxas e Impostos R$ 750,00
13% Catarse R$ 1.010,00

TOTAL R$ 7.760,00

Links de referência:
http://www.facebook.com/Lautmusik
http://www.soundcloud/lautmusik
http://www.baxadanacional.com.br

Ficha Técnica:
Realização: Baxada Nacional Filmes
Direção e Roteiro: Filipe Barros
Direção de Produção: Lucas de Andrade
Direção de Fotografia: Eduardo Rosa
Edição e Finalização: Filipe Barros
Produção: Pedro Ivo Borges

The Sorry Shop

Por Al Schenkel

Lançado no dia 1º de maio deste ano, Mnemonic Syncretism é o segundo disco cheio do sexteto rio grandense de shoegaze, The Sorry Shop. A banda, formada por Régis Garcia, Marcos Alaniz , Mônica Reguffe, Rafael Rechia, Kelvin Tomaz e Eduardo Custódio em maio de 2011, vem consolidando seu nome entre alguns dos maiores representantes da atual cena alternativa/underground nacional, empunhando com louvor uma sonoridade iniciada há cerca de três décadas atrás e reverenciada através de grande artistas como My Bloody Valentine, Slowdive e Dinosaur Jr.

Em Mnemonic Syncretism a proposta inicial da The Sorry Shop, assim como nos trabalhos anteriores — Thank You Come Again EP, de 2011 e Bloody, Fuzzy, Cozy, de 2012 — segue mantida a todo vapor, tendo como objetivo fusionar wall of sounds poderosos e densos sobre estruturas musicais delicadas e vocais doces e introspectivos, fórmula aliás atingida com maestria, resultante da ótima fase criativa na qual os músicos gaúchos se encontram. Também é notável a evolução dentro do processo de produção e gravação do álbum, mérito de Régis Garcia, verdadeiro mágico da cultura DIY e um dos núcleos criativos da banda.

Logo abaixo você poderá conferir então um faixa a faixa exclusivo escrito por Régis Garcia sobre as dez músicas que compõe Mnemonic Syncretism, podendo assim assimilar as suas concepções sobre a criação de cada canção e entender um pouco sobre o universo particular do músico e suas inspirações.

01. Star Rising

Quando decidimos a ordem do disco, foi impossível não pensar na Star Rising como faixa de abertura. Logo que acabamos o “Bloody, Fuzzy, Cozy”, já tínhamos algumas ideias na cabeça (ou até gravadas), como foi o caso da Star Rising. Nesse sentido, pela proximidade com o álbum anterior, dá pra perceber que ela tem um semblante bem semelhante ao das músicas mais antigas. Quando eu escuto a Star Rising abrindo o disco, sempre tenho a sensação de que há alguma espécie de elo conectivo com o trabalho prévio e isso me agrada. Também gosto do andamento dela, uma coisa meio monótona, mas ainda assim com um movimento ascendente.

 

02. Cold Song

A Cold Song, na verdade, partiu de uma ideia que acabou virando outra música, a “Silkworm”, que ficou de fora do disco. Quando o Marcos trouxe a letra pra gente, percebi que ela ficaria bem mais interessante da maneira que ficou. Gosto da estética invernal dela, um clima meio azulado. A letra tem menção ao clima de julho, frio aqui no sul do Brasil. Achamos engraçado que alguém na América do Norte, por exemplo, escute e pense que estamos loucos falando, em língua inglesa, do frio no verão. Mas tudo bem, nosso contexto é esse e é sobre ele que sabemos falar. O frio aqui é meio assim mesmo: ele vem em ondas, sopra na praia e faz um movimento de areia levantando, como se passassem cavalos correndo e levantando poeira. A paisagem da janela do Marcos é essa, dá diretamente pra praia do Cassino, uma das maiores em extensão do mundo. Além de estarmos literalmente na borda do mundo, como a letra também sugere, dá pra entender essa sugestão como uma metáfora de introspecção, do olhar marginal, de quem realmente está na borda, longe do centro, tentando entender e absorver o resto do mundo. Em relação ao instrumental, o que mais gosto nela é baixo preguiçoso, denso e bagunçado, bem simples, que por vezes carrega a música um pouco pra trás.

03. Rooftops of Any Town

É uma faixa bem crua e direta. Quando estava pensando no contexto do disco, antes de criar a Rooftops, eu sentia muita falta de algo um pouquinho mais visceral. Ela é tão simples que não passa de uma bateria marcada, baixo distorcido e um par de riffs simples de guitarra. Mesmo assim, quando ela ficou pronta, sentimos falta de uns “tapa buracos” na música e, então, o Rafa Rechia providenciou uns feedbacks bacanas e uns ruídos que completaram ela. É, sem dúvida, uma das mais divertidas ao vivo, daquelas que funcionam se esticadas por bastante tempo, abusando do barulho. A letra também tem relação com nosso contexto, ou de qualquer cidade por aí. É a imagem geral daquela velha paisagem urbana que a gente conhece por inteiro, por onde a gente pode se mover de olhos vendados, onde a gente cresceu e, em um determinado momento, acaba por se tornar uma simbiose e a gente já não sabe mais qual a diferença entre aquilo que nos circunda e a nossa própria
subjetividade.

04. Sulfur

A Sulfur foi a primeira a ficar pronta e ia ser lançada um mês antes do disco ficar pronto, como single. Na verdade, ela passou uns seis ou sete meses pronta, esperando a letra. Em um determinado momento, acabamos estourando o prazo para ela ser liberada como single. Estava bem difícil organizar ela com letra e vocais (que só começaram a ser gravados bem no fim do processo todo do disco). Para piorar a situação dela, enquanto trabalhava gravação dos vocais, acabei tendo problemas no HD externo onde estavam os projetos das músicas da The Sorry Shop e a Sulfur desapareceu. O que temos dela é um bounce da mix final (quase provisória) feita logo no início do processo de gravação e mixagem do disco. Foi, por um lado, interessante que isso tenha acontecido, já que ela foi, por isso, um norte para todo conjunto do álbum. A letra da Sulfur tem relação com a necessidade de seguir em frente, de esquecer algo que passou e deixar de lado o passado. Contudo, quando isso acontece, pode ser que tenhamos que enfrentar demônios e infernos particulares e aprender a lidar com eles.

05. Protect

É, possivelmente, a minha faixa favorita. Gosto demais, além de tudo, da letra dela, que foi uma parceria entre o Marcos e eu. Também gosto muito da maneira como ela se desenvolve, sem grandes nuances, nem riffs muito marcantes ou distintos. O linha principal de guitarra é uma variação entre tônica e oitava, de uma mesma nota, afundada em distorção, delay e reverb. É singelo. O arranjo dela, pra mim, tem algo de hipnótico, acho que por ter uma qualidade meio elíptica. Ao vivo ela tem ficado bem ficado bem interessante, com um groove diferente que, por vezes, remete a uns lances mais psicodélicos lá de 60 ou início de 70. Um pouco ela também é uma ode ao MBV.

06. Mnemonic Syncretism

Essa quase vinheta, toda instrumental mesmo, foi gravada por completo no dia anterior ao lançamento do disco. Eu já tinha ideia de algo que fosse uma introdução para a Know Me Right, faixa seguinte do disco, mas ainda não a tinha testado. Enquanto terminávamos o disco, começamos a ensaiar para os shows do lançamento. No último ensaio, tentando buscar uma alternativa para a introdução da Know Me Right, o Rafa acabou aparecendo com a ideia harmônica que deu vida para a Mnemonic Syncretism. Fiquei com aquilo na cabeça, amadurecendo a ideia e, quando não tinha mais tempo pra parar e gravar nada, gravei a faixa homônima ao título do disco. Acho que a posição dela no álbum é bem favorável ao contexto geral da obra. É como um respiro, uma pequena meditação para limpar os ouvidos e depois voltar a escutar a próxima parte com mais atenção.

07. Know Me Right

A Know Me Right é uma música bem fácil, reta, simples. O que mais meagrada nela é a letra, que tem relação com a solidão e a impessoalidade no meio de tanta coisa, tanta informação e tanta gente. Todo mundo é observador, o voyeurismo não é mais apenas um fetiche, é uma solução pra conseguir lidar com o fluxo contínuo de dados, imagens, sons, textos, a que somos submetidos diariamente. Estar no quarto e com tanto contato com o mundo soa como escapismo, uma variação perversa do que foi fugir para o campo ou para as imensidões vastas em outros momentos da história recente da civilização. Ao mesmo tempo em que observamos, estamos sendo observados, devorados e julgados. É um duo esquizofrênico ao qual nos acostumamos e, mais estranhamente, nos sentimos confortáveis e nos acalentamos. O engraçado é que, de longe ela parece otimista, quem sabe pela harmonia e levada, mas definitivamente é uma música muito fatalista.

08. Away to Mars

Demorou pra ficar pronta e é lotada de camadas e mais camadas de guitarra, além de muitas texturas. Acho que foi a faixa mais fácil de fazer pela liberdade que acabamos assumindo nela. A ideia principal nela veio de uma linha aleatória de guitarra, que gravei solta, só com o metrônomo. Eram frases pequenas que eu ia repetindo e alternando. A parti daí fui adicionando todas outras camadas até ficar satisfeito, cada uma da mesma maneira que a primeira, sem necessariamente um foco na composição e sem visar um resultado final específico. Pra fechar a faixa, acabamos gravando uma microfonia da guitarra do Kelvin Tomaz, num fim de ensaio, sem que ele estivesse escutando a faixa e ainda sem ter sido devidamente apresentado ao resultado parcial dela. Pra mim é o elemento mais bacana da coisa toda. O resultado final é bem interessante e toma o mesmo contorno da letra e da proposta interna da faixa. A letra, por sinal, é pro Major Tom.

09. The Lesser Blessed

Relutei bastante ao ponderar sobre lançar a The Lesser Blessed. Gosto demais dessa faixa, mas às vezes não via ela no contexto do disco. O que mais me motivou a lança-la foi a possibilidade de homenagear o Richard Van Camp, escritor de um belo livro, cujo título deu o nome a essa faixa. A letra é baseada na trajetória da personagem Larry, protagonista do livro do Van Camp. Não vou fazer spoiler aqui, é um livro baratinho, vale a pena ler. O mais legal foi que assim que o disco saiu, mostrei ela diretamente pro autor, que foi bastante gentil e disse que acho bem legal. Foi muito bom saber que ele achou interessante, principalmente por ter lido que durante a escrita do livro (como consta nos agradecimento na última página) ele escutou bastante Slowdive, MBV e por aí vai. É um cara com referências. Também gosto muito da suavidade do vocal da Mônica nessa música.

10. Awaken Dream

Desde que ficou pronta, a Awaken Dream, pra mim, é uma das faixas mais visuais da banda. Não gosto muito do termo, mas acho que ela tem uma característica bastante onírica. O Marcos fez a letra dela pensando no “Labirinto” e no Bowie. Por ser uma faixa bastante visual, que oferece algumas imagens nubladas, borradas, como a própria letra sugere, me parece que é uma das boas candidatas pra ganhar um registro visual que acompanhe a faixa. A pegada dela ao vivo é ótima, dá pra experimentar bastante tocando.

 

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1.Star Rising 03:58
2.Cold Song 04:17
3.Rooftops of Any Town 02:21
4.Sulfur 04:06
5.Protect 04:41
6.Mnemonic Syncretism 02:52
7.Know Me Right 04:24
8.Away to Mars 04:07
9.The Lesser Blessed 04:14
10.Awaken Dream 03:58

Confira o disco e baixe gratuitamente através do bandcamp oficial da The Sorry Shop, aqui: http://thesorryshop.bandcamp.com/

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01. Silêncio
02. Walking the Valley – Part I
03. Umbra
04. Walking the Valley – Part II

Por Al Schenkel

Editado a partir de gravações da XYZ Live, produtora que trouxe o The Cure ao Brasil em abril deste ano e de gravações do Fernando Augusto Lopes, do site parceiro Floga-se, o registro abaixo disponibilizado no youtube traz o show de abertura quase completo da Herod Layne na Arena Anhembi, ocorrido no dia 6 de abril deste ano, poucos minutos antes de Robert Smith e cia subirem ao mesmo palco e despejarem décadas de sucessos em cerca de três horas de um espetáculo aguardadíssimo.

Ao total foram cinco canções executadas pela banda, sendo que “Penumbra” acabou ficando de fora do registro. Em pouco mais de 20 minutos a Herod Layne, que é formada por Elson Barbosa (baixo), Sacha (guitarra), Lucas Lippaus (guitarra) e Marcio Dutkiewcz (bateria) destilou todo o poder e a intensidade de seu post-rock diante uma platéia de mais de trinta mil pessoas, marcando um momento histórico e emocionante na carreira do quarteto. Destaque para o final catártico do mais puro noise através da canção “Walking the Valley – Part II”.

O relato completo e fiel deste marco para o rock underground brasileiro e especialmente para a Herod Layne pode ser conferido no já citado Floga-se, aqui.

Setlist:

1- Silencio
2- Walking the Valley – Part I
3- Umbra
4- Walking the Valley – Part II

Herod Layne is:

Marcio Dutkiewcz – Drums
Elson Barbosa – Bass
Sacha – Guitars
Lucas Lippaus – Guitars

Staff:

Joaquim Prado – Producer / Sound Engineer
Bernardo Pacheco – Sound Engineer
Matheus Barsotti – Roadie
Marcela Erdebrok – Photographer
Fernando Lopes – Blogger
Daniel Ribeiro – Assistant

The band would like to thank all the XYZ Live crew, specially Marcello Belmudes and Tiago Machado,

All the footage in this video was provided by XYZ Live, as well as additional footage by Fernando Lopes, Sandro Ferreira and Evandro Olivier. The final version was edited by MGW Produções.

http://www.facebook,com\herodlayne
http://www.sinewave.com.br